sábado, 30 de novembro de 2024

 

Botafogo é campeão da Libertadores 2024

 

Por Clarício de Araújo, com informações do GE.

 

A equipe da Estrela Solitária, o Botafogo, fundada em 1910, além de estar na frente no Brasileirão, venceu hoje (30/11), a Copa Libertadores da América ao derrotar por 3 tentos a 1 a representação do Clube Atlético Mineiro em partida realizada no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires.

Os gols aconteceram, aos 35 minutos do 1.º tempo, assinalado por Luiz Henrique; aos 43 da etapa inicial, na cobrança de uma penalidade máxima realizada por Alex Telles e no último lance do tempo final, marcado por Júnior Santos. Vargas descontou para o Galo, a 1 minuto da segunda etapa.

Com este título a equipe alvinegra irá disputar o Mundial de Clubes que acontecerá nos Estados Unidos; a competição terá ainda, Flamengo, Fluminense e Palmeiras. A disputa pelo título será por confronto direto na fase de grupos, seguido por saldo de gols e quantidade de gols marcados. As duas melhores equipes de cada grupo avançam para o mata-mata nas oitavas de final.

 

Os propósitos malignos não prevalecerão

 

Por Clarício de Araújo

 

A Igreja, desde sempre, esteve atenta às necessidade daqueles que mais sofrem; nos primórdios, ainda em formação, ela já atendia os menos favorecidos pela sorte, procurando fazer aquilo que Jesus pregava ou seja, o amor ao próximo, e os primeiros cristãos praticavam a caridade entre si. Com o passar do tempo, essa prática se tornou ainda mais evidente, quando o Papa Leão XIII, através da Encíclica “Rerum Novarum (das Coisas Novas), partindo dos ensinamentos bíblicos e apostólicos deu-se a formação da Doutrina Social da Igreja (DSI), que em resumo visa orientar os governos e os empresários nas políticas voltadas para o desenvolvimento das pessoas através do trabalho digno, salário justo e crescimento social de forma igual; respeito e dignidade da pessoa humana e entre patrões e empregados, observando-se o diálogo e as leis.

Portanto, a Igreja procura encaminhar as questões sociais pelas vias evangélicas, isto é, unicamente dentro da Palavra para que haja a paz entre todos e assim se propague o Reino de Deus, pautado na caridade, aquela que une todos em um, ou seja, as criaturas e o Criador, cujo projeto é contemplar o mundo com a sua justiça e sua luz. Mas, infelizmente há os que prefiram as trevas, procurando infestar a humanidade com suas ideias malévolas apregoando uma sociedade onde prevaleçam a ganância, a usura e a mais grave de todas, a exclusão dos que em seus “entendimentos” mesquinhos, chamam de inúteis, quais sejam, os pobres.  Para os dominadores que desfrutam de um poder aquisitivo privilegiado, quanto mais leis injustas e projetos desastrosos existirem, mais eles terão supremacia sobre os necessitados.

No entanto, a Igreja vê nos desfavorecidos pela sorte, um vasto campo para as suas ações, que vão além da evangelização, pois é nos sofredores que o anúncio da Palavra encontra eco e se propaga pelo mundo, continuando o trabalho iniciado pelos primeiros cristãos. Seus exemplos são guardados e perpetuados para a glorificação do Reino, por ora instável, mas que se consolidará com a plenitude da justiça, da solidariedade, da misericórdia e do amor verdadeiro. Os propósitos malignos não prevalecerão e nem os seus seguidores.

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

 

Um convite irrecusável

 

Clarício de Araújo Cardoso

 

O sol invadiu o meu quarto, fazendo-me levantar antes das oito horas. Seus raios brilhavam com tamanha intensidade que não pude continuar deitado, pois a luminosidade não permitiu que eu continuasse repousando. Era manhã de domingo de verão e a beleza do dia que despertava me fazia um convite irrecusável: que tal fazer uma visita às comunidades marítimas em volta da baía? Não pensei duas vezes, tomei um delicioso banho, fiz o desjejum habitual, coloquei uma bermuda confortável e uma camiseta bem apropriada para a época e rumei para a Rua da Praia, onde embarquei para a Comunidade de Vila São Miguel, a poucos minutos do Centro Histórico.

