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domingo, 29 de dezembro de 2024

 

Procissão abre Ano Jubilar da Diocese de Paranaguá; Peregrinos da Esperança

 






Por Clarício Araújo

 

O bispo diocesano de Paranaguá, Dom Edmar Peron, abriu o Ano Jubilar – Peregrinos da Esperança, sábado (28), festa da Sagrada Família, com o ato litúrgico iniciado na Igreja Matriz da Ilha dos Valadares, seguido de procissão até a Catedral Diocesana onde foi realizada a missa com a participação de diversos padres. A celebração eucarística teve ainda a presença de fiéis de diversas paróquias, que lotaram as dependências do templo.

Segundo o Decreto do bispo, vários templo espalhados pelo território diocesano serão locais específicos para a peregrinação, onde as pessoas receberão as indulgências especiais durante o Ano Santo de 2025. Essa ação está em conformidade com a Bula do Papa Francisco sobre a proclamação do Jubileu Ordinário, cujo tema é “A Esperança não decepciona”, mensagem central do Ano Jubilar.

Em sua homilia, o bispo diocesano disse que o Papa Francisco está chamando a nossa atenção pra uma crise que nós nem sempre nos damos conta dela. A crise da esperança. A gente está se descuidando de cuidar da esperança cristã; este ano inteirinho, como foi o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que possamos recordar diante do altar nossa esperança em Jesus Cristo e o Ano Santo é para refazer os nossos laços de igreja, pois somos a Igreja do Senhor. O Ano Santo, segundo o bispo, é para nos ajudar a refazer as forças da penitência, que é fazer aquilo que deixamos de lado, como ler a Bíblia todos os dias, rezar, se reconciliar com aqueles que cortamos a relação e assim por diante.

“A graça do Jubileu é para que nós, participando do sacramento da Penitência (Confissão), possamos depois fazer penitência e em nossos corações surja o motivo de esforço de não pecar, isto é, que a gente deteste o pecado e ame a graça. É este o caminho penitencial do Ano da Esperança”, enfatizou Dom Edmar.                                                                                                                                                                                                                                                         


sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

 

Vereador Ricardo lança projeto “Visconde, restaurar é amar”

 












Por Clarício de Araújo Cardoso

 

O vereador eleito Ricardo dos Santos fez na manhã de hoje (27), na sala da presidência do “Palácio Carijó”, sede da Câmara Municipal, o lançamento do projeto “Visconde, restaurar é amar”, iniciativa de sua autoria que tem como objetivo a restauração do “Palácio Visconde de Nácar”, prédio este que já foi sede dos poderes Executivo e Legislativo de Paranaguá e que se encontra em situação crítica de abandono, a ponto de desabar. Neste encontro estiveram presentes vários vereadores e a imprensa local. O projeto ganhou até divulgação através de camisetas, que foram distribuídas durante o ato.

Ricardo fez uma apresentação através de vídeo mostrando a reforma realizada em 2004, quando ele era presidente daquele Poder, informando que depois disso o prédio foi desocupado e de lá para cá vem se deteriorando. De acordo com o parlamentar que está de retorno, o Palácio Visconde de Nácar tem um significado muito importante em sua vida pública, uma vez que foi ali que ele iniciou sua carreira política.

Ricardo disse que o projeto já existe e que há uma verba da Câmara ou se o prefeito preferir realizar um empréstimo para a restauração do referido prédio, terá todo apoio dos vereadores para que isso se concretize o mais rápido possível.

O valor da obra está orçado em torno de 15 milhões de reais. “O Visconde é nosso. Não podemos deixar que ele caia” pois se isso acontecer, vai ficar muito feio para Paranaguá, disse o vereador. O próximo passo, segundo Ricardo, é fazer o Termo de Referência e o de Licitação da obra para que esse projeto saia do papel.

 

sábado, 14 de dezembro de 2024

 

Rezar e Esperar

 

Por Clarício de Araújo Cardoso

 

A nossa condição humana nos faz querer as coisas de maneira imediata, como se tudo acontecesse em um toque de mágica. Porém nem tudo pode ser assim ou estar à nossa disposição; os nossos desejos e as nossas necessidades acontecerão no tempo de Deus e para isso é preciso confiar, rezar e esperar. Esta é a chave para aqueles que acreditam nas promessas de Jesus, uma vez que, as suas palavras não têm meio termo. Elas são absolutas e verdadeiras, pois Deus não brinca com as pessoas, não faz de conta.

Demoramos para entender a razão pela qual muitos pedidos não se realizam em nossas vidas. Deus sabe o que é melhor para nós, pois Ele conhece as nossas intenções e Ele faz aquilo que realmente precisamos e não o que achamos ser essencial ou necessário; muitos projetos para as nossas vidas estão nas mãos do Criador e no tempo que ele permitir, com certeza se realizarão de forma espetacular que até não acreditaremos que eles se concretizaram.

Mesmo que soframos em alguns momentos pela falta de um teto digno ou de uma condição de vida melhor, não podemos nos entregar ao desespero e nos maldizer, a ponto de culpar a Deus pela nossa momentânea “derrota” ou fracasso. Creia, a tempestade vai passar se colocarmos todas as preocupações no coração divino; jamais deveremos deixar nosso barco à deriva, mas entrega-lo para Aquele que domina os ventos e as ondas impetuosas, pois Ele nos conduz a um porto seguro. Basta se deixar envolver no seu amor e na sua paz. Rezar e esperar, com a paciência de Jó. O resto é por conta d’Aquele que tem o controle sobre todas as coisas.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

 

O domingo na Praça

 

Clarício de Araújo

 

O domingo estava convidativo para um passeio pelo centro da cidade; o azul do céu emoldurado pelas palmeiras e o manguezal do rio Itiberê era o belo cartão postal para quem procurava um lugar na Praça de Eventos. Algumas crianças e adultos procuravam se refrescar nas águas do histórico rio, o mesmo que em tempos idos foi caminho para a chegada dos primeiros povoadores que ali aportaram a fim de colonizar as novas terras do Sul.

Mas o dia na Praça era espetacular para desfrutá-lo sozinho ou acompanhado e se havia companhia, ele era perfeito para se expressar em palavras ou gestos o carinho pela pessoa amada, ainda que o sol escaldante incomodasse aqueles que se aventuraram a passar um domingo diferente; o vento leste que soprava, abrandava o calor que não poupou a pele branca, que em pouco tempo virou “pimentão”. Porém, a vontade de esquecer a rotina do dia a dia era maior que valia a pena ali permanecer até quase ao final da tarde.

O domingo na Praça foi proveitoso e recompensador, pois, além de contribuir para reposição das energias foi ainda motivo para um bate-papo descontraído com os amigos. As horas se tornam mais alegres e festivas, uma vez que os momentos ali vividos transmitiram ao coração um carrossel de emoções que ficam eternizadas na alma de quem se entrega à dimensão do amor, à vida e à natureza.

