As nossas jovens tardes de domingo
Por Clarício de Araújo
Já me reportei sobre a minha
juventude na Ilha dos Valadares, bem como sobre muitos companheiros e amigos
contemporâneos que ainda estão em nosso meio e alguns já estão na presença de
Deus.
Foi um tempo muito significativo,
pois estávamos formando nossas personalidades e nos abrindo para o mundo, isto
é, para a sociedade, uma vez que aqueles anos juvenis eram o início das nossas
caminhadas de forma independe pois começava ali a preparação para o ingresso no
curso ginasial, como era chamado o Ensino Médio, pela feitura dos documentos
pessoais e também o surgimento das primeiras “paixões” que marcariam
indelevelmente as nossas vidas.
Os dias vividos pareciam infindáveis,
tanto eram os momentos bons na companhia dos amigos e amigas, pessoas que nos
proporcionavam uma contagiante felicidade; eram encontros religiosos, festinhas
americanas ou passeios nos arredores da cidade ou em outros municípios. Porém a
nossa narrativa prende-se às tardes de domingo, quando então o grupinho se
reunia após a missa das 17 horas nas escadarias da igreja para uma descontração
salutar, oportunidade em que a conversa rolava solta, os “namoricos” se expunham
e os talentos artísticos se revelavam na mãos de violonistas excelentes que
executavam belas canções.
Assim eram os nossos domingos, sempre
repleto de momentos saudáveis, fazendo-nos protagonistas de um tempo inolvidável;
hoje, apesar de se passarem muitos anos, eu ainda me vejo junto com todo aquele
grupo sentado nas escadarias, ouvindo João Cotinga, Cinho, Alfeu, Jó, Silas,
Cézar de Guaraqueçaba, entre outros, dedilhando seus violões e dando alma à
tantas canções bonitas que eram tocadas nas rádios e a gente então se sentia
maravilhado. Éramos todos jovens sonhadores... Que saudade!
Nenhum comentário:
Postar um comentário