A
Presença de Maria no Meio do Povo (Uma Reportagem)
Por
Clarício de Araújo
Há 24 anos eu tinha 47 anos de vida e um fato foi marcante no
decorrer da minha caminhada profissional. Trabalhando na Folha do Litoral fui
escalado para cobrir a peregrinação da imagem de Nossa Senhora do Rocio pelas
comunidades marítimas das baías de Paranaguá e Guaraqueçaba. Para mim que já
gostava do mar, a cobertura da visita da Padroeira do Paraná foi um “prato
cheio”, como se diz quando alguma coisa nos agrada profundamente.
E assim eu acompanhei durante oito dias a comitiva
encarregada de levar a Mãe do Rocio ao povo caiçara, onde a população das vilas
recebeu com muito carinho a visita da santinha. Em cada comunidade a presença
da imagem era um alento para o lugar, uma vez que se vivia uma situação de
calamidade em decorrência do vazamento de nafta nas proximidade do Porto,
fazendo com que a pesca fosse proibida.
Os dias das visitas foram de suma importância para os
moradores das orlas das baías, pois além das palavras reconfortantes do bispo
Dom Alfredo Novak, se tinha a presença de uma mãe que velava pelos seus filhos
e o seu olhar carinhoso os faziam ter esperança. Assim, a trajetória da imagem
teve papel fundamental na vida dos pescadores e suas famílias, pois foram
agraciados pela fé.
Para mim, fazer a reportagem foi um privilégio, pois de todas
que eu tinha feito ou fiz até hoje, sem dúvida foi a mais significativa e
gratificante, tanto que foi a única que eu guardo como se fosse um troféu; os
originais publicados nas páginas da “Folha” eu transcrevi para os meus arquivos
e pretendo publicar um opúsculo para que se conheça, não o meu trabalho, mas o
significado da presença de Maria no meio do povo, como ela fez nos primeiros
anos da Igreja.
Eu conto essa façanha com detalhes neste futuro opúsculo.

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