Continuar servindo
Por Clarício de Araújo
Desde muito jovem eu já trazia comigo
essa necessidade de anunciar Jesus, tanto que muitas vezes me “aventurei” em
idas para o município de Guaraqueçaba com o intuito de falar para as pessoas
sobre o Reino de Deus.
Lembro que certa vez eu e um amigo
que já não está mais entre nós, embarcamos em uma lancha que fazia transporte
de barris de óleo diesel para Guaraqueçaba, pois naquela época, por volta de
1975, a energia elétrica daquela cidade era fornecida por um gerador instalado
no prédio que hoje é a Câmara Municipal.
Chegando lá, nos apresentamos ao
bondoso padre Mário, que nos recebeu com alegria e logo nos encaminhou para a
comunidade de Medeiros, localidade que está situada no interior da baía das
Laranjeiras na parte Leste. Permanecemos no lugar por uma semana realizando
encontros com as crianças e jovens.
Alguns anos depois, me dirigi sozinho
para aquele município e fui enviado para a Ilha das Peças, na vila do mesmo
nome, uma vez que aquele território insular abriga várias comunidades, onde
fiquei também por oito dias, sempre realizando encontros para os pequenos e
jovens; ali também em outra ocasião, tive a honra de dirigir o Culto durante o
novenário do padroeiro São Sebastião e também acompanhar a procissão como
dirigente. Na mesma Ilha das Peças, desta feita na comunidade de Laranjeiras,
que hoje não existe mais, também realizei Culto e pregação da Palavra.
Juntamente com o padre Mário e as
irmãs de Guaraqueçaba, como eram chamadas as freiras da Congregação de São João
Batista, visitei as localidades de Ilha Rasa, Mariana, Tibicanga e Guapicu, que
está localizada também na Ilha das Peças. Todas essas viagens foram realizadas
com a lancha “São João Batista”, uma embarcação apropriada para o trabalho
missionário no município de Guaraqueçaba. A Diocese teve também o barco “Santa
Maria”.
Mais recentemente, como ministro
extraordinário da Sagrada Comunhão, estive nas comunidades de Amparo,
Piaçaguera e São Miguel que fazem parte da Paróquia de Nossa Senhora dos
Navegantes; nestes locais foram realizadas as Celebrações da Palavra, visitas e
festas dos padroeiros. Também acompanhei o saudoso bispo Dom Alfredo nas
visitas da imagem peregrina de Nossa Senhora do Rocio no ano 2001 em oito
comunidades em torno das baías de Paranaguá e das Laranjeiras.
Confesso que todas essas minhas
“andadas” pelo litoral, foram muito poucas, uma vez que a Missão exige muito
mais e maior esforço para que o Reino de Deus seja propagado. Hoje, embora não
seja mais jovem, dentro de mim há o desejo de continuar este trabalho que é de fundamental
importância para o anúncio da Palavra.
Estou esperançoso que eu seja enviado
para o trabalho missionário em nossa Diocese. Tenho isso em minha mente e muita
expectativa de continuar servindo, pois, mesmo com a minha idade, que já passou
dos 70 anos, me encontro disponível e com enorme vontade de falar das coisas da
Igreja Católica, Apostólica e Romana. O tempo dirá...
Nenhum comentário:
Postar um comentário