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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

 

Ilha mais habitada do Paraná tem estrutura de cidade









Por Clarício de Araújo

Localizada na área urbana de Paranaguá, no litoral do Estado, a Ilha dos Valadares com apenas 4,3 km de extensão e menos de 1 km de largura, conta com 40 mil habitantes distribuídos em vários bairros, superando muitas cidades do Estado.  Sua posição geográfica proporciona rápido acesso para o território insular, uma vez que a distância do continente é de somente 200 metros que se faz através de duas pontes paralelas, sendo uma exclusiva para veículos motorizados e outra para pedestres e ciclistas.

A ilha tem suas principais vias asfaltadas e as demais pavimentadas por bloquetes sextavados. As vielas são de pavers. Possui um relativo comércio, incluindo lojas de eletrodomésticos, supermercados, materiais de construção, farmácias, padarias, serviços e utensílios, além de restaurantes, lanchonetes e bares. Tem três postos de saúde, uma escola estadual, três municipais e três CMEIs, bem como escolas particulares e academias de ginástica. Conta ainda com oficinas mecânicas e lava-cars. Seus moradores contam com uma linha de transporte coletivo, fazendo o trajeto Sete de Setembro (Ilha dos Valadares) –Rodoviária (Centro Histórico de Paranaguá), serviço de táxi e aplicativos.

A praça principal, na entrada da ilha (Praça Ciro Abalem), no bairro Vila Bela é o ponto de convergência para as demais localidades do território, tendo a leste, os bairros Itiberê, Bela Vista, Camarão e Acará e a oeste, os bairros Sete de Setembro e Cidrão; ao sul, fica a localidade conhecida como “Mar de Lá” (Rio dos Correias) e ao norte, o bairro Vila Bela (Rio Itiberê), frente para a cidade de Paranaguá. No centro do território tem os bairros Canarinho, Vila Rocio e Mangue Seco.

Atividades esportivas e culturais

O futebol predomina as atividades esportivas da ilha, a qual possui dois times em atividades, a Agremiação Esportiva Itiberê, conhecida como “Dragão da Ilha”, fundada em 1933 e a Agremiação Esportiva Sete de Setembro, fundada em 1967. Ambas mantém suas praças esportivas preservadas. A equipe do Vila Bela há muito tempo deixou de figurar no cenário esportivo, não possuindo mais sua cancha de futebol e nem sua sede social.

A ilha é conhecida por ser a “Terra do Fandango Caiçara”, possuindo os grupos: “Mestre Eugênio”, “Mestre Romão”, “Mestre Brasílio”, “Mestre Aorélio”, “Mestre Zeca”, “Mestre Nemésio” e “Família Domingues”, além dos espaços culturais Casa do Fandango “Mestre Eugênio” e “Associação Mandicuera”, bem como a Escola de Samba “União da Ilha”. Se destacam também, instrumentistas, artesões e jornalistas.

02/12/2025

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

 

A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA NA AUSÊNCIA DO PRESBÍTERO

Por Clarício de Araújo

O domingo, dia do Senhor e dia da Ressurreição, tem duas raízes naquele “primeiro dia da semana”, no qual Jesus, depois de ter passado pela morte, apareceu aos apóstolos, se repetindo oito dias depois e naturalmente “no primeiro dia” das semanas seguintes até a assunção. Esse gesto passa a marcar o rito semanal da celebração do mistério pascal da sua morte e ressurreição.

Desde esta época até hoje a Igreja nunca deixou de celebrar este mistério, entendendo como “Dia do Senhor”, dia de alegria entre os cristãos que se reúnem para a Eucaristia dominical com a comunidade cristã. Além da fração do pão, se proclama a Palavra, cuja celebração pode-se denominar de “Dia da Palavra”; nos primeiros séculos os cristãos compreenderam que não se podia deixar de celebrar o domingo, a ponto de muitos deles preferirem o martírio a abandonar a assembleia dominical.

A Igreja continua a acreditar no valor salvífico do domingo e a sua importância para as comunidades cristãs, mesmo que sejam pequenas, insistindo que neste dia “devem os fiéis reunirem-se para participar na Eucaristia e ouvirem a Palavra de Deus, e assim recordarem a Paixão e a Glória do Senhor Jesus e darem graças a Deus que os “regenerou para uma esperança viva pela ressurreição de Jesus Cristo ente os mortos” (1 Pe. 1,3).

Portanto, as celebrações dominicais na ausência do presbítero oferecem aos cristãos alguns dos elementos essenciais para haver assembleia dominical, a saber, a reunião dos fiéis convocada por Deus, a proclamação da Palavra de Deus acompanhada da sua explicação, e a comunhão do Corpo do Senhor consagrado em outra celebração eucarística. Assim, as comunidades menores e afastadas da Matriz podem também celebrar o Dia do Senhor e participar do Pão da Vida, tanto da Palavra como do Corpo de Cristo. A Celebração da Palavra não se compara à Missa dominical, mas é um ato supletivo.  Ela não substitui a Santa Missa, mas não deixa de ser significativa na vida das comunidades, uma vez que, mesmo com a impossibilidade da presença do padre, exige-se   que se faça a Celebração dominical através de um Ministro da Palavra (leigo com domínio do rito romano e com conhecimento da Palavra de Deus), indicado pelo pároco e confirmado pelo bispo.

As comunidades que recebem o Ministro Extraordinário da Palavra devem estar cientes de que se trata da Celebração da Palavra e não do Sacrifício da Missa, embora a condução de tal ato esteja de conformidade com o Ritual Romano; não se faz o Rito da Comunhão (apenas as palavras anunciando a presença de Jesus); não há o envio, mas, apenas o “Vamos em Paz e que o Senhor nos acompanhe”.

Dessa forma, haverá mais integração entre as capelas e a Matriz e naturalmente entre todos os paroquianos, formando uma verdadeira comunidade de Amor e Fraternidade, mas sempre lembrando que a presença do presbítero é fundamental e necessária para o fortalecimento da Igreja. Assim que houver oportunidade, que se realize o Sacrifício da Missa nessas comunidades, de maneira que todos possam participar do Mistério Pascal.