 

Eu e as minhas músicas

(Parte da minha história)

 

Clarício de Araújo

 

Como disse alguém: ‘recordar é viver’. Por isso eu vivo a recordar os tempos em que ouvia várias emissoras de rádio e entre elas, a que mais me marcou, foi a Rádio Atalaia de Curitiba. Por isso eu trago comigo muitas lembranças de um tempo dourado onde as canções embalavam os nossos sonhos. Este gostar de ouvir músicas me acompanha desde as minha infância, do velho toca-discos, do rádio e de trabalhar em rádio, como operador de som (sonoplasta) que fui. Hoje continuo a ouvir estas músicas através do computador no formato MP3. Graças a essa tecnologia pude recuperar inúmeras canções e até mesmo ter outras que ficaram perdidas no tempo.

Entretanto, o fato de ouvir as “velharias”, com dizem os jovens, não me prende ao passado de forma efetiva, mas me transporta apenas a um momento especial, pois, os dias em que vivenciamos alegres e acompanhados pelas letras e melodias saudáveis, jamais se apagarão das nossas memórias. Eles somente ficaram distantes no tempo, porém, vivos dentro de nós. E isso, o tempo não vai apagar.

Lembro bem dos títulos e das melodias que ecoavam do velho radinho ou da vitrolinha (toca-discos); do locutor que anunciava a canção: “Roberto Carlos, de Roberto e Erasmo, A Distância”, ou “Pholhas, de Satisteban e Malagutti, My Mistake...” E assim se passavam os dias, sempre ao som de belas composições que, em algum momento pareciam ser feitas pra gente... nos tocava e emocionava e por fim, era o mundo que imaginávamos.

Por isso essas canções são para mim, um acervo inestimável e mesmo que não digam nada para muitos, elas são parte da minha história que já dura setenta anos.

sábado, 30 de novembro de 2024

 

Botafogo é campeão da Libertadores 2024

 

Por Clarício de Araújo, com informações do GE.

 

A equipe da Estrela Solitária, o Botafogo, fundada em 1910, além de estar na frente no Brasileirão, venceu hoje (30/11), a Copa Libertadores da América ao derrotar por 3 tentos a 1 a representação do Clube Atlético Mineiro em partida realizada no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires.

Os gols aconteceram, aos 35 minutos do 1.º tempo, assinalado por Luiz Henrique; aos 43 da etapa inicial, na cobrança de uma penalidade máxima realizada por Alex Telles e no último lance do tempo final, marcado por Júnior Santos. Vargas descontou para o Galo, a 1 minuto da segunda etapa.

Com este título a equipe alvinegra irá disputar o Mundial de Clubes que acontecerá nos Estados Unidos; a competição terá ainda, Flamengo, Fluminense e Palmeiras. A disputa pelo título será por confronto direto na fase de grupos, seguido por saldo de gols e quantidade de gols marcados. As duas melhores equipes de cada grupo avançam para o mata-mata nas oitavas de final.

 

Os propósitos malignos não prevalecerão

 

Por Clarício de Araújo

 

A Igreja, desde sempre, esteve atenta às necessidade daqueles que mais sofrem; nos primórdios, ainda em formação, ela já atendia os menos favorecidos pela sorte, procurando fazer aquilo que Jesus pregava ou seja, o amor ao próximo, e os primeiros cristãos praticavam a caridade entre si. Com o passar do tempo, essa prática se tornou ainda mais evidente, quando o Papa Leão XIII, através da Encíclica “Rerum Novarum (das Coisas Novas), partindo dos ensinamentos bíblicos e apostólicos deu-se a formação da Doutrina Social da Igreja (DSI), que em resumo visa orientar os governos e os empresários nas políticas voltadas para o desenvolvimento das pessoas através do trabalho digno, salário justo e crescimento social de forma igual; respeito e dignidade da pessoa humana e entre patrões e empregados, observando-se o diálogo e as leis.

Portanto, a Igreja procura encaminhar as questões sociais pelas vias evangélicas, isto é, unicamente dentro da Palavra para que haja a paz entre todos e assim se propague o Reino de Deus, pautado na caridade, aquela que une todos em um, ou seja, as criaturas e o Criador, cujo projeto é contemplar o mundo com a sua justiça e sua luz. Mas, infelizmente há os que prefiram as trevas, procurando infestar a humanidade com suas ideias malévolas apregoando uma sociedade onde prevaleçam a ganância, a usura e a mais grave de todas, a exclusão dos que em seus “entendimentos” mesquinhos, chamam de inúteis, quais sejam, os pobres.  Para os dominadores que desfrutam de um poder aquisitivo privilegiado, quanto mais leis injustas e projetos desastrosos existirem, mais eles terão supremacia sobre os necessitados.

No entanto, a Igreja vê nos desfavorecidos pela sorte, um vasto campo para as suas ações, que vão além da evangelização, pois é nos sofredores que o anúncio da Palavra encontra eco e se propaga pelo mundo, continuando o trabalho iniciado pelos primeiros cristãos. Seus exemplos são guardados e perpetuados para a glorificação do Reino, por ora instável, mas que se consolidará com a plenitude da justiça, da solidariedade, da misericórdia e do amor verdadeiro. Os propósitos malignos não prevalecerão e nem os seus seguidores.

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

 

Um convite irrecusável

 

Clarício de Araújo Cardoso

 

O sol invadiu o meu quarto, fazendo-me levantar antes das oito horas. Seus raios brilhavam com tamanha intensidade que não pude continuar deitado, pois a luminosidade não permitiu que eu continuasse repousando. Era manhã de domingo de verão e a beleza do dia que despertava me fazia um convite irrecusável: que tal fazer uma visita às comunidades marítimas em volta da baía? Não pensei duas vezes, tomei um delicioso banho, fiz o desjejum habitual, coloquei uma bermuda confortável e uma camiseta bem apropriada para a época e rumei para a Rua da Praia, onde embarquei para a Comunidade de Vila São Miguel, a poucos minutos do Centro Histórico.

Lá chegando fui logo procurando algumas pessoas do meu relacionamento. Muito solícitas, procuraram saber se eu tinha onde ficar e fizeram o convite: “fique conosco”. Agradeci a gentileza e me instalei na casa de uma delas e após o almoço saí para explorar a localidade, a qual oferece algumas opções de passeios, como por exemplo, o Morro do Careca, de onde se descortina uma bela visão da baia; o Morro da Brejaúva e a estrada que liga Ponta de Ubá a Amparo, cujo trajeto é conhecido como “Trilha Caiçara Mário Roque”. Assim, pude me conectar com a natureza e sentir bem de perto a sua importância para a nossa sobrevivência. Foi um dia inesquecível, onde as horas pareciam não passar.

