quarta-feira, 10 de setembro de 2025

 

“Ide pelo mundo...”

Por Clarício de Araújo

Iniciada com a escolha dos 12 apóstolos (núcleo histórico a Igreja), Jesus partilhou com estes os propósitos da missão. Portanto, a Igreja que se espalhou pelo mundo, (por isso o termo “católica”), após separar-se do mundo judaico, passou a ter uma nova visão e ganhou espaço em todo o universo.

Os primeiros a transmitir o cristianismo criaram núcleos de fé nos grandes centros urbanos da época e por fim, seguidores se espalharam até que se chegou nos tempos modernos, ganhando a forma que conhecemos hoje. Isto é, como organização constituída por uma hierarquia que tem o papel de mantê-la fiel às suas origens e ao mesmo tempo dar-lhe uma configuração de instituição séria e autêntica.

A Igreja Católica, portanto, sempre guiada pelo Espírito Santo, como instituição divina, através dos sucessores de Pedro, que foi chamado pelo próprio Jesus para apascentar suas ovelhas, se mantém fiel ao chamado para anunciar o Evangelho por toda a Terra.

Voltemos aos primórdios da evangelização, quando os primeiros cristãos se reuniam, a princípio nas sinagogas e depois nas casas para celebrar a Eucaristia, onde já se tinham as figuras dos bispos e presbíteros, mesmo que não se apresentassem caracterizados como temos hoje.

A Igreja portanto, ao longos desses séculos continua viva e atuante diante de muitas situações que passou e continua passando, sempre voltada para a o anúncio do Reino de Deus e consequentemente, tendo seus olhares para a realidade em sua volta.

É uma Igreja que sempre esteve e sempre estará atenta às necessidades do povo, visando a promoção humana e o bem estar de todas as pessoas; sua fundamentação está expressa nas palavras de Jesus: “ide pelo mundo, anunciai o Evangelho a toda a criatura, batizando-a em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Aqui entra a função específica de cada um na Igreja: só os presbíteros e outros ministros ordenados podem realizar o batismo, já os leigos instruídos na fé, podem pregar a Palavras e distribuir a Eucaristia (Ceia).

Nós, os batizados, somos os novos convocados para anunciar, encorajados pelo Espírito Santo e cheios de alegria para servir, através das nossas ações, mas também pela nossa disposição de sairmos dos holofotes e das comodidades dos templos para levarmos as Boas Novas àqueles que estão sem assistência espiritual. Nada valerão palavras se não forem acompanhadas de ações concretas.

A nossa prática cristã lembra da parábola dos Talentos, quando Deus confia a cada pessoa dons – talentos para que sejam usados para o crescimento do Reino de Deus; Ele um dia, certamente ao retornar, pedirá conta. Aquele que multiplicar, isto é, fazer crescer este Reino, participará da alegria do Mestre, enquanto o que restringir a si o conhecimento, por certo será chamado de servo mau.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

  Ilha mais habitada do Paraná tem estrutura de cidade Por Clarício de Araújo Localizada na área urbana de Paranaguá, no litoral do Esta...