27/11/2025

terça-feira, 11 de novembro de 2025

 

Deputada Cloara faz palestra na Coopport: “As dores não são eternas”

Por Clarício de Araújo










A deputada estadual Cloara Pinheiro (PSD) esteve em Paranaguá na tarde do último dia 10, oportunidade em que proferiu uma palestra na sede da Cooperativa de Trabalho Portuário (Coopport), “As dores não são eternas”. Ela é Procuradora Estadual da Mulher e percorre todas as cidades paranaenses promovendo encontros onde fala sobre assuntos ligados às causas sociais e pacientes com câncer; é apresentadora de programa na Rede Massa de Televisão e realiza palestras que fortalecem o protagonismo feminino, com atenção especial às mulheres em situação de vulnerabilidade. Cloara repassou uma verba de $ 100 mil para as ações desenvolvidas pela Procuradoria da Mulher em Paranaguá.

A parlamentar esteve acompanhada pela vereadora Lena da Farmácia (Republicanos), Procuradora da Mulher em Paranaguá e foi recebida pelo presidente da Coopport, Ezequiel Mendes e pela supervisora-operacional da entidade, Geruza Araújo. O encontro contou ainda com as presenças de cooperados, da representante da União Brasileira das Mulheres, Matsuko Barbosa, da Dra. Janice Tanizaki (assessora jurídica da Procuradoria Especial da Mulher) e Priscila de Mello (assessora da deputada).

Cloara falou durante aproximadamente 40 minutos sobre o caso vivenciado por ela, no qual sua filha faleceu de câncer aos cinco anos de idade. Discorreu detalhadamente a sua história, desde o desejo de ter uma criança até os últimos momentos de vida da menina, que segundo ela, apesar do sofrimento, mostrava-se alegre e de bem com a vida. A palestrante resumiu a experiência dolorosa em um motivo positivo para transmitir resiliência e encorajar as pessoas que passam a mesma situação.

Clarício de Araújo (DRT 0012869/PR)

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

 

Gestão Mírian marca história da Amiv; reeleição inédita

Por Clarício de Araújo/Fotos: Arq. Mírian Mathias











Fundada em 20 de novembro de 1979, a Associação dos Moradores da Ilha dos Valadares (Amiv), teve com presidente Mírian Mathias, a primeira mulher eleita para a Presidência da entidade popular. Sua primeira gestão foi em 2015, quebrando uma disputa meramente vencida pela classe masculina. Em 2020 conseguiu outro fato inédito, sendo reconduzida ao cargo com a expressiva votação de 666 votos, vencendo quatro concorrentes, apenas com sua popularidade e carisma. Com esse feito, Mírian marcou a história da associação, deixando um legado de trabalho e dedicação ao povo da ilha.

A gestão Mírian além de quebrar um paradigma foi também a responsável por mudanças significativas na Amiv, promovendo ações envolvendo crianças e adolescentes em projetos inéditos dentro da entidade. Ainda desenvolveu atividades relativas ao crescimento da ilha e questões de cunho ambiental e de segurança patrimonial, paralisando a obra da construção da Estação de Tratamento de Esgotos (ETA) no Mangue Seco, promovendo ação compensatória para os moradores do entorno da referida estação.

A administração da Amiv, na gestão Mirian, contou com uma equipe comprometida com a comunidade, sempre procurando atender as necessidades dos moradores. Foram vários projetos para ajudar o povo, como “Caminhos da Cidadania”, no qual pessoas em estado de vulnerabilidade eram atendidas com confecção de documentos e encaminhamento para empresas parceiras. Também desenvolveu atividades durante a pandemia, fornecendo cestas básicas para mais de mil pessoas, além de manter a entrega de forma esporádica para famílias carentes mediante cadastro específico.

Entre os colaboradores que ajudaram nas gestões de Mírian, estiveram, Giniton França, Jurema Rosário, Kátia Santos, Sueli Ferreira, Cristiane Nascimento, Clarício de Araújo e Tiago Beker, entre outros.

Clarício de Araújo (DRT 0012869/PR)

 

 

domingo, 9 de novembro de 2025

 

Amiv completa 46 anos de fundação dia 20; a iniciativa foi de jovens

Por Clarício de Araújo

No próximo dia 20, a Associação dos Moradores da Ilha dos Valadares – Amiv, irá completar 46 anos de fundação. Sua história tem início com a organização de um movimento promovido pelos membros do Grupo de Jovens da Igreja Católica (Jusi), que realizou a primeira reunião pública para a criação da entidade popular. A iniciativa porém não teve continuidade com a instituição juvenil, mas posteriormente o movimento prossegui no espaço da Capela de Nossa Senhora dos Navegantes com outros interessados na criação da associação, oficializada no dia 20 de novembro de 1979.

Nesse período de existência, a Amiv desenvolveu diversas ações em prol da população insulana, defendendo as causas mais prementes dos moradores, como o direito à propriedade da terra, condições mínimas de saneamento, transporte digno, entre outros. A entidade ainda promoveu atividades culturais, esportivas e sociais, além de movimentos em defesa da ecologia e patrimoniais através de passeatas, reivindicações junto aos órgãos governamentais e organizações particulares.

Entre os dirigentes que passaram pela Presidência da Amiv, estão: Luiz Alves dos Santos, Mário Pontes do Rosário, Loacir Assunção Silva, Celso Amopa, Clarício de Araújo Cardoso, Romeu Alves Maia, Dalmo José Domingues, Jaci Moraes Filho, Aldeci Alexandre, Anselmo Luvizotto e Mirian Mathias, a primeira e única mulher a dirigir a entidade se reelegendo sucessivamente. Também se destacaram como dirigentes, Evaldo Maia, José Carlos Cordeiro do Nascimento, João Carlos Alves Rodrigues, Marcilio Gonçalves Maia e Jurema Rosário, entre outros.

Mírian Mathias foi a responsável pela iniciativa junto ao Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) pela compensação de danos ambientais, reivindicando a construção de uma nova sede para a Amiv. Sua reinvindicação só veio a ser atendida após oito anos, porém, a administração municipal anterior acabou por não oficializar a entrega do novo prédio à entidade insulana, ocasionado a perda do espaço físico da mesma.

Clarício de Araújo (DRT 0012869/PR)

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

 

Dom Paulo nomeia novos padres para quatro paróquias do litoral

Por Clarício de Araújo

Em comunicado divulgado dia 23 do corrente, o bispo da Diocese de Paranaguá, Dom Paulo Alves Romão, nomeou novos padres para ocuparem quatro paróquias do litoral, sendo três em Paranaguá e uma em Antonina. O documento informa que tais nomeações são para atender as necessidades pastorais em conformidade com o Código de Direito Canônico, que visam ao bem estar espiritual do Povo de Deus e a renovação da ação evangelizadora na Diocese.