Lá chegando fui logo procurando algumas pessoas do meu relacionamento. Muito solícitas, procuraram saber se eu tinha onde ficar e fizeram o convite: “fique conosco”. Agradeci a gentileza e me instalei na casa de uma delas e após o almoço saí para explorar a localidade, a qual oferece algumas opções de passeios, como por exemplo, o Morro do Careca, de onde se descortina uma bela visão da baia; o Morro da Brejaúva e a estrada que liga Ponta de Ubá a Amparo, cujo trajeto é conhecido como “Trilha Caiçara Mário Roque”. Assim, pude me conectar com a natureza e sentir bem de perto a sua importância para a nossa sobrevivência. Foi um dia inesquecível, onde as horas pareciam não passar.

A localidade se diferencia das demais por estar distante do mar, aproximadamente uns 300 metros. Para chegar ao vilarejo, caminha-se por uma passarela, um tanto inapropriada, uma vez que não possui proteção lateral e é estreita para o fluxo de pessoas. Percorrido tal trajeto, caminha-se por uma estradinha pavimentada com lajotas de concreto, atingindo-se logo as primeiras habitações e em seguida o que se pode chamar de centro da vila, onde estão localizadas a Igreja Católica, a Escola e várias casas bem apresentáveis. Como em outras comunidades marítimas, não há separação de quintais com cercas ou muros, mas algumas plantas para delimitar as moradias, mas não é regra.

terça-feira, 26 de novembro de 2024

 

Testemunhas da Esperança

 

Clarício de Araújo Cardoso

 

Deus nos criou para a felicidade, porém, no decorrer da nossa caminhada na Terra, nos deparamos com situações adversas daquelas propostas pelo Reino anunciado por Jesus e então, muitos desistem dos projetos do Messias e até duvidam das suas Verdades. Porém aqueles que resistem aos desafios da vida, são convidados a enfrentar a realidade com esperança e coragem, pois só assim poderão alcançar o reino prometido, vivenciando a paz, o amor e a justiça.

Com certeza não é uma tarefa das mais fáceis, pois é uma constante batalha do bem contra o mal e que só se vence pela perseverança e oração; os obstáculos por certo permanecem em nossos caminhos, mas o desejo de superá-los deve ser maior de que qualquer empecilho imposto pelo inimigo. A vitória virá pela força da fé e a plenitude do Paraíso quando se completar o nosso tempo na face da Terra, ser permanecemos fieis até o fim.

Portanto, o cristão é convidado a renunciar a muitas ofertas mirabolantes de alegria e paz, procurando encontra-las unicamente nos ensinamentos do Messias, aquele que realmente tem palavras de vida eterna; é promotor da concórdia e da misericórdia, uma vez que o próprio Jesus disse no Sermão da Montanha: ‘Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia’.  Assim, todos são chamados a caminhar sem medo e na alegria de uma vida guiada pelas mãos divinas. Não será a destruição dos nossos projetos terrenos que irá nos afastar do amor de Deus e da sua glória.

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

 

Polarização exacerbada

 

Clarício de Araújo Cardoso

 

Depois daquele fatídico 8 de janeiro, desencadeou-se uma onda de extrema violência pelo Brasil, em nome da tal liberdade de expressão e de um direito inexistente, já que o direito à governabilidade da esquerda ficou consolidada nas urnas. O inconformismo tomou conta dos opositores, a ponto destes exigirem a todo custo e até mesmo pelas vias mais absurdas, uma “pátria livre”, sem opositores, com a abolição do Estado Democrático de Direito, a extinção dos Poderes constituídos para a criação de uma Ditadura. Ou então, pela implantação de um Estado de Sítio, através de um mecanismo fora da lei. As provas dos fatos vieram à tona e o “capitão mor” dizendo que não houve nenhuma tentativa neste sentido. É um negacionista contumaz.

O Brasil já passou por duas ditaduras (uma civil e uma militar) e os efeitos são desastrosos até para os seus defensores, uma vez que tal regime restringe a própria liberdade que tanto defendem. Neste maldito regime, sim, não havia espaço para a defesa ou contraditório, uma vez que os algozes agiam de forma sumária e cabal.  Retrocesso é atraso de vida. Só quem vivenciou esses tempos sombrios da história do Brasil, pode ter com absoluta razão  repúdio pelo Estado de Exceção, ou seja, a retirado total dos elementos mais prementes de uma pessoa, que são: livre circulação, expressão e segurança social, entre outros. Produzir e espalhar notícias ou informações falsas é crime, passível de punição e  punição por ato grave não é falta de liberdade, mas sim cumprimento da lei, pois quem publica alguma coisa assume a responsabilidade por aquilo que escreveu ou disse.  