A localidade se diferencia das demais por estar distante do mar, aproximadamente uns 300 metros. Para chegar ao vilarejo, caminha-se por uma passarela, um tanto inapropriada, uma vez que não possui proteção lateral e é estreita para o fluxo de pessoas. Percorrido tal trajeto, caminha-se por uma estradinha pavimentada com lajotas de concreto, atingindo-se logo as primeiras habitações e em seguida o que se pode chamar de centro da vila, onde estão localizadas a Igreja Católica, a Escola e várias casas bem apresentáveis. Como em outras comunidades marítimas, não há separação de quintais com cercas ou muros, mas algumas plantas para delimitar as moradias, mas não é regra.

terça-feira, 26 de novembro de 2024

 

Testemunhas da Esperança

 

Clarício de Araújo Cardoso

 

Deus nos criou para a felicidade, porém, no decorrer da nossa caminhada na Terra, nos deparamos com situações adversas daquelas propostas pelo Reino anunciado por Jesus e então, muitos desistem dos projetos do Messias e até duvidam das suas Verdades. Porém aqueles que resistem aos desafios da vida, são convidados a enfrentar a realidade com esperança e coragem, pois só assim poderão alcançar o reino prometido, vivenciando a paz, o amor e a justiça.

Com certeza não é uma tarefa das mais fáceis, pois é uma constante batalha do bem contra o mal e que só se vence pela perseverança e oração; os obstáculos por certo permanecem em nossos caminhos, mas o desejo de superá-los deve ser maior de que qualquer empecilho imposto pelo inimigo. A vitória virá pela força da fé e a plenitude do Paraíso quando se completar o nosso tempo na face da Terra, ser permanecemos fieis até o fim.

Portanto, o cristão é convidado a renunciar a muitas ofertas mirabolantes de alegria e paz, procurando encontra-las unicamente nos ensinamentos do Messias, aquele que realmente tem palavras de vida eterna; é promotor da concórdia e da misericórdia, uma vez que o próprio Jesus disse no Sermão da Montanha: ‘Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia’.  Assim, todos são chamados a caminhar sem medo e na alegria de uma vida guiada pelas mãos divinas. Não será a destruição dos nossos projetos terrenos que irá nos afastar do amor de Deus e da sua glória.

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

 

Polarização exacerbada

 

Clarício de Araújo Cardoso

 

Depois daquele fatídico 8 de janeiro, desencadeou-se uma onda de extrema violência pelo Brasil, em nome da tal liberdade de expressão e de um direito inexistente, já que o direito à governabilidade da esquerda ficou consolidada nas urnas. O inconformismo tomou conta dos opositores, a ponto destes exigirem a todo custo e até mesmo pelas vias mais absurdas, uma “pátria livre”, sem opositores, com a abolição do Estado Democrático de Direito, a extinção dos Poderes constituídos para a criação de uma Ditadura. Ou então, pela implantação de um Estado de Sítio, através de um mecanismo fora da lei. As provas dos fatos vieram à tona e o “capitão mor” dizendo que não houve nenhuma tentativa neste sentido. É um negacionista contumaz.

O Brasil já passou por duas ditaduras (uma civil e uma militar) e os efeitos são desastrosos até para os seus defensores, uma vez que tal regime restringe a própria liberdade que tanto defendem. Neste maldito regime, sim, não havia espaço para a defesa ou contraditório, uma vez que os algozes agiam de forma sumária e cabal.  Retrocesso é atraso de vida. Só quem vivenciou esses tempos sombrios da história do Brasil, pode ter com absoluta razão  repúdio pelo Estado de Exceção, ou seja, a retirado total dos elementos mais prementes de uma pessoa, que são: livre circulação, expressão e segurança social, entre outros. Produzir e espalhar notícias ou informações falsas é crime, passível de punição e  punição por ato grave não é falta de liberdade, mas sim cumprimento da lei, pois quem publica alguma coisa assume a responsabilidade por aquilo que escreveu ou disse.  

Infelizmente, os adeptos da “Pátria Armada”, travestida de falsos valores morais distorcem as questões polêmicas transformando-as em mote para uma polarização exacerbada; o fato chega à raia dos ataques pessoais e até mesmo em ações gravíssimas contra os ocupantes de cargos legitimamente conquistados.  Atacam ainda a imprensa séria, alegando que ela está a favor do atual mandatário da nação e se posicionam contra os Poderes, sem pudor, bem como contra os partidos de esquerda.  Já nem temem à própria sorte quando fazem declarações públicas das suas atitudes maléficas e vão ao extremo para executá-las, quando não são barradas pelos agentes de segurança. Não estão se importando para as consequências dolorosas que podem provocar na sociedade, inclusive nos próprios familiares.

As pessoas têm direito de discordar das posições políticas, dos Poderes e de se manifestarem de forma ordeira e democrática, porém sem jamais ferirem os direitos alheios; não é através da violência e da intolerância que deve agir, mas pela observância das leis e dos direitos constitucionais, sem meias interpretações.

 MTE 0012869/PR,  para o Blog Canal do Clarício

domingo, 17 de novembro de 2024

 

Abuso de Liberdade

 

Clarício de Araújo Cardoso

 

Ultimamente os noticiários das rádios e das TVs vêm mostrando fatos relacionados com ações maléficas que o radicalismo e o fanatismo levam à determinadas posições políticas e os males que vêm causando à sociedade brasileira. Fato recentemente ocorrido no centro de Brasília é o exemplo mais específico a respeito desse tipo de coisa que só leva o país à uma situação gravíssima, já que o indicativo é promover a desordem.  Discordar da forma que os poderes agem é aceitável, porém, querer mudar à força as suas prerrogativas e exigir a extinção dessas instituições, passa a ser abuso de liberdade e atentado contra o estado democrático de direito, então, ilegal.

Achar que algum modelo de manifestação usado para querer o retorno de um político ao Poder sem possuir ou ter certos “direitos” é o caminho certo, não passa de ato criminoso, uma vez que, na maioria das vezes são usadas formas violentas e depredatórias conta o patrimônio público e até mesmo contra pessoas. Usarem as redes sociais para ameaçar uma autoridade ou inibir um ato advindo dos poderes constituídos além de crime é uma covardia, já que se posicionam por meio eletrônico e não fisicamente, pelo fato de não terem coragem e nem hombridade para encarar seus “inimigos”.

Isso é grave e não condiz com um povo ordeiro. Isso é falta de aceitação do contraditório e da convivência pacífica; aquilo que não concordamos, nem sempre é pensamento coletivo. Lobo Solitário ou corja de baderneiros só têm um destino: prisão. O extremismo, sem dúvida é uma reação dos inconformados e despreparados para conviver com aquilo que não concordam ou não aceitam.

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

 

Liberdade fora da lei

 

Por Clarício de Araújo Cardoso

 

O discurso de ódio, da rejeição pela ideia contrária já se tornou uma prática constante entre as pessoas que se dizem ‘patriotas’, mas que no entanto, praticam atos contrários aos verdadeiros sentimentos nacionais, atentando contra a democracia e o estado de direito, previstos na Constituição Federal, além de chegarem ao ponto de tirar a vida dos oponentes. Outros, mais extremados, dão fim à própria vida em nome de uma suposta ‘intervenção’ nos Poderes da República, pedindo inclusive a volta da Ditadura.