Foram nomeados os seguintes padres: Thiago Moisés da Silva, como administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Paz (Paranaguá); Fábio Lima, Chanceler do Bispado, confirmado como pároco da Paróquia Nossa Senhora do Pilar (Antonina); Mateus Rafael da Silva, do Instituto Missionário Coração Imaculado de Maria – IMCIM), como administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes da Ilha dos Valadares e João Maria Temóteo, pároco da Paróquia Santa Josefina Bakita (Paranaguá).

O comunicado ressalta que “os nomeados sacerdotes assumirão seus novos ofícios com espírito de comunhão, obediência e zelo pastoral, segundo as determinações da Igreja e desta Diocese”.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

 

A vida, um Bem Inestimável

Por Clarício de Araújo

Do nosso nascer até o nosso fim como seres humanos, a vida é um dom precioso dado a nós por Deus e por isso ela deve ser valorizada em todas as dimensões. Não há desculpas para interrompê-la ou abreviá-la, uma vez que este sinal da presença divina pertence ao próprio Deus e, contrariar a sua vontade é negar a obra maior da criação. Deus nos encarregou de proteger todos os seus projetos e este que é o mais significativo, deve ter um cuidado maior, pois, dele dependem todos os demais.

A vida do ser humano, em especial, não é algo que dependa da Bolsa de Valores, pois ela não está entre os bens comercializáveis, mas é um bem inestimável que supera todas as riquezas da Terra; guardar este tesouro de forma bem segura é ter em mente a certeza de que se está seguindo as regras determinadas pelo Pai Celeste. Não se trata simplesmente de obedecer, mas de cumprir a ordem Divina de maneira livre e absolutamente correta; o Senhor não impõe nada a seus filhos, mas deixa-os escolher seus caminhos.

A Palavra de Deus nos lembra que a verdade nos liberta, enquanto o egoísmo nos escraviza; por isso, vivenciar as virtudes da fé é uma condição para defender a vida do princípio ao fim, gerando dentro de nós a paz que promove a tranquilidade de quem está no caminho certo, ao passo que, quem faz o contrário, não encontra descanso e serenidade sobre a face da Terra.

A marca que permanece em quem procura estar em sintonia com Deus é a sensação de bem-estar com o mundo, desfrutando de toda a beleza da criação e sobremaneira, a própria vida. Já quem despreza ou desvaloriza as verdades de Deus, infelizmente não consegue ver a riqueza em tantas obras do Senhor em sua volta, mas apenas passa por elas sem experimentar sua profunda conexão entre Criador e criatura, inclusive a si mesmo.

 

terça-feira, 28 de outubro de 2025

 

Viver Plenamente o Reino de Deus

Por Clarício de Araújo

Em sua missão de anunciar o Reino do Céu, Jesus jamais fez alguma discriminação de pessoas, mas, a sua opção sempre foi por aqueles que viviam marginalizados pela sociedade do seu tempo. Ele esteve com cobradores de impostos, mulheres consideradas pecadoras, pessoas com problemas considerados como algo impuro e assim por diante. Ele ouvia a todos e tinha sempre uma palavra de conforto; dizia que o Reino do Céu era para quem procurasse andar pelo caminho da justiça e fizesse a vontade do Pai.

Jesus anunciava a Boa Nova do Reino através da prática de boas ações, tais quais: a caridade, a misericórdia e o acolhimento. Ele fez uma comparação com o mundo infantil, dizendo que para entrar no Reino do Céu era necessário se tornar como criança, isto é, se tonar simples e ter um coração puro.  No entanto, para que isso seja possível, é necessário que nos despojemos da arrogância e da individualidade, pois, quem se acha autossuficiente e absoluto, não terá capacidade para vivenciar esse gesto de amor que nos torna verdadeiros filhos de Deus.

A caminhada pela estrada de Jesus não é uma tarefa fácil, mas se transforma em jornada agradável na medida em que procuramos acertar os nosso passos com os passos de Cristo e só assim venceremos as dificuldades com serenidade e paciência, prontos a atingirmos os objetivos propostos pelo Mestre. Este desafio só será vencido na medida em que olharmos tão somente na direção do céu sem nos importarmos com as pedras impostas pelo inimigo.

Se quisermos ser agentes desse Reino, teremos que lutar constantemente contra as ciladas do maligno, que está à espreita para impedir o nosso desenvolvimento de cristão; sempre haverá uma armadilha para nos pegar. Porém, aquele que está vigilante não se deixará cair nas malhas do mal e por certo triunfará sobre os efeitos do inferno.  Portanto, sigamos os ensinamentos de Jesus e todas as suas propostas, pois Ele não nos deixou meios exemplos ou meias tarefas, mas sim uma missão completa: viver plenamente o seu Reino.

domingo, 26 de outubro de 2025

 

A Opção Preferencial pelos Marginalizados no Ministério de Jesus e sua Continuidade na Igreja Contemporânea

Jesus, durante o seu ministério, desde o início da sua pregação, manifesta claramente a sua opção pelos marginalizados da sociedade, conforme narrado em Lucas 4, 18-19. Ele direciona seu olhar e sua ação para os pobres, as viúvas, as mulheres estéreis, as prostitutas, os sofredores e os mais vulneráveis, ou seja, os "últimos.

Ao longo de sua trajetória, percebemos que Jesus convive, se identifica e prefere os mais humildes. Seus apóstolos foram escolhidos do meio do povo – pescadores, cobradores de impostos – indivíduos que, muitas vezes, não eram bem vistos pela sociedade. Nos Evangelhos, Jesus evidencia essa preferência por aqueles que eram invisíveis aos olhos da sociedade, os “deixados de lado”. As bem-aventuranças, de maneira clara, reforçam que os marginalizados terão lugar no Reino de Deus, assim como aqueles que os acolhem.

Jesus de Nazaré esteve plenamente inserido e identificado com o seu povo. Além de compartilhar sua vida com as pessoas, sua mensagem os orienta para questões fundamentais da vida humana. Entre essas, é sua opção pelos marginalizados, pelos pobres e pelos fracos. Muitos o consideraram como profeta, e outros o acolheram como o messias.