Infelizmente, os adeptos da “Pátria Armada”, travestida de falsos valores morais distorcem as questões polêmicas transformando-as em mote para uma polarização exacerbada; o fato chega à raia dos ataques pessoais e até mesmo em ações gravíssimas contra os ocupantes de cargos legitimamente conquistados.  Atacam ainda a imprensa séria, alegando que ela está a favor do atual mandatário da nação e se posicionam contra os Poderes, sem pudor, bem como contra os partidos de esquerda.  Já nem temem à própria sorte quando fazem declarações públicas das suas atitudes maléficas e vão ao extremo para executá-las, quando não são barradas pelos agentes de segurança. Não estão se importando para as consequências dolorosas que podem provocar na sociedade, inclusive nos próprios familiares.

As pessoas têm direito de discordar das posições políticas, dos Poderes e de se manifestarem de forma ordeira e democrática, porém sem jamais ferirem os direitos alheios; não é através da violência e da intolerância que deve agir, mas pela observância das leis e dos direitos constitucionais, sem meias interpretações.

 MTE 0012869/PR,  para o Blog Canal do Clarício

domingo, 17 de novembro de 2024

 

Abuso de Liberdade

 

Clarício de Araújo Cardoso

 

Ultimamente os noticiários das rádios e das TVs vêm mostrando fatos relacionados com ações maléficas que o radicalismo e o fanatismo levam à determinadas posições políticas e os males que vêm causando à sociedade brasileira. Fato recentemente ocorrido no centro de Brasília é o exemplo mais específico a respeito desse tipo de coisa que só leva o país à uma situação gravíssima, já que o indicativo é promover a desordem.  Discordar da forma que os poderes agem é aceitável, porém, querer mudar à força as suas prerrogativas e exigir a extinção dessas instituições, passa a ser abuso de liberdade e atentado contra o estado democrático de direito, então, ilegal.

Achar que algum modelo de manifestação usado para querer o retorno de um político ao Poder sem possuir ou ter certos “direitos” é o caminho certo, não passa de ato criminoso, uma vez que, na maioria das vezes são usadas formas violentas e depredatórias conta o patrimônio público e até mesmo contra pessoas. Usarem as redes sociais para ameaçar uma autoridade ou inibir um ato advindo dos poderes constituídos além de crime é uma covardia, já que se posicionam por meio eletrônico e não fisicamente, pelo fato de não terem coragem e nem hombridade para encarar seus “inimigos”.

Isso é grave e não condiz com um povo ordeiro. Isso é falta de aceitação do contraditório e da convivência pacífica; aquilo que não concordamos, nem sempre é pensamento coletivo. Lobo Solitário ou corja de baderneiros só têm um destino: prisão. O extremismo, sem dúvida é uma reação dos inconformados e despreparados para conviver com aquilo que não concordam ou não aceitam.

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

 

Liberdade fora da lei

 

Por Clarício de Araújo Cardoso

 

O discurso de ódio, da rejeição pela ideia contrária já se tornou uma prática constante entre as pessoas que se dizem ‘patriotas’, mas que no entanto, praticam atos contrários aos verdadeiros sentimentos nacionais, atentando contra a democracia e o estado de direito, previstos na Constituição Federal, além de chegarem ao ponto de tirar a vida dos oponentes. Outros, mais extremados, dão fim à própria vida em nome de uma suposta ‘intervenção’ nos Poderes da República, pedindo inclusive a volta da Ditadura.

Dizem que são perseguidas pelo Poder Judiciário quando este tenta barrar as publicações pelas redes sociais, confundindo liberdade de expressão com provocações absurdas e até mesmo com ameaças e xingamentos; estas são práticas inapropriadas para quem quer exercer o seu direito sagrado de manifestação. Fabricam um enorme conteúdo sem fundamento, baseado apenas em supostos direitos e lançam ao público com a intenção de ganhar o apoio da população, que também desinformada ou mal informada, vai ao encontro dos “injustiçados”.

O exercício da manifestação pacífica e ordeira é um direito do todo cidadão que quer o desenvolvimento da sua Pátria, obedecendo a regra da boa convivência, respeitando as opiniões contrárias com argumentos concretos, sem ofensas e sem agressões; as posições adversas devem ficar apenas nas palavras.