Dizem que são perseguidas pelo Poder Judiciário quando este tenta barrar as publicações pelas redes sociais, confundindo liberdade de expressão com provocações absurdas e até mesmo com ameaças e xingamentos; estas são práticas inapropriadas para quem quer exercer o seu direito sagrado de manifestação. Fabricam um enorme conteúdo sem fundamento, baseado apenas em supostos direitos e lançam ao público com a intenção de ganhar o apoio da população, que também desinformada ou mal informada, vai ao encontro dos “injustiçados”.

O exercício da manifestação pacífica e ordeira é um direito do todo cidadão que quer o desenvolvimento da sua Pátria, obedecendo a regra da boa convivência, respeitando as opiniões contrárias com argumentos concretos, sem ofensas e sem agressões; as posições adversas devem ficar apenas nas palavras.

O que aconteceu em Brasília, mais uma vez, foi o exercício errado de uma liberdade fora da lei; ela existe para ser obedecida e jamais ignorada em nome de uma ideologia que promova a desunião entre as pessoas, gerando um caos geral e consequentemente uma desestruturação na sociedade civil. Devemos ter cuidado com as nossas ações para não gerar uma ferida maior na Terra de Santa Cruz.

 

 


Nossa Senhora do Rocio, mãe e rainha

 

Por Clarício de Araújo Cardoso

 

Nossa Senhora do Rocio, título que se dá à Mãe de Deus venerada em Paranaguá desde o século 17, é homenageada neste dia 15, quando a cidade recebe inúmeros devotos vindos de todas as partes do Estado e de outras regiões do país para prestar esta bonita devoção à Virgem Maria. Trata-se de uma das maiores festas dedicada àquela que foi escolhida por Deus Pai para ser a mãe do Salvador.

A cidade litorânea se transforma com esta manifestação popular dedicada à Padroeira do Paraná, quando os fiéis se dirigem para o bairro do Rocio onde está localizado o seu Santuário e ali rendem-lhe devoções, como forma de agradecimento pelos diversos benefícios recebidos. Do seu nicho, a pequenina imagem irradia bênção e proteção para toda a cidade e o Estado, como mãe e rainha do povo paranaense.

A devoção à Virgem do Rocio foi iniciativa de um humilde pescador conhecido por Pai Berê  que habitou o local homônimo e ali construiu uma humilde capelinha para abrigar a imagem encontrada nas águas da baía. O local passou chamar a tenção da vizinhança que se reunia para rezar o Terço no mês de novembro, época do encontro da “santinha” nas redes dos pescadores.

Essa prática durou vários anos até que as autoridades eclesiais tomassem para si os atos religiosos e dessa forma as orações fossem oficiais; a imagem passou para uma capela de alvenaria e ganhou destaque pela procissão organizada em direção à Vila, uma vez que o Rocio era um arrabalde da florescente Paranaguá.

domingo, 10 de novembro de 2024

 

A felicidade eterna

 

Por Clarício de Araújo Cardoso

 

O evangelista Marcos narra uma passagem em que Jesus estando no Templo, observa quem depositava suas ofertas; Ele então diz aos seus discípulos, após ter visto que muitas pessoas faziam as suas doações, comparando os ditos ‘ricos’ e uma viúva pobre, que os primeiros gostam de estar nos melhores lugares e fazem coisas que não condizem com quem serve a Deus, enquanto a mulher reparte o pouco que possui, de coração, os afortunados agem para mostrar seus bens.

Para aqueles que querem viver o Reino é preciso tomar cuidado para não imitá-los em suas atitudes que aparentam ser “verdadeiras”, mas estão apenas fingindo ser cristãos. Segundo Jesus, estes receberão a condenação. Por tanto, aqueles se põe a caminhar na estrada do Senhor devem fazer as coisas com humildade e sinceridade, vivenciando os ensinamentos do Mestre a fim de receberem o prêmio no final de suas jornadas na Terra, ou seja, a salvação.

É preciso desvencilhar-se do orgulho, da vaidade, da falta de compromisso e de amor e caridade com os irmãos que sofrem, passam fome e falta de oportunidade de uma vida digna; esvaziar-se de si mesmo para encher-se de Deus e deixar falar a voz do coração para uma atitude onde Ele seja a riqueza que todos desejam possuir e a nossa oferta de dedicação ao Senhor seja agradável. Que a nossa doação seja o “tudo que temos”, mas que seja isenta de superioridade para encontrarmos felicidade eterna; as ações que agradam a Deus contradizem as dos “poderosos” que gostam de ostentar suas qualidades diante dos homens.

 

 

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

 

Perseverança e constante prática da fé

 

Por Clarício de Araújo Cardoso

 

Jesus respondendo aos fariseus e mestres da Lei, contou-lhes três parábolas para explicar a misericórdia de Deus sobre os pecadores arrependidos. Entre elas, a mais icônica é a parábola das Cem Ovelhas, que diz que alguém que tem cem ovelhas e uma se perde, este deixa as 99 e vai em busca da que se extraviou até encontra-la e quando acha a coloca nos ombros com alegria. O Senhor vem ao encontro daquele que está perdido pelo pecado e o acolhe. Ele é o Deus Amor, Aquele que quer ver o seu rebanho sem a falta de um dos seus filhos. Porém, é preciso querer estar ao seu lado, é preciso arrependimento e principalmente desejo de não incorrer nos erros.

Disse Ele que “haverá alegria no céu por alguém que se converte” e esta declaração nos leva a fazer uma constante reflexão sobre a escolha entre o bem e o mal.  Para alcançarmos a misericórdia de Deus é necessário pugnar pela escolha do amor ao próximo no lugar do egoísmo, a verdade no lugar da mentira. É necessário renunciar as “tentações” que aparentam nos dar felicidade e no entanto não têm consistência e logo se desfazem como a fumaça no ar.

É preciso trilhar uma vida voltada para as coisas dos alto; praticar a justiça e procurar servir o próximo sem retribuição; estar disponível e perdoar quem nos ofende, embora isso não seja uma tarefa fácil, mas que se consegue através da oração e entrega a Deus da pessoa que praticou algo contra nós. Ser cristão e ser fiel à sua vontade exige perseverança e constante prática da fé; somente a entrega total aos valores divinos pode nos tornar capazes em desfrutar a paz celestial.

 

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

 

Viver o Reino de Deus

 

Por Clarício e Araújo Cardoso

 

Para seguir Jesus é preciso se desapegar dos bens materiais, isto é, não valorizar mais as coisas terrenas do que aquilo que nos faz realmente feliz, ou seja, as coisas espirituais. Para o cristão verdadeiro Deus deve sempre estar em primeiro lugar bem como os seus mandamentos e tudo aquilo que nos conduz ao seu encontro.

É necessário que saibamos ser prudentes naquilo que devemos planejar para não incorrer em práticas inacabadas ou malfeitas; isso traduz a falta de sinceridade ou despreparo para a missão. Tudo o que planejarmos para anunciar o Reino de Deus deverá acontecer de forma objetiva e dentro de uma realidade possível de concretização.