No contexto brasileiro, a Igreja, por meio da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), reafirma essa preocupação. Em consonância com a Doutrina Social da Igreja, a CNBB destaca a “Opção Preferencial pelos Pobres”, tema amplamente abordado em seus documentos, principalmente no documento de Aparecida.  Estes reiteram que a justiça social deve começar pelos pobres e excluídos, defendendo sua dignidade e direitos. As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil também ressaltam a necessidade de uma ação pastoral que priorize os marginalizados, não apenas como um gesto de caridade, mas como uma exigência evangélica.

A Igreja nos ensina que devemos ter preferência pelos pobres, em conformidade com as escolhas de Jesus. No entanto, será que, na prática, isso está sendo de fato exercido? Os ministros e o povo da Igreja estão, de fato, ao lado dos mais necessitados? Dos mais distantes? Dos afastados de Deus?

Ainda que a Igreja busque incessantemente dar voz e vez aos mais fracos, preocupando-se em garantir sua dignidade e direitos básicos, além de oferecer conforto espiritual, estamos longe do ideal. Muitas paróquias ainda não estão preparadas para levar a Boa Nova de Jesus àquelas que mais serão convocadas. Muitas vezes, limitam-se as ações de caridade e celebrações nos centros urbanos, deixando a desejar no que se refira a um pastoreio mais próximo das ovelhas, que frequentemente estão sem rumo e sem um pastor para guiá-las. E aqui nos recordamos das palavras de Jesus no Evangelho de Marcos 9, 36 “como ovelhas sem pastor”, muitas famílias muitas comunidades cada vez mais necessitam de um acolhimento espiritual um abraço fraterno da Igreja que neste sentido está bastante distante na prática.

         Infelizmente, nos dias atuais, muitos “cristãos católicos” estão na contramão da doutrina social da igreja, em nome de ideologias, tanto da direita como da esquerda, uns combatendo os outros, os da direita dizendo que a Igreja e até o Papa são socialistas, comunistas, marxistas, quando falam em igualdade social, quando defendem a dignidade humana, já os da esquerda denunciam a outra ala de idólatras do dinheiro e do lucro exploradores dos mais necessitados. Quando deveríamos estar todos em unidade com a Igreja com o único olhar que é Jesus Cristo, colocar Cristo em nosso olhar e perguntar: o que Cristo faria aqui.

         Sabemos muito bem que quando na Igreja entra as ideologias tudo se perde, pois quando a defesa dos marginalizados vem com viés socialista, comunista, marxista, temos o grande perigo de estar acompanhado de ditaduras, de censuras, de pobreza cultural, educacional entre outras, e da mesma forma quando a ideologia do capitalismo puro exerce sua força, busca o lucro o dinheiro a qualquer custo em detrimento dos irmãos menos favorecidos, ambas os extremos são maléficos para a Igreja, estão contrarias as vontades e aos ensinamentos de Cristo.

Portanto, como cristãos católicos, é necessário estar mais atentos às necessidades do povo de nossos dias. Não podemos olhar nem para a direita nem para a esquerda, temos que fixar nosso olhar em Jesus Cristo. Em tempos desafiadores, nos quais a família e o próprio Deus são relativizados, precisamos compensar a nossa forma de viver a missão que Jesus nos deixou e sair ao encontro dos que mais precisam, os "últimos".

Texto de: Leomar Reni Pivetta – Estudante de Teologia (UNINTER).

 

sábado, 25 de outubro de 2025

 

Morre aos 60 anos, o radialista Mozar Lopes de Moura

Por Clarício de Araújo




Morreu ontem (25), aos 60 anos de idade em Curitiba, o radialista Mozar Lopes de Moura. Ele trabalhou por vários anos na Rádio Difusora AM e também na Litoral Sul FM. Foi funcionário público municipal atuando primeiramente na Secretaria de Turismo e mais tarde no setor de Sonorização. Depois da sua aposentadoria passou a residir em Curitiba.

Ele foi velado na Capela Central e sepultado no Cemitério São Benedito, na Vila São Vicente.

 

CMEI “Professora Zuleide Pinto Rosa realiza assembleia

Por Clarício de Araújo, com informações de Alexandre Nogueira

 





Na manhã da última sexta-feira (24), pais de alunos, responsáveis e funcionários do Centro Municipal de Educação Infantil “Professora Zuleide Pinto Rosa”, localizado no bairro Vila Garcia, participaram de uma assembleia onde foram prestados esclarecimentos sobre a importâncias das instâncias colegiadas.

O professor Alexandre Nogueira da Silva, mestre em educação na área de Políticas Públicas e Gestão em Educação, realizou esclarecimentos, promoveu diálogo e sanou dúvidas levantadas pelos presentes.

De acordo com Nogueira, a referida comunidade escolar, bem como as demais, “seguem em direção de uma gestão democrática”.

 

Dos 17 aos 71, uma experiência de vida

Por Clarício de Araújo

 

No florescer da juventude, aos 17 anos, eu via o mundo como uma imensa janela, os projetos de vida se delineado e os sonhos aflorando sem sessar. Eram os anos dourados que surgiam à minha frente, fazendo-me ver a vida como uma imensa oportunidade para desenvolver todos os meus projetos: casar, ter filhos e viver feliz ao lado de alguém com quem eu partilhasse todas esses desejos com “os pés no chão”. Assim o tempo me permitiu vivenciar essa experiência e dessa forma, formei uma família que coroou uma época inesquecível da minha existência.

Porém, como toda caminhada humana tem sua limitação, esse período também foi marcado pela separação física da pessoa que me abriu as portas para a vida a dois; no entanto, os frutos dessa experiência, quais sejam: maturidade, autoconfiança, autoestima, perduraram e assim eu posso continuar a caminhada e ter os mesmos desejos para aproveitar o tempo que ainda me resta, de forma saudável e bem estruturada. Com essa visão eu sigo projetando dias melhores para o meu ocaso.

Agora na casa dos 71 anos, a pesar de saber que muitas coisas nesse período já não têm o mesmo frescor da juventude, me alegro em saber que desfruto de boa saúde e disposição para enfrentar o declínio natural do ser humano e, sem lamúrias, entregar esses dias para quem agora faz parte da minha história e se dispôs a caminhar comigo pela estrada da vida. Continuar a ser feliz agora é o meu projeto até quando Deus permitir e assim, encerrar meus dias na Terra com as mesmas determinações dos primeiros anos da minha juventude. Dos 17 aos 71, uma experiência de vida.

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

 

Quando o Reino de Deus está próximo?

