terça-feira, 25 de março de 2025

 

Polícia Civil divulga imagem de acusado de estupro; ele é foragido

 

Por Clarício de Araújo

 

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) divulgou a foto do homem acusado de estupro contra uma mulher ocorrido recentemente em um posto de combustíveis abandonado. De acordo com matéria divulgada com ampla informação pela imprensa local, ele praticou o ato sem o consentimento da vítima, cuja ação foi registrada por câmera de monitoramento.

Ainda, segundo
a imprensa, o elemento acabou prestando depoimento na Delegacia da Polícia Civil mais não ficou preso por determinação da Justiça, porém o Ministério Público recorreu e ele passou a ser foragido. Trata-se de Nathan Siqueira Menezes, 20 anos.

(Imagem da TVCi)

quarta-feira, 19 de março de 2025

 

Um “velho” moço

Por Clarício de Araújo

Se sentir bem aos 70 anos e ter disposição para atividades profissionais, é sinal de vitalidade; mesmo que a idade possa parecer um fator preocupante, pelo fato de ficar vulnerável, não deixa de ser uma oportunidade de estar plenamente apto para muitas ações. Há quem tema pela nossa segurança e nós realmente temos que estar atentos à esta questão. Porém não é motivo para impedimentos da nossa liberdade.

Trazendo para a minha particularidade, eu me sinto em ótimo estado físico e mental e por incrível que possa parecer, não me vejo alguém que acha que tudo já não dá mais, embora haja algumas limitações, mas, no geral, muitas coisas ainda posso realizar. Hoje, além de escrever, estudo em uma faculdade online, trabalho como repórter do meu jornal, onde sou o editor, diagramador e faço a distribuição; participo de eventos culturais, políticos e sociais, além de vivenciar o campo do amor.

Embora os cabelos e os sinais do tempo marcados no rosto denunciem que sou um idoso, me vejo um “velho” moço, pois para mim, o físico é apenas uma consequência dos anos, enquanto o mental é do espírito. Muitas vezes fui “tentado” a desistir dos meus objetivos pelo fator idade, mas, relutei e fiquei firme nos meus ideais; dei passos importantes à frente e posso afirmar que venci. Tenho muita disposição para continuar a contemplar e amar a natureza, me envolver em ações comunitárias e provar que ainda posso dar muito de mim para a sociedade, se Deus permitir, é claro.

19/03/2025

sábado, 15 de março de 2025

 

Uma

Uma ilha e quatro formas de travessia

(Hoje é    um “paraíso”)

Por Clarício de Araújo

Olhando a facilidade que hoje se tem para atravessar o rio Itiberê, me vem à lembrança os tempos em que fazer essa travessia era coisa demorada e bastante difícil, já que a passagem para o outro lado do rio, ou seja, para o continente era realizada por pequenas embarcações, (canoas e bateiras). Naquela época o rio era bem mais largo. Uma das primeiras barcas a fazer a travessia era do Sr.  Jorge Lacerda, com o nome “Leonilda”. Teve ainda um outro prestador deste serviço, o Sr. Benigno, com o barco “Ney”. Só mais tarde foi que vieram as lanchas da Cooperativa de Transporte Marítimo, denominadas de “Valadares”, por iniciativa do estivador e ativista político João Teixeira. Posteriormente vieram os serviços de barcas particulares do Sr. Tomé Gabriel Sobrinho, com as embarcações “29 de Julho” e “Maralice”, além de uma outra, que não lembro o nome mas era conhecida por “Chata”, devido ao seu formato, e de um outro senhor chamado Belo, com o barco de nome de “Jibóia”.

Anos depois vieram as lanchas da Emdepar – Empresa de Desenvolvimento de Paranaguá, que quase não suportavam a demanda dos passageiros e viviam dando problemas. Às vezes era questão de logística, às vezes eram os valores altos da passagem. Por essas situações, voltou a prática do transporte por bateiras, criando uma espécie de concorrência com os serviços de lanchas, fazendo com que a Capitania dos Portos intervisse e proibisse esse meio. Por fim tudo isso foi superado com a construção da passarela na gestão do prefeito José Vicente Elias. No entanto, o advento desta sonhada “ponte”, resolveu em parte a situação dos insulanos, uma vez que a mesma era estreita e quando circulava algum veículo motorizado (carro do Corpo de Bombeiros, ambulância ou da Polícia), era um caos, pois os pedestres tinham que se encostar no guarda-corpo para dar passagem ao automóvel; veículos particulares eram proibidos, a não ser com autorização especial.