Vivenciar a missão que recebemos no batismo é uma tarefa que se consegue cumprir pela força do Espírito Santo e dedicação aos ensinamentos divinos, sem ufanismo ou vanglória, pois aquele que se põe a serviço da Palavra não busca méritos e nem condecoração, mas se compraz em contribuir com o crescimento dos irmãos na fé e na alegria do Senhor.

O cristão é convocado a ‘tomar a cruz de Cristo’ para ter plenitude em seu trabalho na Igreja, uma vez que sem esta opção, tudo o que for feito se torna inútil, pois trata-se de algo que não tem subsídio vivencial daquilo que o próprio Cristo passou.

O Reino de Deus se vive através das nossas boas ações, das nossas despreocupações com as coisas vãs e especialmente pelas nossos exemplos. Sem oração e sem sacrifício, toda a obra é morta.

terça-feira, 5 de novembro de 2024

 

A vocação de todos os batizados

 

Por Clarício de Araújo Cardoso

No Evangelho de Lucas (14,15-24) temos uma bela comparação de um banquete e o serviço para o Reino de Deus; Jesus fala sobre o convite feito para várias pessoas. Mas todos, recusaram por terem outros afazeres. Por fim, o homem que promovia o tal banquete resolveu liberar a festa para quem fosse encontrado e desejasse participar.

Jesus faz-nos continuamente o convite para segui-lo, mas muitas vezes damos desculpas, dizendo que temos tarefas inadiáveis para cumprir; o banquete que o Senhor quer nos dar é sempre a oportunidade em servi-lo através dos mais necessitados, dos marginalizados, dos sofredores de forma geral.

No entanto, nós com nossa arrogância, ignoramos tão sublime chamado e preferimos os nossos “banquetes”, quais sejam: sexo desregrado, bebedeiras sem limites e por aí vai. Nunca encontramos tempo para as coisas de Deus. Sempre achamos desculpas esfarrapadas para fugir do serviço do Senhor.

O chamado de Jesus para o serviço em sua messe parece ser um fardo pesado e não atrai muitos adeptos. A preferência é sempre pelas nossas necessidades, nosso reino de egoísmo e individualismo. A vocação de todos os batizados é essencialmente trabalhar para o Reino de Deus e isso exige coragem, disposição e muitas vezes sacrifícios.

Esquecemos que fomos chamados a fazer parte do povo de Deus e como tais, a tarefa primordial é viver uma vida de acordo com as suas leis; passamos por dificuldades e temos as nossas fraquezas, mas ao mesmo tempo temos a oportunidade de pedir perdão e recomeçar. Isso nos faz reconhecer a nossa condição de pecadores e ao mesmo tempo de quem deseja segui-lo.

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

 

Viver as Bem-Aventuraças

 

Por Clarício de Araújo Cardoso

 

“Sede santos, porque eu sou santo”. Ao dizer isto Jesus quis nos lembrar que ser santo é ter uma vida em Deus marcada pelo amor, pela doação e pelo serviço, pois foi justamente dessa maneira que ele viveu e quer que sigamos o seu exemplo.

Esta atitude se complementa com o Sermão da Montanha em que Ele fala sobre as Bem-Aventuranças, isto é, os ensinamentos que trazem a verdadeira felicidade a quem quer pertencer ao seu reino. Ser pobre de espírito é reconhecer nossas fraquezas, nossos pecados, chorar os nossos erros, ter um coração isento de rancor e ira. É preciso vivenciar a justiça, ter compaixão e perdoar, ser solidário; encarar as perseguições e as injúrias com paciência e sem revolta. Quem não concordar com orientações de Jesus, não tem como fazer a oração do Pai Nosso.

Tudo isso é possível com oração e fé, contrariando o espirito de revanchismo e “pagar com a mesma moeda”. A santidade de pensamentos e ações nos tornam cristãos resistentes ao desânimo e capazes de buscar sempre a orientação divina, tornando-nos vitoriosos para receber um dia o galardão nos céus. Isso só vai acontecer se soubermos ser “diferentes” e não preferirmos as “vantagens” do mundo.

Viver as Bem-Aventuranças é viver em plenitude o que Jesus propôs à humanidade: uma batalha do bem contra o mal. As Bem-Aventuranças contradizem o orgulho, a vaidade, a ganância, a indiferença, as falsas acusações, o pré-julgamento, enfim, tudo aquilo que é próprio de quem não reconhece seu próximo como irmão; quer tudo para si e somente pensa em sua pretensa felicidade. Porém, a verdadeira felicidade está n’Aquele que é maior que todos. Jesus veio de fato para revolucionar as ideias dominantes e por isso foi condenado.

Nós também seremos tachados de visionários por seguirmos um Deus que quer o bem de todos e vê tudo como um bem comum. Viver os ensinamentos divinos exigem coragem e renúncia, por que a “guerra” desencadeada pela legião do mal se vence pela força chamada Jesus.

sábado, 2 de novembro de 2024

 

O Reino de Deus, aqui e agora!

Por Clarício de Araújo Cardos

Para quem acredita em Deus e vive segundo a sua Palavra, a morte não é algo que nos incomoda, mas que nos põem à reflexão para uma vida voltada àquilo que realmente deve ser experimentado durante a nossa passagem pela Terra, ou seja, a dedicação ao serviço do Senhor. Isso nos leva a ter plena confiança naquilo que Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em Mim, mesmo que morto, viverá para sempre”. Portanto, o cristão verdadeiro não teme a morte física, mas a espiritual, uma vez que esta não há finitude, mas é eterna e por tanto, devemos cuidar com dedicação dela através de um relacionamento firme e sólido com o Deus da Esperança.

O cristão que vivencia as práticas religiosas não vê o fim da vida terrena como uma linha de chegada, mas como o começo da jornada na Casa do Pai, onde um lugar nos foi preparado, conforme as palavras de Jesus; o que deve nos consolar é a certeza de uma morada celestial onde cessam todas as preocupações humanas e somente prevalece a adoração plena à Santíssima Trindade.

Enfim, os seguidores de Cristo, enquanto permanecem neste mundo não devem ter medo da morte e nem encará-la como algo que “tira alguém do nosso convívio”, mas que põe este alguém na vida eterna, o destino de todos os que fizeram a vontade de Deus. Embora para nós humanos, esta passagem custe as nossas lágrimas e a nossa dor, elas não devem ser resultados negativos da fé. Oração e confiança no Deus que nos libertou da escravidão da morte é sinônimo de agradecimento n’Aquele que é o dono da vida e que um dia nos chamará à sua presença. A Palavra diz: “orai e vigiai, pois não sabeis o dia e nem hora em que o Senhor voltará”. E a nossa morte já é uma volta pessoal de Jesus para nós. Estejamos preparados! Estar preparado é aceitar o Reino de Deus, aqui e agora!

 

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

 

Filhos de Abraão; viva a paz!