O que aconteceu em Brasília, mais uma vez, foi o exercício errado de uma liberdade fora da lei; ela existe para ser obedecida e jamais ignorada em nome de uma ideologia que promova a desunião entre as pessoas, gerando um caos geral e consequentemente uma desestruturação na sociedade civil. Devemos ter cuidado com as nossas ações para não gerar uma ferida maior na Terra de Santa Cruz.

 

 


Nossa Senhora do Rocio, mãe e rainha

 

Por Clarício de Araújo Cardoso

 

Nossa Senhora do Rocio, título que se dá à Mãe de Deus venerada em Paranaguá desde o século 17, é homenageada neste dia 15, quando a cidade recebe inúmeros devotos vindos de todas as partes do Estado e de outras regiões do país para prestar esta bonita devoção à Virgem Maria. Trata-se de uma das maiores festas dedicada àquela que foi escolhida por Deus Pai para ser a mãe do Salvador.

A cidade litorânea se transforma com esta manifestação popular dedicada à Padroeira do Paraná, quando os fiéis se dirigem para o bairro do Rocio onde está localizado o seu Santuário e ali rendem-lhe devoções, como forma de agradecimento pelos diversos benefícios recebidos. Do seu nicho, a pequenina imagem irradia bênção e proteção para toda a cidade e o Estado, como mãe e rainha do povo paranaense.

A devoção à Virgem do Rocio foi iniciativa de um humilde pescador conhecido por Pai Berê  que habitou o local homônimo e ali construiu uma humilde capelinha para abrigar a imagem encontrada nas águas da baía. O local passou chamar a tenção da vizinhança que se reunia para rezar o Terço no mês de novembro, época do encontro da “santinha” nas redes dos pescadores.

Essa prática durou vários anos até que as autoridades eclesiais tomassem para si os atos religiosos e dessa forma as orações fossem oficiais; a imagem passou para uma capela de alvenaria e ganhou destaque pela procissão organizada em direção à Vila, uma vez que o Rocio era um arrabalde da florescente Paranaguá.

domingo, 10 de novembro de 2024

 

A felicidade eterna

 

Por Clarício de Araújo Cardoso

 

O evangelista Marcos narra uma passagem em que Jesus estando no Templo, observa quem depositava suas ofertas; Ele então diz aos seus discípulos, após ter visto que muitas pessoas faziam as suas doações, comparando os ditos ‘ricos’ e uma viúva pobre, que os primeiros gostam de estar nos melhores lugares e fazem coisas que não condizem com quem serve a Deus, enquanto a mulher reparte o pouco que possui, de coração, os afortunados agem para mostrar seus bens.

Para aqueles que querem viver o Reino é preciso tomar cuidado para não imitá-los em suas atitudes que aparentam ser “verdadeiras”, mas estão apenas fingindo ser cristãos. Segundo Jesus, estes receberão a condenação. Por tanto, aqueles se põe a caminhar na estrada do Senhor devem fazer as coisas com humildade e sinceridade, vivenciando os ensinamentos do Mestre a fim de receberem o prêmio no final de suas jornadas na Terra, ou seja, a salvação.

É preciso desvencilhar-se do orgulho, da vaidade, da falta de compromisso e de amor e caridade com os irmãos que sofrem, passam fome e falta de oportunidade de uma vida digna; esvaziar-se de si mesmo para encher-se de Deus e deixar falar a voz do coração para uma atitude onde Ele seja a riqueza que todos desejam possuir e a nossa oferta de dedicação ao Senhor seja agradável. Que a nossa doação seja o “tudo que temos”, mas que seja isenta de superioridade para encontrarmos felicidade eterna; as ações que agradam a Deus contradizem as dos “poderosos” que gostam de ostentar suas qualidades diante dos homens.

 

 

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

 

Perseverança e constante prática da fé

 

Por Clarício de Araújo Cardoso

 

Jesus respondendo aos fariseus e mestres da Lei, contou-lhes três parábolas para explicar a misericórdia de Deus sobre os pecadores arrependidos. Entre elas, a mais icônica é a parábola das Cem Ovelhas, que diz que alguém que tem cem ovelhas e uma se perde, este deixa as 99 e vai em busca da que se extraviou até encontra-la e quando acha a coloca nos ombros com alegria. O Senhor vem ao encontro daquele que está perdido pelo pecado e o acolhe. Ele é o Deus Amor, Aquele que quer ver o seu rebanho sem a falta de um dos seus filhos. Porém, é preciso querer estar ao seu lado, é preciso arrependimento e principalmente desejo de não incorrer nos erros.

