“Ide pelo
mundo...”
Por
Clarício de Araújo
Iniciada com a escolha dos 12 apóstolos (núcleo histórico a
Igreja), Jesus partilhou com estes os propósitos da missão. Portanto, a Igreja
que se espalhou pelo mundo, (por isso o termo “católica”), após separar-se do
mundo judaico, passou a ter uma nova visão e ganhou espaço em todo o universo.
Os primeiros a transmitir o cristianismo criaram núcleos de
fé nos grandes centros urbanos da época e por fim, seguidores se espalharam até
que se chegou nos tempos modernos, ganhando a forma que conhecemos hoje. Isto
é, como organização constituída por uma hierarquia que tem o papel de mantê-la
fiel às suas origens e ao mesmo tempo dar-lhe uma configuração de instituição
séria e autêntica.
A Igreja Católica, portanto, sempre guiada pelo Espírito
Santo, como instituição divina, através dos sucessores de Pedro, que foi
chamado pelo próprio Jesus para apascentar suas ovelhas, se mantém fiel ao
chamado para anunciar o Evangelho por toda a Terra.
Voltemos aos primórdios da evangelização, quando os primeiros
cristãos se reuniam, a princípio nas sinagogas e depois nas casas para celebrar
a Eucaristia, onde já se tinham as figuras dos bispos e presbíteros, mesmo que
não se apresentassem caracterizados como temos hoje.
A Igreja portanto, ao longos desses séculos continua viva e
atuante diante de muitas situações que passou e continua passando, sempre
voltada para a o anúncio do Reino de Deus e consequentemente, tendo seus
olhares para a realidade em sua volta.
É uma Igreja que sempre esteve e sempre estará atenta às
necessidades do povo, visando a promoção humana e o bem estar de todas as
pessoas; sua fundamentação está expressa nas palavras de Jesus: “ide pelo
mundo, anunciai o Evangelho a toda a criatura, batizando-a em nome do Pai, do
Filho e do Espírito Santo”. Aqui entra a função específica de cada um na
Igreja: só os presbíteros e outros ministros ordenados podem realizar o
batismo, já os leigos instruídos na fé, podem pregar a Palavras e distribuir a
Eucaristia (Ceia).
Nós, os batizados, somos os novos convocados para anunciar,
encorajados pelo Espírito Santo e cheios de alegria para servir, através das
nossas ações, mas também pela nossa disposição de sairmos dos holofotes e das
comodidades dos templos para levarmos as Boas Novas àqueles que estão sem
assistência espiritual. Nada valerão palavras se não forem acompanhadas de
ações concretas.
A nossa prática cristã lembra da parábola dos Talentos,
quando Deus confia a cada pessoa dons – talentos para que sejam usados para o
crescimento do Reino de Deus; Ele um dia, certamente ao retornar, pedirá conta.
Aquele que multiplicar, isto é, fazer crescer este Reino, participará da
alegria do Mestre, enquanto o que restringir a si o conhecimento, por certo
será chamado de servo mau.
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