Ter compaixão dos que têm fome
Por Clarício de Araújo
A Parábola do Rico e Lázaro no faz lembrar que há muitos que
têm em excesso e outros que nada possui, em se tratando de alimentos e
portanto, passam necessidade e entram para o número dos que vivem em
insegurança alimentar. Aqueles que são privilegiados pela sorte desperdiçam alimentos,
exagerando nos banquetes sem pensar nos que passam fome; os “lázaros de hoje” vivem
mendigando às portas dos abastados por um pouco de comida e são ignorados. Às
vezes são até maltratados e expulsos como se fossem bichos.
O rico da Parábola é aquele que não se solidariza com os
sofredores, os “lázaros”, e quando deixa este mundo não encontra a misericórdia
de Deus. Já os pobres recebem a recompensa do Céu; não há mal algum em ser rico
de bens. No entanto, é preciso ser também rico de coração e ter compaixão dos
que têm fome, partilhando aquilo que tem à mesa ou outra forma de ajuda, pois
os desassistidos carecem de muitas coisas e precisam de atenção por parte
daqueles que são aquinhoados pelas regalias.
Os que têm compaixão dos sofredores alcançarão a recompensa
eterna, pois o próprio Deus, na pessoa de Jesus foi solidário com os que tinham
fome, fazendo o milagre da multiplicação dos pães. Da mesma forma, aqueles que
se solidarizam com os famintos, terão seus bens multiplicados e encontrarão
descanso no seio de Abraão.
Este são aqueles que ouvem a voz de Deus através dos profetas
na Terra e praticam a caridade, ao contrário dos que praticam atos egoístas e
esperam que haja intervenção divina para amenizar seus sofrimentos em razão de
seus gestos mesquinhos. Há um grande abismo separando os que estão no Paraíso e
aqueles que não têm a luz de Deus.