Por Clarício de Araújo

 

O Reino de Deus está no mundo desde o nascimento de Jesus; no entanto, este reino não está em sua plenitude, uma vez que a maldade ainda não foi destruída. Esta plenitude só irá acontecer com a sua volta, quando haverá o juízo final e o mundo for transformado, conforme o desejo de Deus.

No entanto, os seguidores de Jesus devem vivenciar este Reino por meio das suas boas atitudes, isto é, seguindo à risca os ensinamentos do Mestre, fazendo a sua vontade, servindo os necessitados, praticando a justiça, promovendo a paz, amando o próximo e assim por diante.

Este “viver o Reino” ainda precisa de fé e coragem para enfrentar as adversidades que o mundo nos apresenta, não permitindo que nada impeça de seguir a jornada, paralisando os nossos projetos de vida de cristãos. Não é uma tarefa muito fácil, mas se tivermos paciência e perseverança nas promessas de Jesus, com certeza estaremos no Paraíso ainda aqui na Terra. Mas é preciso distinguir o bem do mal para que não sejamos hipócritas.

Por tanto, quando Jesus disse: “o Reino de Deus está próximo de vós”, Ele quis dizer que seus seguidores devem anunciar esta boa notícia ao povo, pois, eis que ao falarmos de Jesus já estaremos mostrando a presença dEle no mundo, através das nossas atitudes de filhos de Deus.  A messe é grande e faltam operários.                                                                                                                                                        

sábado, 18 de outubro de 2025

 

Paranaguá e os seus cinco bispos

Por Clarício de Araújo

Paranaguá é cognominada de “Berço da Civilização do Paraná” e “Cidade-Mãe do paraná”; berço da cultura, no qual floresceram grandes nomes na arte pictória e nas letras, orgulhando a Terra de Fernando Amaro, nosso primeiro poeta. Foi aqui que nasceu a primeira paróquia dedicada à Nossa Senhora do Rosário, sua padroeira, no Sul do Brasil, cuja igreja marca o território paranaense como a primeira construída em honra à Mãe de Deus.

Portanto, Paranaguá é privilegiada em tantas vantagens, fato que nos fazem sentir orgulho deste pedaço de chão banhado pelas águas do “Grande Mar Redondo”, como os Carijó denominaram a nossa baía. Assim sendo, o campo espiritual também tem sua história como parte da vida do povo parnanguara, pois aqui se encontram o Santuário da Virgem do Rocio e a sede da Diocese.

Com a constituição de Paranaguá à Sé Diocesana e a elevação da então Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário à Catedral, em 1962 é nomeado o seu primeiro bispo, Dom Bernardo Joseph Nolker, da Congregação do Santíssimo Redentor (C.Ss.R.), até então exercendo a função de Vigário e depois Pároco. Ele esteve à frente da Diocese durante 26 anos, renunciando ao cargo em função da sua idade (77 anos), passando a bispo emérito. Dom Bernardo faleceu em Nova York em 18 de janeiro de 2000, sendo sepultado no Seminário Redentorista de Esopus, Nova York.  Com a sua renúncia, assume a Diocese, Dom Alfredo Ernest Novak (C.Ss.R.), 2º bispo) em 15 de março de 1989, pastoreando seu rebanho por 17 anos e também renunciando a função por idade (84 anos). Faleceu em Campina Grande do Sul em 4 de dezembro de 2014 e está sepultado na Cripta de Catedral. Para o seu lugar foi nomeado Dom João Alves dos Santos, (3º bispo), da Ordem dos Franciscanos Menores (O.F.M.Cap.). A posse de Dom João ocorreu em 2 de agosto de 2006, ficando à frente da Diocese por nove anos. Faleceu em 9 de abril de 2015, aos 58 anos. Está sepultado na Cripta da Catedral de Paranaguá. Seu substituto foi Dom Edmar Peron (4º bispo), (Diocesano), que assumiu o pastoreio em 17 de dezembro de 2015. Após 10 anos à frente da Diocese, renunciou ao cargo em 20 de agosto de 2025. Por fim, no dia 27 de setembro, tomou posse como 5º bispo, Dom Paulo Alves Romão, 61 anos.

 

 

 

Do vinil ao mp3

Por Clarício de Araújo

Repetidas vezes tenho dito que desde a minha juventude sempre gostei de ouvir músicas, a princípio através do rádio e posteriormente, por meio de toca-discos, cujos aparelhos eram conhecidos como “vitrola” ou “radiola”, que faziam os discos de vinil rodarem e emitirem os sons neles gravados. O gosto por música me levou a ingressar no quadro de funcionários da antiga Rádio Difusora de Paranaguá, cujo prefixo muitas pessoas lembram com saudade e às vezes falam para mim, para recordar o tempo em que lá atuei. Foram oito anos à frente da mesa de som da saudosa ZYJ-204, cujos dias me trazem boas lembranças.

Porém, o tempo passa e com ele acontecem mudanças de tecnologia, fazendo com que velhos sistemas de reprodução sonora sejam deixados de lado para dar lugar a equipamentos mais sofisticados e com qualidade superior de som. Os antigos discos de vinil, um subproduto do petróleo, deram lugar aos CDs, que tiveram vida curta e por fim, vivemos a era digital, através do MPEG-1/2 Audio Layer 3, ou simplesmente MP3, sistema que usa um algoritmo que torna o arquivo menor, fazendo com isso que se possa armazenar grande quantidade de músicas em um pendrive ou memória do computador.

Isto posto, volto à minha narrativa, dizendo que continuo ouvido músicas sempre que possível, graças a essa tecnologia espetacular que permite ter uma grande coleção de músicas em um só lugar e ao mesmo tempo com fácil acesso, além da qualidade sonora. Para ser mais específico, ouço-as através do ZaraRadio ou Winkochan – DJ Mixer... Me vejo novamente diante de uma mesa de som, mas só faz de conta...

 

 

terça-feira, 7 de outubro de 2025

 

Procissão luminosa encerra festa da padroeira de Paranaguá

N. S.ª do Rosário é venerada na cidade há mais de 400 anos  

 







Por Clarício de Araújo

A imagem de Nossa Senhora do Rosário é venerada em Paranaguá há mais de 400 anos, cujo dia 7 de outubro é a data em que o povo católico presta-lhe homenagens com celebrações eucarísticas e procissão pelas ruas do centro histórico. A imagem original (histórica) que se encontra no altar-mór não é transportada no andor devido ao seu tamanho, mas sim uma réplica, acompanhada por dezenas de devotos fervorosos que rezam e cantam em louvor à Virgem Maria. A procissão foi conduzida pelo padre Emerson Zella.