 

Por Clarício de Araújo Cardoso 

 

Não estou fazendo juízo de valores ao me referir aos povos israelense ou palestino que sofrem com as consequências dos ataques bélicos desencadeados pelos seus dirigentes. O primeiro foi atacado pela intolerância de um grupo terrorista que assim como algumas ramificações mais radicais, pregam o ódio contra o povo judeu ou vice-e-versa. No meio disso tudo estão os inocentes, que pagam com suas vidas uma conta que não fizeram, mas que lhes custam a dor e o sofrimento.

Por um lado, o governo israelense diz que está apenas se defendendo de um ataque terrorista que ceifou muitas vidas e por outro, os radicais palestinos dizem que são vítimas da usurpação de suas terras, coisa que vem desde 1948, mas que agora se intensificou pelos atos violentos entre ambos. Para piorar a situação, grupos de origem árabe resolveram se envolver piorando a situação no Oriente Médio, fato que aumenta ainda mais a tensão na Terra Santa e região.

O Hamas, organização política e militar que governa a Faixa de Gaza (parte do território palestino) quer a todo custo, a eliminação dos judeus, um absurdo sem tamanho; o outro lado, por sua vez, quer a extinção dos terroristas, o que não deixa de ter sentido, já que, tudo aquilo que promove o mal deve ser extirpado. Porém é impossível, já que esta parcela palestina é tão forte e estruturada a ponto de não se intimidar com a morte dos seus líderes.

O que deve haver, a bem da verdade é o diálogo e o bom senso; fim do derramamento de sangue por ambas as partes e a convivência pacífica entre judeus e palestinos e o resto do mundo árabe, sem radicalismo e sem extremismos. Afinal, não são todos filhos de Abraão? A diferença é apenas na língua e na assinatura genética. Viva a Paz!

 

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

 

A violência que impera entre maus torcedores

Por Clarício de Araújo Cardoso

 

Futebol é uma paixão de muitos e todos têm direito de torcer para o time que lhes agradam, por isso vão aos estádios para prestigiar seus clubes do coração; a motivação, sem dúvida é ver o desempenho das suas agremiações, que pode ser positivo ou negativo e isto no mínimo gera uma vaia.  Porém, quando descamba para a ofensa e agressão física a ponto de se chegar à violência mais extrema que resulta em prejuízo de outrem, o esporte deixa de ser um espetáculo para se tornar uma verdadeira “praça de guerra”. E isso não tem nada de espetacular.

Mas a violência dentro e fora dos estádios infelizmente vem se intensificando, fazendo com que aquilo que era para entreter passa a ser algo temeroso, fazendo com que muitos deixem de comparecer às praças de futebol, preservando sua vida, coisa que é mais preciosa que qualquer embate esportivo. É evidente que a grande maioria dos torcedores querem ver uma atração sadia e se comporta com civilidade.

No entanto, uma parcela de maus torcedores baderneiros e mesmo “bandidos”, já saem de casa com o intuito de promover a desordem e até mesmo o motim que raramente não resulta em morte de inocentes; promovem o terror em nome de uma instituição esportiva, fato que não é culpa de tais clube, mas de pessoas que não sabem conviver com o contraditório, com a derrota (normal em jogo de futebol) e, como vingança, atacam torcedores e até mesmo as delegações das equipes adversárias com violência.

E isso não acontece só internamente, mas externamente através de emboscadas e destruição dos bens alheios. Isso é muito mal e quem perde é o esporte; as partidas futebolísticas não foram feitas para rivalidade armada de paus e pedras e até mesmo com instrumentos não recomendados, como revólver e faca. A rivalidade deve ficar apenas durante os 90 minutos jogados, prevalecendo ainda o bem senso e poupados os ataques verbais que possam ofender. Afinal, respeitar a opção alheia é uma regra para a boa convivência social. Torça com sabedoria.

terça-feira, 29 de outubro de 2024


 


Escritor parnanguara lança livro;

"Nuances do Pensamento"

Por Clarício de Araújo Cardoso

 

O escritor parnanguara Abdul Assaf, autor de outras obras, lançou recentemente na 27ª Bienal do Livro em São Paulo, realizada em setembro, o livro “Nuances do Pensamento”. Trata-se de mais um trabalho de cunho poético com sucesso já garantido e preste a ser lançado para o público de Paranaguá e região no próximo ano.

“’Nuances do Pensamento’ é uma produção literária que traz as variações da vida e de todos os momentos que passamos, como romance, família e sentimentos”, revela Assaf. Ele já vem se destacando no mundo literário há vários anos, tendo participado de muitos concursos de poesia no Brasil e no exterior e recebido premiações pelos seus trabalhos. O autor tem ainda participação em coletâneas.

Mais detalhes sobre a obra poderão ser acessados no link: https://youtu.be/t40h4R9QCTs

 

Triste Abandono

Por Clarício de Araújo Cardoso

 

É triste ver a nossa história aos poucos desaparecer do cenário da cidade-mãe do Paraná pelo descaso do Poder Público com o majestoso prédio conhecido como “Palácio Visconde de Nácar”, construção que já abrigou a Prefeitura e a Câmara de Vereadores e hoje o que presenciamos é motivo de indignação e lamento, pois o abandono de tão belo exemplar de uma obra da primeira metade do século XIX é de nos levar às lagrimas, uma vez que a cada dia que passa ele vem se deteriorando e se não sofrer alguma intervenção, em pouco tempo o veremos em ruina, a exemplo de muitos outros existentes nas suas imediações.

As autoridades se calam como se nada estivesse acontecendo, pois para os detratores da história, é mais um que poderá dar lugar a uma nova e rica construção de condomínio ou talvez um edifício de apartamentos luxuosos. Como já aconteceu com outros belos casarões, suas demolições se dão na calada da noite para que os defensores da história e do patrimônio cultural não possam impedir.

Sem conservação do passado é dar as costas aos que plantaram a semente de uma cidade encantadora com suas artes em edificações bem elaboradas que marcaram uma época dourada dos primeiros habitantes. Elas são o retrato de um tempo progressista e merecem ser conservadas para as gerações futuras, pois escreveram nos livros imaginários o trabalho de um povo que vislumbrava uma cidade bonita e encantadora, realçada pelo seu casario colonial que se implantou pelo que hoje conhecemos como Centro Histórico.

Termino esta narrativa pedindo que se faça algo urgente para salvar a nossa história e que não precisemos ter que dizer que Paranaguá é a “Terra do Já Teve” e que seu precioso patrimônio histórico-cultural infelizmente está em triste abandono.

 

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

 

Ver com os olhos da fé

O evangelista Marcos nos traz uma passagem em que certo homem cego de nascença ao saber que Jesus passaria pela estrada em que ele costumava ficar para pedir esmola, desejava muito ser curado, mas desta vez não fez seu costumeiro pedido, mas ousou em pedir a cura para sua visão. Gritava alto para ser ouvido, uma vez que a sua condição o deixava marginalizado, relegado à beira da estrada.

Sua insistência fez com que tentassem calar-lhe, porém ele gritava ainda mais alto a ponto de ser atendido. Ao saber que falaria com Jesus, tirou o manto e pulando foi ao seu encontro, e ao ser perguntado o que queria que o Senhor fizesse, disse: “Quero ver”. O Mestre simplesmente disse a ele: “Vá, tua fé o curou”.

