sexta-feira, 26 de setembro de 2025

 

Continuar servindo

Por Clarício de Araújo

Desde muito jovem eu já trazia comigo essa necessidade de anunciar Jesus, tanto que muitas vezes me “aventurei” em idas para o município de Guaraqueçaba com o intuito de falar para as pessoas sobre o Reino de Deus.

Lembro que certa vez eu e um amigo que já não está mais entre nós, embarcamos em uma lancha que fazia transporte de barris de óleo diesel para Guaraqueçaba, pois naquela época, por volta de 1975, a energia elétrica daquela cidade era fornecida por um gerador instalado no prédio que hoje é a Câmara Municipal.

Chegando lá, nos apresentamos ao bondoso padre Mário, que nos recebeu com alegria e logo nos encaminhou para a comunidade de Medeiros, localidade que está situada no interior da baía das Laranjeiras na parte Leste. Permanecemos no lugar por uma semana realizando encontros com as crianças e jovens.

Alguns anos depois, me dirigi sozinho para aquele município e fui enviado para a Ilha das Peças, na vila do mesmo nome, uma vez que aquele território insular abriga várias comunidades, onde fiquei também por oito dias, sempre realizando encontros para os pequenos e jovens; ali também em outra ocasião, tive a honra de dirigir o Culto durante o novenário do padroeiro São Sebastião e também acompanhar a procissão como dirigente. Na mesma Ilha das Peças, desta feita na comunidade de Laranjeiras, que hoje não existe mais, também realizei Culto e pregação da Palavra.

Juntamente com o padre Mário e as irmãs de Guaraqueçaba, como eram chamadas as freiras da Congregação de São João Batista, visitei as localidades de Ilha Rasa, Mariana, Tibicanga e Guapicu, que está localizada também na Ilha das Peças. Todas essas viagens foram realizadas com a lancha “São João Batista”, uma embarcação apropriada para o trabalho missionário no município de Guaraqueçaba. A Diocese teve também o barco “Santa Maria”.

Mais recentemente, como ministro extraordinário da Sagrada Comunhão, estive nas comunidades de Amparo, Piaçaguera e São Miguel que fazem parte da Paróquia de Nossa Senhora dos Navegantes; nestes locais foram realizadas as Celebrações da Palavra, visitas e festas dos padroeiros. Também acompanhei o saudoso bispo Dom Alfredo nas visitas da imagem peregrina de Nossa Senhora do Rocio no ano 2001 em oito comunidades em torno das baías de Paranaguá e das Laranjeiras.

Confesso que todas essas minhas “andadas” pelo litoral, foram muito poucas, uma vez que a Missão exige muito mais e maior esforço para que o Reino de Deus seja propagado. Hoje, embora não seja mais jovem, dentro de mim há o desejo de continuar este trabalho que é de fundamental importância para o anúncio da Palavra.

Estou esperançoso que eu seja enviado para o trabalho missionário em nossa Diocese. Tenho isso em minha mente e muita expectativa de continuar servindo, pois, mesmo com a minha idade, que já passou dos 70 anos, me encontro disponível e com enorme vontade de falar das coisas da Igreja Católica, Apostólica e Romana. O tempo dirá...

 

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