Os atos religiosos tiveram início às 18h30 com a reza do terço, seguida da procissão luminosa e após, a celebração da missa solene presidida pelo bispo diocesano Dom Paulo Romão com as presenças dos padres Emerson Zella (pároco da Catedral) e Binu Joseph (pároco da Ilha dos Valadares). Um coral, composto por homens e mulheres deu o brilhantismo à celebração, entoando os cânticos litúrgicos que complementaram os ritos da missa. Ao final da solenidade, as flores do andor foram distribuídas aos presentes.

A Igreja dedicada à Nossa Senhora do Rosário foi a primeira edificação nas terras dos Carijó dedicada a ela e o marco da povoação que deu origem à cidade. Construída por escravos libertos entre os anos de 1571 e 1578, o templo passou a ser o edifício de maior referência da localidade. No entanto, só tornou-se Matriz em 1863, quando o bispo de São Paulo procedeu a benção da nova igreja. Cem anos depois, o templo passou a ser a Sé da Diocese de Paranaguá.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

 

O sentido da liturgia

Por Clarício de Araújo

Na Grécia antiga, a palavra liturgia era empregada para designar algum serviço feito pelo povo ou para o povo; obra pública ou serviço público. Só então a partir da tradução da Bíblia, hebraica para o grego nos séculos III e I antes de Cristo é que o termo liturgia passou a ser usado para indicar os serviços dos sacerdotes no templo de Jerusalém.

Já no Novo Testamento, o termo passou a significar diversas coisas, inclusive o mesmo que o da época antiga: a coleta pública feita por Paulo, diferenciando-se apenas que nessa outra realidade, passa a ter ligação entre as noções de liturgia e de caridade e, algumas vezes referiu-se ao culto do templo de Jerusalém.

Nos Atos dos Apóstolos, esta palavra refere-se à celebração do culto em honra ao Senhor, já não mais como aquele que era realizado no templo, mas o culto adotado pelos cristãos, quando então a epístola aos Hebreus denomina Cristo de ministro, em grego “liturgo”, que detém um ministério “liturgia” superior. Liturgia ainda complementa esse sentido, designando a própria vida cristã, entendida como oferta de todo o nosso ser a Deus e ao próximo.

No Oriente, o uso da palavra liturgia se estabeleceu para designar somente a celebração eucarística, enquanto no Ocidente, a partir do papa Gregório XVI é que o termo passou a ser usado oficialmente. Porém, a Igreja usou outras denominações para indicar o ato celebrativo, como, mysterium, cultus, devotio, religio, caeremoniae, ritus. A liturgia tem muitas dimensões, e uma delas é a ação de Deus, que nos amou primeiro; movimento da descida de Deus ao povo, também chamado de catabático e de ascensão do povo, de anabático.

Portanto, a celebração eucarística, é a manifestação do mistério pascal de Cristo, onde os convidados para a Ceia do Senhor têm esse encontro pessoal com o próprio Deus, ou seja, Deus desce sobre o povo e ao mesmo tempo, o povo sobe até Deus, através de louvores, cânticos e orações. Por essa razão, o culto prestado à Santíssima Trindade na liturgia é algo que ultrapassa as nossas manifestações físicas; Paulo, escrevendo aos cristãos de Colossos, disse: “esse mistério é Cristo em vós”.

A celebração da missa é sagrada e não deve servir para exibicionismo, atos cívicos e outras manifestações que tirem o sentido da eucaristia, como música sem conteúdo litúrgico ou que apresente reflexão espiritual (apenas durante a adoração ao Santíssimo). O ato requer ambiente devidamente apropriado e decorado de acordo com a sua finalidade, isso é, com as alfaias referentes ao tempo litúrgico, inclusive a Mesa da Palavra (Ambão). Em tempo algum o espaço deve ser “decorado” com temas específicos ou com excesso de objetos (apenas o Natal e fora da nave central.)


quinta-feira, 2 de outubro de 2025

 

Isenção do IR de R$ 5 mil é aprovada na Câmara dos Deputados



Por Clarício de Araújo, com informações da CBN e Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou ontem (1/10) por unanimidade, a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês, além da redução para aqueles que têm rendimento entre 5 mil e R$ 7.350. O Projeto vai beneficiar cerca de 16 milhões de brasileiros, fazendo com isso que grande parcela da população tenha renda suficiente para sobreviver com mais dignidade. Atualmente o contribuinte com renda de R$ 5 mil paga R$ 335,15 por mês, ou seja, R$ 4.467,55 por ano, acrescentado o 13º e férias.

De acordo com as informações, em 2026, a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil vai custar R$ 25,8 bilhões aos cofres públicos, porém essa queda na arrecadação será recompensada com a taxação daqueles que ganham mais de R$ 50 mil ou R$ 600 mil por ano. A medida foi apresentada com a intenção de retirar os mais pobres da base de cobrança e transferir reponsabilidade para os mais ricos. Com isso, a classe dos trabalhadores com baixa renda sai vitoriosa. O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) disse que com o projeto, “o país começa a fazer justiça tributária.”

A redução do IR foi uma promessa de campanha do presidente Lula em 2022 e o texto enviado para a Câmara em março deste ano. Agora o Projeto precisa ser apreciado pelo Senado Federal e sancionado pelo Chefe do Executivo Federal para entrar em vigor.


domingo, 28 de setembro de 2025

 

Ter compaixão dos que têm fome

Por Clarício de Araújo

 

A Parábola do Rico e Lázaro no faz lembrar que há muitos que têm em excesso e outros que nada possui, em se tratando de alimentos e portanto, passam necessidade e entram para o número dos que vivem em insegurança alimentar. Aqueles que são privilegiados pela sorte desperdiçam alimentos, exagerando nos banquetes sem pensar nos que passam fome; os “lázaros de hoje” vivem mendigando às portas dos abastados por um pouco de comida e são ignorados. Às vezes são até maltratados e expulsos como se fossem bichos.

O rico da Parábola é aquele que não se solidariza com os sofredores, os “lázaros”, e quando deixa este mundo não encontra a misericórdia de Deus. Já os pobres recebem a recompensa do Céu; não há mal algum em ser rico de bens. No entanto, é preciso ser também rico de coração e ter compaixão dos que têm fome, partilhando aquilo que tem à mesa ou outra forma de ajuda, pois os desassistidos carecem de muitas coisas e precisam de atenção por parte daqueles que são aquinhoados pelas regalias.

