A Magia
do Rádio
Por
Clarício de Araújo
Eu sempre ouvi rádio, desde a minha infância até os dias
atuais e nos velhos tempos, através do rádio à pilha; gostava de vários
programas que iam do sertanejo ao humorístico, passando por emissoras que apresentavam
músicas clássicas. Hoje me limito a ouvir rádios que transmitem apenas notícias
e raramente ouço algumas que tocam músicas antigas.
Lembro da Rádio Tupi do Rio, que todas as manhãs apresentava
um programa de auditório, onde os artistas cantavam ao vivo, com playback,
evidentemente; havia também emissoras que tinham jornalismo com animação
(programa policial onde os envolvidos eram representados pelos apresentadores
como se fosse um rádio-teatro); não faltavam aquelas que apresentavam as radio-novelas
e por fim, emissoras que além da ave-maria às 18 horas, complementavam o espaço
com belas crônicas de cunho orientativo.
Algumas ficaram eternizadas na minha memória pelas chamadas
dos seus noticiários, tais quais: “O Globo no Ar”, Rádio Globo; “Sentinelas da
Tupi” (Rio); “Grande Jornal Falado Tupi” (São Paulo); “O seu Redator-Chefe”, à
meia-noite, da Rádio Globo; “Correspondente Atalaia”, Rádio Atalaia de
Curitiba. Ainda ouvia as transmissões em português de algumas emissoras
estrangeiras, sintonizadas em ondas curtas, como Rádio Nederland (Holanda) e
Rádio Moscou.
O rádio foi e ainda é a mídia mais atrativa pela facilidade
de acesso em qualquer lugar do planeta, uma vez que podemos ouvir no conforto
do nosso lar, tanto quando estamos em trânsito, pois hoje se sintonizam
emissoras do mundo todo através dos smartphones.
Eu continuo fiel ao rádio, que apesar da sua modernização não
perdeu a essência, a magia, o encanto. Viva o rádio.
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