domingo, 28 de setembro de 2025

 

Ter compaixão dos que têm fome

Por Clarício de Araújo

 

A Parábola do Rico e Lázaro no faz lembrar que há muitos que têm em excesso e outros que nada possui, em se tratando de alimentos e portanto, passam necessidade e entram para o número dos que vivem em insegurança alimentar. Aqueles que são privilegiados pela sorte desperdiçam alimentos, exagerando nos banquetes sem pensar nos que passam fome; os “lázaros de hoje” vivem mendigando às portas dos abastados por um pouco de comida e são ignorados. Às vezes são até maltratados e expulsos como se fossem bichos.

O rico da Parábola é aquele que não se solidariza com os sofredores, os “lázaros”, e quando deixa este mundo não encontra a misericórdia de Deus. Já os pobres recebem a recompensa do Céu; não há mal algum em ser rico de bens. No entanto, é preciso ser também rico de coração e ter compaixão dos que têm fome, partilhando aquilo que tem à mesa ou outra forma de ajuda, pois os desassistidos carecem de muitas coisas e precisam de atenção por parte daqueles que são aquinhoados pelas regalias.

Os que têm compaixão dos sofredores alcançarão a recompensa eterna, pois o próprio Deus, na pessoa de Jesus foi solidário com os que tinham fome, fazendo o milagre da multiplicação dos pães. Da mesma forma, aqueles que se solidarizam com os famintos, terão seus bens multiplicados e encontrarão descanso no seio de Abraão.

Este são aqueles que ouvem a voz de Deus através dos profetas na Terra e praticam a caridade, ao contrário dos que praticam atos egoístas e esperam que haja intervenção divina para amenizar seus sofrimentos em razão de seus gestos mesquinhos. Há um grande abismo separando os que estão no Paraíso e aqueles que não têm a luz de Deus.

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