Os que têm compaixão dos sofredores alcançarão a recompensa eterna, pois o próprio Deus, na pessoa de Jesus foi solidário com os que tinham fome, fazendo o milagre da multiplicação dos pães. Da mesma forma, aqueles que se solidarizam com os famintos, terão seus bens multiplicados e encontrarão descanso no seio de Abraão.

Este são aqueles que ouvem a voz de Deus através dos profetas na Terra e praticam a caridade, ao contrário dos que praticam atos egoístas e esperam que haja intervenção divina para amenizar seus sofrimentos em razão de seus gestos mesquinhos. Há um grande abismo separando os que estão no Paraíso e aqueles que não têm a luz de Deus.

sábado, 27 de setembro de 2025

 

Dom Paulo Romão toma posse como 5º bispo da Diocese de Paranaguá





                                   Fotos: Clarício de Araújo

Por Clarício de Araújo

Em cerimônia realizada na Catedral Diocesana de Paranaguá na manhã do dia 27 do corrente, às 10 horas, Dom Paulo Alves Romão tomou posse como 5º bispo de Paranaguá. A celebração eucarística foi iniciada pelo epíscopo fluminense, cardeal Dom Orani João Tempesta e continuada pelo novo mandatário diocesano, após o recebimento do Báculo de pastor pelas mãos de Dom Orani e Dom Bruno. A Bula de Nomeação Apostólica foi lida pelo Chanceler do Bispado, padre Fábio Lima.

Antecedendo a cerimônia religiosa, houve apresentação da Fanfarra do Colégio Diocesano “Leão XIII” em homenagem ao novo bispo em frente a Catedral.

Em sua fala, o novo bispo disse querer estar em todas as comunidades da Diocese para ouvir todas as pessoas, pois como pastor, deseja se inteirar da realidade de cada paróquia, de cada pastoral e associação religiosa.

O evento religioso contou com as presenças dos presbíteros que integram a Cúria Diocesana, diáconos, religiosas, bispos do Paraná e Rio de Janeiro, além de diversas autoridades civis do Estado e de Paranaguá nas pessoas do prefeito Adriano Ramos e da vice-prefeita Fabiana Parro.

Ao final da cerimônia, Dom Paulo foi cumprimentado pelos bispos e autoridades; o até então administrador apostólico, Dom Bruno Versari, assim como Dom Orani e Dom Paulo receberam um vaso de flores, como forma de gratidão e carinho dos católicos da Diocese de Paranaguá.

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

 

Continuar servindo

Por Clarício de Araújo

Desde muito jovem eu já trazia comigo essa necessidade de anunciar Jesus, tanto que muitas vezes me “aventurei” em idas para o município de Guaraqueçaba com o intuito de falar para as pessoas sobre o Reino de Deus.

Lembro que certa vez eu e um amigo que já não está mais entre nós, embarcamos em uma lancha que fazia transporte de barris de óleo diesel para Guaraqueçaba, pois naquela época, por volta de 1975, a energia elétrica daquela cidade era fornecida por um gerador instalado no prédio que hoje é a Câmara Municipal.

Chegando lá, nos apresentamos ao bondoso padre Mário, que nos recebeu com alegria e logo nos encaminhou para a comunidade de Medeiros, localidade que está situada no interior da baía das Laranjeiras na parte Leste. Permanecemos no lugar por uma semana realizando encontros com as crianças e jovens.

Alguns anos depois, me dirigi sozinho para aquele município e fui enviado para a Ilha das Peças, na vila do mesmo nome, uma vez que aquele território insular abriga várias comunidades, onde fiquei também por oito dias, sempre realizando encontros para os pequenos e jovens; ali também em outra ocasião, tive a honra de dirigir o Culto durante o novenário do padroeiro São Sebastião e também acompanhar a procissão como dirigente. Na mesma Ilha das Peças, desta feita na comunidade de Laranjeiras, que hoje não existe mais, também realizei Culto e pregação da Palavra.

Juntamente com o padre Mário e as irmãs de Guaraqueçaba, como eram chamadas as freiras da Congregação de São João Batista, visitei as localidades de Ilha Rasa, Mariana, Tibicanga e Guapicu, que está localizada também na Ilha das Peças. Todas essas viagens foram realizadas com a lancha “São João Batista”, uma embarcação apropriada para o trabalho missionário no município de Guaraqueçaba. A Diocese teve também o barco “Santa Maria”.

Mais recentemente, como ministro extraordinário da Sagrada Comunhão, estive nas comunidades de Amparo, Piaçaguera e São Miguel que fazem parte da Paróquia de Nossa Senhora dos Navegantes; nestes locais foram realizadas as Celebrações da Palavra, visitas e festas dos padroeiros. Também acompanhei o saudoso bispo Dom Alfredo nas visitas da imagem peregrina de Nossa Senhora do Rocio no ano 2001 em oito comunidades em torno das baías de Paranaguá e das Laranjeiras.

Confesso que todas essas minhas “andadas” pelo litoral, foram muito poucas, uma vez que a Missão exige muito mais e maior esforço para que o Reino de Deus seja propagado. Hoje, embora não seja mais jovem, dentro de mim há o desejo de continuar este trabalho que é de fundamental importância para o anúncio da Palavra.

Estou esperançoso que eu seja enviado para o trabalho missionário em nossa Diocese. Tenho isso em minha mente e muita expectativa de continuar servindo, pois, mesmo com a minha idade, que já passou dos 70 anos, me encontro disponível e com enorme vontade de falar das coisas da Igreja Católica, Apostólica e Romana. O tempo dirá...

 

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

 

“Ide pelo mundo...”

Por Clarício de Araújo

Iniciada com a escolha dos 12 apóstolos (núcleo histórico a Igreja), Jesus partilhou com estes os propósitos da missão. Portanto, a Igreja que se espalhou pelo mundo, (por isso o termo “católica”), após separar-se do mundo judaico, passou a ter uma nova visão e ganhou espaço em todo o universo.

Os primeiros a transmitir o cristianismo criaram núcleos de fé nos grandes centros urbanos da época e por fim, seguidores se espalharam até que se chegou nos tempos modernos, ganhando a forma que conhecemos hoje. Isto é, como organização constituída por uma hierarquia que tem o papel de mantê-la fiel às suas origens e ao mesmo tempo dar-lhe uma configuração de instituição séria e autêntica.

