domingo, 13 de outubro de 2024

 


A ILHA E A SUA TRANSFORMAÇÃO

Daqueles dias distantes em que eu cheguei aqui quase nada resta, a não ser seus traços típicos, ou seja: ruas sinuosas ou com quebradas abruptas, algumas lembram os “callejons” mexicanos, não pelas construções, mas pelo formato. Hoje quase todas estão pavimentadas, sejam com bloquete ou asfalto, o que significa um avanço importante para quem vivenciou caminhos arenosos e quase intransitáveis em dias de chuva. Dos poucos veículos motorizados que circulavam pela ilha é apenas uma lembrança, pois agora o vai e vem destes meios de transportes já ultrapassam as expectativas, forçando a instalação se um semáforo na principal confluência da localidade.

As casas também se modernizaram e algumas áreas antes mantidas como “recantos” deram lugar a condomínios e até para construções com dois ou mais pavimentos; os abrigos dos humildes habitantes só se vê em fotos antigas ou nas pinturas do artista plástico Deocir. A modernidade trouxe preocupação, pois o constante movimento fez com que os moradores se precavessem e construíssem muros altos e protegidos.

Mas a Ilha dos Valadares não deixou de ser um lugar único e acolhedor, com suas tradições e brejeirice do seu povo festeiro, religioso ou recatado, que fica na janela a observar quem passa na rua. Ué, diz o mais antigo morador, fulano agora não pisa mais em lama e nem molha o pé, pois anda só de automóvel.

 

Um comentário:

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