sexta-feira, 11 de abril de 2025

 

A Presença de Maria no Meio do Povo (Uma Reportagem)

Por Clarício de Araújo

Há 24 anos eu tinha 47 anos de vida e um fato foi marcante no decorrer da minha caminhada profissional. Trabalhando na Folha do Litoral fui escalado para cobrir a peregrinação da imagem de Nossa Senhora do Rocio pelas comunidades marítimas das baías de Paranaguá e Guaraqueçaba. Para mim que já gostava do mar, a cobertura da visita da Padroeira do Paraná foi um “prato cheio”, como se diz quando alguma coisa nos agrada profundamente.

E assim eu acompanhei durante oito dias a comitiva encarregada de levar a Mãe do Rocio ao povo caiçara, onde a população das vilas recebeu com muito carinho a visita da santinha. Em cada comunidade a presença da imagem era um alento para o lugar, uma vez que se vivia uma situação de calamidade em decorrência do vazamento de nafta nas proximidade do Porto, fazendo com que a pesca fosse proibida.

Os dias das visitas foram de suma importância para os moradores das orlas das baías, pois além das palavras reconfortantes do bispo Dom Alfredo Novak, se tinha a presença de uma mãe que velava pelos seus filhos e o seu olhar carinhoso os faziam ter esperança. Assim, a trajetória da imagem teve papel fundamental na vida dos pescadores e suas famílias, pois foram agraciados pela fé.

Para mim, fazer a reportagem foi um privilégio, pois de todas que eu tinha feito ou fiz até hoje, sem dúvida foi a mais significativa e gratificante, tanto que foi a única que eu guardo como se fosse um troféu; os originais publicados nas páginas da “Folha” eu transcrevi para os meus arquivos e pretendo publicar um opúsculo para que se conheça, não o meu trabalho, mas o significado da presença de Maria no meio do povo, como ela fez nos primeiros anos da Igreja.

Eu conto essa façanha com detalhes neste futuro opúsculo.


 

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