A Igreja Católica, portanto, sempre guiada pelo Espírito Santo, como instituição divina, através dos sucessores de Pedro, que foi chamado pelo próprio Jesus para apascentar suas ovelhas, se mantém fiel ao chamado para anunciar o Evangelho por toda a Terra.

Voltemos aos primórdios da evangelização, quando os primeiros cristãos se reuniam, a princípio nas sinagogas e depois nas casas para celebrar a Eucaristia, onde já se tinham as figuras dos bispos e presbíteros, mesmo que não se apresentassem caracterizados como temos hoje.

A Igreja portanto, ao longos desses séculos continua viva e atuante diante de muitas situações que passou e continua passando, sempre voltada para a o anúncio do Reino de Deus e consequentemente, tendo seus olhares para a realidade em sua volta.

É uma Igreja que sempre esteve e sempre estará atenta às necessidades do povo, visando a promoção humana e o bem estar de todas as pessoas; sua fundamentação está expressa nas palavras de Jesus: “ide pelo mundo, anunciai o Evangelho a toda a criatura, batizando-a em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Aqui entra a função específica de cada um na Igreja: só os presbíteros e outros ministros ordenados podem realizar o batismo, já os leigos instruídos na fé, podem pregar a Palavras e distribuir a Eucaristia (Ceia).

Nós, os batizados, somos os novos convocados para anunciar, encorajados pelo Espírito Santo e cheios de alegria para servir, através das nossas ações, mas também pela nossa disposição de sairmos dos holofotes e das comodidades dos templos para levarmos as Boas Novas àqueles que estão sem assistência espiritual. Nada valerão palavras se não forem acompanhadas de ações concretas.

A nossa prática cristã lembra da parábola dos Talentos, quando Deus confia a cada pessoa dons – talentos para que sejam usados para o crescimento do Reino de Deus; Ele um dia, certamente ao retornar, pedirá conta. Aquele que multiplicar, isto é, fazer crescer este Reino, participará da alegria do Mestre, enquanto o que restringir a si o conhecimento, por certo será chamado de servo mau.

domingo, 7 de setembro de 2025

 

Jesus é o Senhor de todas as coisas

Por Clarício de Araújo

Viver a fé de forma intensa não é somente frequentar com assiduidade as atividades religiosas, mas vivenciá-la efetivamente as 24 horas do dia, isto é, estar em sintonia com as práticas da religião, orando e praticando as ações propostas pelos ensinamentos de Jesus sempre. Não ser apenas cristão de ocasião ou de oportunidade, mas ter esta determinação enraizada dentro do coração para que ela se expresse em gestos verdadeiros e, assim, transmitir as verdades do Reino de Deus pelos exemplos que se traz estampados na fisionomia.

Ter atribuições na igreja é significativo, mas não justifica o título de cristão; basta apenas praticar a fé, mas se nos solicitam ocupar alguma função, que a façamos por amor e sem ostentação. Que o nosso servir seja a nossa maior alegria e que quando esta missão findar, possamos nos sentir honrados por ter contribuído com o Serviço do Senhor.

Não nos ufanemos com os cargos que por ventura ocupamos na igreja. Mas que eles sirvam para fazer crescer a comunidade eclesial, despertando interesse cada vez maior pela vida espiritual dos irmãos, fazendo com estes se incluam no números dos escolhidos, mesmo que não tenham um cargo ou um trabalho específico. Ninguém é especial e não somos absolutos nas atividades religiosas, mas Jesus é o Senhor de todas as coisas.

06/09/2025


sábado, 6 de setembro de 2025

 

Novo bispo da Diocese de Paranaguá é apresentado ao povo; posse será dia 27

Por Clarício de Araújo

 

Dom Bruno (à esq.) e Dom Paulo

Celebração da Missa


Autoridades municipais prestigiaram o evento 

Fiéis acolhendo o novo bispo

Dom Paulo,  padre Emerson (pároco da Catedral) e padre Thiago


Na tarde do dia 5, em entrevista realizada no salão paroquial da Catedral Diocesana, Dom Paulo Alves Romão falou com os jornalistas sobre a sua nomeação, suas expectativas e a nova missão frente ao povo de Deus espalhado pelos 13 municípios que integram a Diocese de Paranaguá. Ele estava acompanhado pelo bispo de Ponta Grossa e administrador apostólico Dom Bruno Elizeu Versari (esta é uma praxe do processo de transição do cargo).

Abrindo a coletiva de imprensa, Dom Bruno saudou o recém nomeado pastor: “Bem-vindo Dom Paulo, seja acolhido. Aqui está o teu povo, o povo que Deus confia ao senhor a missão de ser pastor nesta Diocese”.  Segundo Dom Bruno, o novo bispo de Paranaguá foi escolhido em apenas três meses da vacância da Diocese, um tempo bastante rápido e agora está sendo apresentado para sua nova missão.

Em sua fala, o novo bispo, disse: “Estou muito feliz, por uma única razão: graças a Deus a vocação que o Senhor nos dá e como bispo vou poder encontrar tantas pessoas, poder falar para todos da beleza de ser cristão. Da maravilha que é ter encontrado Jesus Cristo e nesse encontro com ele, descobrir o verdadeiro sentido da nossa vida, a beleza de viver a fé; amar, seguir e acolher o chamado do Senhor e confirmar tantos e tantos homens e mulheres, jovens, na fé”.

Às 19 horas, aconteceu a celebração da missa, presidida por Dom Bruno e concelebrada por Dom Paulo e vários padres, onde os fiéis conheceram o seu novo pastor. Além de um número bastante expressivo da população, também prestigiaram o ato religioso, membros da administração municipal, nas pessoas do prefeito Adriano Ramos, da vice-prefeita Fabiana Parro e do secretário de Cultura, José Reis de Freitas Neto bem como outros integrantes do Poder Executivo.

A posse do novo bispo está marcada para o próximo dia 27 às 19 horas, quando ele assumirá o território episcopal sob a proteção de Nossa Senhora do Rosário, oportunidade em que presidirá pela primeira vez a celebração eucarística na Sé de Paranaguá. Está prevista a vinda de vários bispos e padres que conviveram com Dom Paulo na Arquidiocese do Rio de Janeiro, local onde ele foi eleito bispo em 2017.

 

05/09/2025


  Ilha mais habitada do Paraná tem estrutura de cidade Por Clarício de Araújo Localizada na área urbana de Paranaguá, no litoral do Esta...