Trabalhadores
Portuários Avulsos fazem paralisação; exclusividade
Reportagem de Clarício de Araújo Cardoso
Trabalhadores Portuários Avulsos
(TPAs) fizeram no dia de ontem (22), uma paralisação em todo o país como forma
de protesto contra a proposta de revisão do arcabouço legal que regula a
exploração direta e indireta pela União de portos e instalações portuárias. Tal
proposta será apresentada por uma comissão de juristas na Câmara dos Deputados
e é presidida pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Douglas Alencar
Rodrigues, tendo como relator o desembargador Celso Ricardo de Oliveira, no
prazo de 180 dias, conforme o portal da Câmara dos Deputados.
Em Paranaguá a manifestação
aconteceu em frente ao prédio da Portos do Paraná (Palácio Dom Pedro II) e teve
a participação dos trabalhadores durante o dia todo, sendo iniciada às 7 horas
e encerrada às 17 horas, oportunidade em que vários sindicalistas se
pronunciaram em defesa da exclusividade dos serviços portuários avulsos.
Segundo eles, a reforma na lei irá prejudicar todos os sindicatos que operam na
faixa portuária, uma vez que o arcabouço prevê que empresas privadas contratem
funcionários (CLT) com base em meritocracia, isto é, de acordo com a
produtividade e desempenho e desta forma os sindicatos sejam extintos, deixando
os trabalhadores à mercê dos patrões.
“O motivo desta paralisação é em
prol da manutenção dos nossos empregos e é uma luta que já se desenvolve há
anos, pois queremos deixar para as novas gerações alguma herança positiva, qual
seja, a garantia do trabalho”, disse João Fernando, presidente do Sindicato dos
Estivadores de Paranaguá, pensando nos novos TPAs que participarão do concurso
para preencher as vagas no próximo ano.
De acordo com João Fernando, a
manifestação foi pacífica e dentro das exigências judiciais, que previa uma paralisação
com 50% dos trabalhadores nos locais da operação. Hoje, uma comissão dos TPAs
está se dirigindo para Brasília onde se encontrará com os representantes das
Federações dos Trabalhadores Portuários Avulsos, para discutirem todos os
processos, o que poderá ser feito e qual planejamento para o futuro. Na
sexta-feira haverá uma assembleia na Chácara dos Estivadores onde serão
repassadas às classes todas as tratativas realizadas na capital da República.
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