Disse Ele que “haverá alegria no céu por alguém que se converte” e esta declaração nos leva a fazer uma constante reflexão sobre a escolha entre o bem e o mal.  Para alcançarmos a misericórdia de Deus é necessário pugnar pela escolha do amor ao próximo no lugar do egoísmo, a verdade no lugar da mentira. É necessário renunciar as “tentações” que aparentam nos dar felicidade e no entanto não têm consistência e logo se desfazem como a fumaça no ar.

É preciso trilhar uma vida voltada para as coisas dos alto; praticar a justiça e procurar servir o próximo sem retribuição; estar disponível e perdoar quem nos ofende, embora isso não seja uma tarefa fácil, mas que se consegue através da oração e entrega a Deus da pessoa que praticou algo contra nós. Ser cristão e ser fiel à sua vontade exige perseverança e constante prática da fé; somente a entrega total aos valores divinos pode nos tornar capazes em desfrutar a paz celestial.

 

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

 

Viver o Reino de Deus

 

Por Clarício e Araújo Cardoso

 

Para seguir Jesus é preciso se desapegar dos bens materiais, isto é, não valorizar mais as coisas terrenas do que aquilo que nos faz realmente feliz, ou seja, as coisas espirituais. Para o cristão verdadeiro Deus deve sempre estar em primeiro lugar bem como os seus mandamentos e tudo aquilo que nos conduz ao seu encontro.

É necessário que saibamos ser prudentes naquilo que devemos planejar para não incorrer em práticas inacabadas ou malfeitas; isso traduz a falta de sinceridade ou despreparo para a missão. Tudo o que planejarmos para anunciar o Reino de Deus deverá acontecer de forma objetiva e dentro de uma realidade possível de concretização.

Vivenciar a missão que recebemos no batismo é uma tarefa que se consegue cumprir pela força do Espírito Santo e dedicação aos ensinamentos divinos, sem ufanismo ou vanglória, pois aquele que se põe a serviço da Palavra não busca méritos e nem condecoração, mas se compraz em contribuir com o crescimento dos irmãos na fé e na alegria do Senhor.

O cristão é convocado a ‘tomar a cruz de Cristo’ para ter plenitude em seu trabalho na Igreja, uma vez que sem esta opção, tudo o que for feito se torna inútil, pois trata-se de algo que não tem subsídio vivencial daquilo que o próprio Cristo passou.

O Reino de Deus se vive através das nossas boas ações, das nossas despreocupações com as coisas vãs e especialmente pelas nossos exemplos. Sem oração e sem sacrifício, toda a obra é morta.

terça-feira, 5 de novembro de 2024

 

A vocação de todos os batizados

 

Por Clarício de Araújo Cardoso

No Evangelho de Lucas (14,15-24) temos uma bela comparação de um banquete e o serviço para o Reino de Deus; Jesus fala sobre o convite feito para várias pessoas. Mas todos, recusaram por terem outros afazeres. Por fim, o homem que promovia o tal banquete resolveu liberar a festa para quem fosse encontrado e desejasse participar.

Jesus faz-nos continuamente o convite para segui-lo, mas muitas vezes damos desculpas, dizendo que temos tarefas inadiáveis para cumprir; o banquete que o Senhor quer nos dar é sempre a oportunidade em servi-lo através dos mais necessitados, dos marginalizados, dos sofredores de forma geral.

No entanto, nós com nossa arrogância, ignoramos tão sublime chamado e preferimos os nossos “banquetes”, quais sejam: sexo desregrado, bebedeiras sem limites e por aí vai. Nunca encontramos tempo para as coisas de Deus. Sempre achamos desculpas esfarrapadas para fugir do serviço do Senhor.

O chamado de Jesus para o serviço em sua messe parece ser um fardo pesado e não atrai muitos adeptos. A preferência é sempre pelas nossas necessidades, nosso reino de egoísmo e individualismo. A vocação de todos os batizados é essencialmente trabalhar para o Reino de Deus e isso exige coragem, disposição e muitas vezes sacrifícios.

Esquecemos que fomos chamados a fazer parte do povo de Deus e como tais, a tarefa primordial é viver uma vida de acordo com as suas leis; passamos por dificuldades e temos as nossas fraquezas, mas ao mesmo tempo temos a oportunidade de pedir perdão e recomeçar. Isso nos faz reconhecer a nossa condição de pecadores e ao mesmo tempo de quem deseja segui-lo.