Assim como o cego Bartimeu, da narrativa de São Marcos, também nós devemos ter coragem para enfrentar as barreiras que não nos deixam conhecer a verdade; encarar a realidade e sem medo, buscar a libertação daquilo que nos atrapalha. As nossas cegueiras podem ser curadas pelas nossas próprias iniciativas, isto é, pela insistência em querer chegar até a solução, mesmo que alguém ou alguma coisa tente nos atrapalhar.

O primeiro passo é querer, desejar e a consequência vem pela fé; a atitude de jogar fora o manto do medo, da impossibilidade e talvez da rejeição já é o começo de uma redenção das fraquezas que nos fazem marginalizados na sociedade. Todos nós somos cegos quando nos acomodamos em nossa pequenez e assim permanecemos, achando que os nossos problemas não têm solução ou que é destino.

É preciso saltar sobre as negatividades e ir ao encontro da daquilo que queremos de bom para nós. Desta forma, o melhor já aconteceu mesmo antes de se tornar realidade, uma vez que a primeira manifestação é o gesto de reconhecer o poder de Deus e crer na recuperação da nossa visão espiritual para ver a verdade e seguir os caminhos corretos, agindo conforme a vontade do nosso Criador. Por fim, com os olhos da fé, veremos somente o que é bom; ela nos faz suscetíveis ao perdão divino, desde que assim queiramos.

(Texto: Clarício de Araújo Cardoso)

sexta-feira, 25 de outubro de 2024


TPAs continuam atentos à tramitação da Lei dos Portos

Por Clarício de Araújo Cardoso

Os Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs) em todo o Brasil continuam atentos à tramitação da Lei dos Portos que prevê alteração no texto, passando a operação portuária para exploração dos empresários, acabando com os sindicatos e consequentemente com a mão de obra específica. A luta dos TPAs é pela manutenção do trabalho e pelas categorias que realizam os serviços na faixa do cais, como estivadores, arrumadores, vigias e conferentes.

Após a paralisação dos trabalhadores realizada no último dia 22, representantes dos sindicatos estiveram reunidos em Brasília onde mantiveram contatos com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, oportunidade em que foi apresentada a preocupação dos presidentes das Federações quanto a aprovação do relatório da Comissão Especial dos Portos – Ceportos, que retira direitos dos trabalhadores e terceiriza a referida operação. O encontro na capital da República serviu também para fazer um balanço das atividades e traçar planos de luta dos TPAs.

De acordo com o presidente do Confepar – Sindicato dos Conferentes de Paranaguá, José Eduardo Antunes, em Brasília houve um encontro com a Comissão de Portos da Câmara Federal e uma Plenária com as três Federações – Fenccovib, FNE e FNP, além de outros dirigentes sindicais e ainda do coordenador do Conselho Internacional dos Portuários, Cesar Luna. Segundo Antunes, os sindicatos irão pressionar os congressistas para barrar a tramitação da lei no Congresso Nacional.


Sindicalistas e autoridades em Brasília (Foto Instagram)

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

 

“Bairro Lixo Zero” deixa a cidade limpa; moradores são premiados

Por Clarício de Araújo Cardoso

Franciele, uma das Agentes do Meio Ambiente que atuam na Ilha dos Valadares, Sete de Setembro

Iniciado em Paranaguá em maio deste ano, o Programa “Bairro Lixo Zero”, desenvolvido pela prefeitura através da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Pavi Ambiental, responsável pela coleta de lixo orgânico e reciclável, vem contribuindo com a limpeza da cidade, fazendo com que os bairros apresentem significativas melhorias no aspecto visual. Todo esforço para que as pessoas sejam conscientizadas sobre a importância da separação correta dos materiais como plástico (pet), vidro e papelão vem das “meninas de rosa” ou as “panteras”.

Além de realizarem a limpeza nos bairros como capinação, varrição e separação do lixo antes da passagem dos caminhões coletores, elas desenvolvem uma ação junto a vizinhança no intuito de instruírem os moradores a respeito dos recicláveis para que possam fazer através do aplicativo AMA (Agentes do Meio Ambiente) o devido descarte no dia especificado. Pelo celular, o morador cadastrado acessa um QR Code da agente, envia uma foto do material e consequentemente a pessoa passa a concorrer a um prêmio de cem reais para obtenção de alimentos em uma rede de supermercados.

Além de serem moradoras da localidade, elas já estão bastante destacadas pelas suas atividades, realizando diariamente os serviços de limpeza das ruas e ainda contribuindo para que o bairro fique bem mais bonito, agradável e ambientalmente saudável e sustentável. A comunidade passa assim a figurar entre os locais bem cuidados da cidade com a colaboração dos seus habitantes.

“O trabalho das ‘meninas de rosa’ é de suma importância para o bairro, pois elas são as responsáveis pela manutenção da limpeza e também nos orientam para o descarte correto dos materiais recicláveis. Isso faz com que a nossa cidade seja mais atraente e livre de muitos problemas de saúde”, conta o Senhor Pedro Nascimento, morador da Ilha dos Valadares.

 


Morre o artista plástico Deocir Gomes

Por Clarício de Araújo Cardoso

 

Morreu na manhã de hoje em Curitiba, o artista plástico Deocir Gomes, morador da Ilha dos Valadares, onde vivia desde os seus primeiros anos de vida. Nascido em Guaraqueçaba, aqui viveu até aos 59 anos. Ele teve influência de vários artistas, mas foi um autodidata, como contou à reportagem do jornal “Folha da Ilha”, na edição nº 3 de março de 2023. A causa da morte não foi informada e o local do velório, segundo alguns familiares deverá ocorrer na Igreja Assembleia de Deus, do Vila Bela.

Deocir se destacava pelas obras que retratavam a cidade de Paranaguá e sobre tudo, a Ilha dos Valadares, nos remetendo a uma época em que a localidade não era muito povoada e transmitia uma tranquilidade bastante peculiar.

Foto Google

terça-feira, 22 de outubro de 2024

 


Trabalhadores Portuários Avulsos fazem paralisação; exclusividade

Reportagem de Clarício de Araújo Cardoso

 

Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs) fizeram no dia de ontem (22), uma paralisação em todo o país como forma de protesto contra a proposta de revisão do arcabouço legal que regula a exploração direta e indireta pela União de portos e instalações portuárias. Tal proposta será apresentada por uma comissão de juristas na Câmara dos Deputados e é presidida pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Douglas Alencar Rodrigues, tendo como relator o desembargador Celso Ricardo de Oliveira, no prazo de 180 dias, conforme o portal da Câmara dos Deputados.

Em Paranaguá a manifestação aconteceu em frente ao prédio da Portos do Paraná (Palácio Dom Pedro II) e teve a participação dos trabalhadores durante o dia todo, sendo iniciada às 7 horas e encerrada às 17 horas, oportunidade em que vários sindicalistas se pronunciaram em defesa da exclusividade dos serviços portuários avulsos. Segundo eles, a reforma na lei irá prejudicar todos os sindicatos que operam na faixa portuária, uma vez que o arcabouço prevê que empresas privadas contratem funcionários (CLT) com base em meritocracia, isto é, de acordo com a produtividade e desempenho e desta forma os sindicatos sejam extintos, deixando os trabalhadores à mercê dos patrões.

“O motivo desta paralisação é em prol da manutenção dos nossos empregos e é uma luta que já se desenvolve há anos, pois queremos deixar para as novas gerações alguma herança positiva, qual seja, a garantia do trabalho”, disse João Fernando, presidente do Sindicato dos Estivadores de Paranaguá, pensando nos novos TPAs que participarão do concurso para preencher as vagas no próximo ano.

De acordo com João Fernando, a manifestação foi pacífica e dentro das exigências judiciais, que previa uma paralisação com 50% dos trabalhadores nos locais da operação. Hoje, uma comissão dos TPAs está se dirigindo para Brasília onde se encontrará com os representantes das Federações dos Trabalhadores Portuários Avulsos, para discutirem todos os processos, o que poderá ser feito e qual planejamento para o futuro. Na sexta-feira haverá uma assembleia na Chácara dos Estivadores onde serão repassadas às classes todas as tratativas realizadas na capital da República.

 

sábado, 19 de outubro de 2024

 

 

 A IDADE E A QUALIDADE 

                   DE VIDA

Por Clarício de Araújo Cardoso

Nos dias atuais, a desvalorização da pessoa idosa tem se intensificado de forma brutal, uma vez que tão somente se dá prioridade para a geração jovem, enquanto os da faixa etária elevada ou próxima, que chega à casa dos 70 anos vai ficando cada vez mais excluída, esquecida ou simplesmente fora do contexto. A nossa sociedade é excludente, prevalecendo a tônica de que os jovens têm vivacidade e estão dispostos a ocuparem funções mais específicas aos dias atuais; considerando a formação e o aprendizado modernos, isso não deixa de ser uma verdade, mas nunca uma exclusividade.

No entanto, os mais velhos, desde que apresentem características propícias a estes avanços, também podem exercer tais funções, pois o que prevalece nem sempre são as condições físicas das pessoas, mas as habilidades que cada indivíduo possa desenvolver. O que na verdade acontece é a discriminação pela apresentação física dos idosos que não é determinante, mas que acaba pesando na hora da contratação para o emprego ou função.

Muitos sessentões, setentões estão em boa forma física e mental, estão aptos para vários trabalhos e podem desenvolver funções específicas dentro de uma empresa; são pessoas capacitadas e na sua maioria adaptadas à tecnologia, dominando os computadores e outras máquinas modernas. Também estão em condições de exercerem cargos de comando e de direção dentro de uma organização comercial ou industrial, bem como dentro de uma entidade associativa, recreativa ou até em movimentos religiosos.

Os idosos que praticam atividades esportivas, embora não na mesma medida que os jovens, não ficam à mercê de problemas físicos e de saúde, e assim podem exercer suas funções de forma extraordinária; o que falta é oportunidade para que tais pessoas sejam reconhecidas e valorizadas e dessa forma possam ter também um lugar ao sol, isto é, chance de viverem uma vida digna e honrada através do trabalho. Os idosos podem e devem estar no mesmo rol dos mais novos, mesmo que ainda lhes rendam a pecha de “velhos”. O que importa é a capacidade, não a idade.

 

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

 

 

      

      



O QUE É UMA PARÓQUIA

 

Por Clarício de Araújo Cardoso

Muitas pessoas confundem Igreja (local de oração) com Paróquia (área territorial que congrega várias capelas). Portanto, uma Paróquia é composta por várias igrejas e tem uma principal que é denominada de Igreja Matriz, ou seja, em outras palavras, a sede da Paróquia onde ficam guardados os livros de registro de batismo e casamento, entre outros. Também neste templo são realizadas as celebrações mais importantes do calendário católico.

Portanto, não é correto dizer: ‘vou à missa na Paróquia tal’, mas, ‘vou à missa na Igreja Matriz da Paróquia tal’; as celebrações acontecem nas igrejas da Paróquia, que inclui a Matriz.

A Igreja Católica Apostólica Romana é composta por Dioceses que é comandada por um bispo (várias Paróquias), como se fossem um Estado e várias cidades; as Paróquias por sua vez são comandadas por um padre (paróco).

 


domingo, 13 de outubro de 2024

 


A ILHA E A SUA TRANSFORMAÇÃO

Daqueles dias distantes em que eu cheguei aqui quase nada resta, a não ser seus traços típicos, ou seja: ruas sinuosas ou com quebradas abruptas, algumas lembram os “callejons” mexicanos, não pelas construções, mas pelo formato. Hoje quase todas estão pavimentadas, sejam com bloquete ou asfalto, o que significa um avanço importante para quem vivenciou caminhos arenosos e quase intransitáveis em dias de chuva. Dos poucos veículos motorizados que circulavam pela ilha é apenas uma lembrança, pois agora o vai e vem destes meios de transportes já ultrapassam as expectativas, forçando a instalação se um semáforo na principal confluência da localidade.

As casas também se modernizaram e algumas áreas antes mantidas como “recantos” deram lugar a condomínios e até para construções com dois ou mais pavimentos; os abrigos dos humildes habitantes só se vê em fotos antigas ou nas pinturas do artista plástico Deocir. A modernidade trouxe preocupação, pois o constante movimento fez com que os moradores se precavessem e construíssem muros altos e protegidos.

Mas a Ilha dos Valadares não deixou de ser um lugar único e acolhedor, com suas tradições e brejeirice do seu povo festeiro, religioso ou recatado, que fica na janela a observar quem passa na rua. Ué, diz o mais antigo morador, fulano agora não pisa mais em lama e nem molha o pé, pois anda só de automóvel.

 

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Paranaguá celebra sua padroeira;

festa tem mais de 400 anos

Por Clarício de Araújo Cardoso

 

Com mais de 400 anos de devoção, Paranaguá celebrou dia 7/10, a festa em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, padroeira da Diocese e da cidade
cuja sede episcopal está desde o ano de 1964, quando então a Igreja Matriz foi elevada à categoria de Catedral.

Os atos litúrgicos foram presididos pelo bispo diocesano, Dom Edmar Peron, sendo realizado o momento mariano, missa e procissão luminosa; durante os nove dias de preparação para a festa, a Igreja-Mãe recebeu centenas de fieis que foram levar seus pedidos e agradecimentos à Mãe de Deus, culminando com a sua caminhada pelas ruas históricas da cidade.

A imagem da padroeira recebeu novo manto, rosário e coroas (incluindo a do menino Jesus), cujos momentos solenes aconteceram durante a missa do nono dia preparatório.


  Ilha mais habitada do Paraná tem estrutura de cidade Por Clarício de Araújo Localizada na área urbana de Paranaguá, no litoral do Esta...