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

 

Viver as Bem-Aventuraças

 

Por Clarício de Araújo Cardoso

 

“Sede santos, porque eu sou santo”. Ao dizer isto Jesus quis nos lembrar que ser santo é ter uma vida em Deus marcada pelo amor, pela doação e pelo serviço, pois foi justamente dessa maneira que ele viveu e quer que sigamos o seu exemplo.

Esta atitude se complementa com o Sermão da Montanha em que Ele fala sobre as Bem-Aventuranças, isto é, os ensinamentos que trazem a verdadeira felicidade a quem quer pertencer ao seu reino. Ser pobre de espírito é reconhecer nossas fraquezas, nossos pecados, chorar os nossos erros, ter um coração isento de rancor e ira. É preciso vivenciar a justiça, ter compaixão e perdoar, ser solidário; encarar as perseguições e as injúrias com paciência e sem revolta. Quem não concordar com orientações de Jesus, não tem como fazer a oração do Pai Nosso.

Tudo isso é possível com oração e fé, contrariando o espirito de revanchismo e “pagar com a mesma moeda”. A santidade de pensamentos e ações nos tornam cristãos resistentes ao desânimo e capazes de buscar sempre a orientação divina, tornando-nos vitoriosos para receber um dia o galardão nos céus. Isso só vai acontecer se soubermos ser “diferentes” e não preferirmos as “vantagens” do mundo.

Viver as Bem-Aventuranças é viver em plenitude o que Jesus propôs à humanidade: uma batalha do bem contra o mal. As Bem-Aventuranças contradizem o orgulho, a vaidade, a ganância, a indiferença, as falsas acusações, o pré-julgamento, enfim, tudo aquilo que é próprio de quem não reconhece seu próximo como irmão; quer tudo para si e somente pensa em sua pretensa felicidade. Porém, a verdadeira felicidade está n’Aquele que é maior que todos. Jesus veio de fato para revolucionar as ideias dominantes e por isso foi condenado.

Nós também seremos tachados de visionários por seguirmos um Deus que quer o bem de todos e vê tudo como um bem comum. Viver os ensinamentos divinos exigem coragem e renúncia, por que a “guerra” desencadeada pela legião do mal se vence pela força chamada Jesus.

sábado, 2 de novembro de 2024

 

O Reino de Deus, aqui e agora!

Por Clarício de Araújo Cardos

Para quem acredita em Deus e vive segundo a sua Palavra, a morte não é algo que nos incomoda, mas que nos põem à reflexão para uma vida voltada àquilo que realmente deve ser experimentado durante a nossa passagem pela Terra, ou seja, a dedicação ao serviço do Senhor. Isso nos leva a ter plena confiança naquilo que Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em Mim, mesmo que morto, viverá para sempre”. Portanto, o cristão verdadeiro não teme a morte física, mas a espiritual, uma vez que esta não há finitude, mas é eterna e por tanto, devemos cuidar com dedicação dela através de um relacionamento firme e sólido com o Deus da Esperança.

O cristão que vivencia as práticas religiosas não vê o fim da vida terrena como uma linha de chegada, mas como o começo da jornada na Casa do Pai, onde um lugar nos foi preparado, conforme as palavras de Jesus; o que deve nos consolar é a certeza de uma morada celestial onde cessam todas as preocupações humanas e somente prevalece a adoração plena à Santíssima Trindade.

Enfim, os seguidores de Cristo, enquanto permanecem neste mundo não devem ter medo da morte e nem encará-la como algo que “tira alguém do nosso convívio”, mas que põe este alguém na vida eterna, o destino de todos os que fizeram a vontade de Deus. Embora para nós humanos, esta passagem custe as nossas lágrimas e a nossa dor, elas não devem ser resultados negativos da fé. Oração e confiança no Deus que nos libertou da escravidão da morte é sinônimo de agradecimento n’Aquele que é o dono da vida e que um dia nos chamará à sua presença. A Palavra diz: “orai e vigiai, pois não sabeis o dia e nem hora em que o Senhor voltará”. E a nossa morte já é uma volta pessoal de Jesus para nós. Estejamos preparados! Estar preparado é aceitar o Reino de Deus, aqui e agora!

 

  Ilha mais habitada do Paraná tem estrutura de cidade Por Clarício de Araújo Localizada na área urbana de Paranaguá, no litoral do Esta...