A balsa veio para resolver esse problema, porém os valores cobrados pelo serviço eram considerados altos para os moradores e quando se tratava de caminhões, o valor era mais alto ainda, refletindo nos preços dos alimentos comercializados nos mercados locais. Os horários para a travessia pela balsa também não condiziam com a realidade dos moradores e então esta modalidade de travessia deixava muito a desejar. Com a construção de uma ponte de fato, tudo isso ficou no passado, pois, o tráfego de veículos é realizado com fluidez permitindo que qualquer tipo de veículo passe de forma rápida e segura, uma vez que ela é exclusiva para carros e caminhões. Com o seu advento, hoje se faz a travessa de ônibus até a Rodoviária facilitando o acesso às outras linhas que levam os operários e demais pessoas aos seus locais de trabalho ou estudo. Pode-se dizer que os moradores da ilha estão no “paraíso”, se forem comparar com os anos de 1970. Diga-se de passagem, a Ilha dos Valadares atualmente é mais bem servida do que muitos municípios por esse Brasil afora.

 

 

 


domingo, 9 de março de 2025

 

As nossas jovens tardes de domingo    

Por Clarício de Araújo

Já me reportei sobre a minha juventude na Ilha dos Valadares, bem como sobre muitos companheiros e amigos contemporâneos que ainda estão em nosso meio e alguns já estão na presença de Deus.

Foi um tempo muito significativo, pois estávamos formando nossas personalidades e nos abrindo para o mundo, isto é, para a sociedade, uma vez que aqueles anos juvenis eram o início das nossas caminhadas de forma independe pois começava ali a preparação para o ingresso no curso ginasial, como era chamado o Ensino Médio, pela feitura dos documentos pessoais e também o surgimento das primeiras “paixões” que marcariam indelevelmente as nossas vidas.

Os dias vividos pareciam infindáveis, tanto eram os momentos bons na companhia dos amigos e amigas, pessoas que nos proporcionavam uma contagiante felicidade; eram encontros religiosos, festinhas americanas ou passeios nos arredores da cidade ou em outros municípios. Porém a nossa narrativa prende-se às tardes de domingo, quando então o grupinho se reunia após a missa das 17 horas nas escadarias da igreja para uma descontração salutar, oportunidade em que a conversa rolava solta, os “namoricos” se expunham e os talentos artísticos se revelavam na mãos de violonistas excelentes que executavam belas canções.

Assim eram os nossos domingos, sempre repleto de momentos saudáveis, fazendo-nos protagonistas de um tempo inolvidável; hoje, apesar de se passarem muitos anos, eu ainda me vejo junto com todo aquele grupo sentado nas escadarias, ouvindo João Cotinga, Cinho, Alfeu, Jó, Silas, Cézar de Guaraqueçaba, entre outros, dedilhando seus violões e dando alma à tantas canções bonitas que eram tocadas nas rádios e a gente então se sentia maravilhado. Éramos todos jovens sonhadores... Que saudade!

 

sexta-feira, 7 de março de 2025

 CRIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES

 

A Associação de Moradores da Ilha dos Valadares teve origem dentro do Clube de Jovens da capela de Nossa Senhora dos Navegantes, depois da visita de um jovem marinheiro vindo da cidade do Rio de Janeiro, conhecido por Castilho. Naquela época (1979), a ilha necessitava de muitos benefícios, e, portanto, nada mais justo do que fundar uma entidade que representasse o povo e lutasse pelos interesses do mesmo. A partir de então, o desejo de concretizar a ideia trazida pelo jovem carioca foi crescendo e surgiram outras pessoas que ajudaram a alimentar tal desejo. Realizou-se então a primeira reunião liderada pelos integrantes do grupo de jovens, onde foram explicados os objetivos do encontro. Algumas pessoas não entenderam as nossas propostas e acabaram por gerar uma ideia negativa, tachando a reunião e seus líderes de subversivos.

 

No dia 20 de novembro de 1979, aconteceu uma reunião nas dependências do Salão da Igreja Católica (onde nasceu à ideia da associação) e mais tarde na Escola Cidália Rebello Gomes, quando finalmente constituiu-se uma Comissão para a efetivação da Associação de Moradores. Dando início aos trabalhos, o Sr. Luiz Alves dos Santos esclareceu aos presentes, as finalidades e os benefícios que tal entidade traria para a ilha. Por aclamação, foi escolhida uma diretoria provisória, que ficou assim composta: presidente Luiz Alves dos Santos, vice-presidente Ciro Abalem; 1.º secretário Ewaldo Maia; 2.º secretário- Loacir Assunção Silva; 1º tesoureiro- Aristo Modesto do Rosário; 2.º tesoureiro Iranor Lopes; orador Osvaldo Pires Ferreira. Esta diretoria assumiu no dia 20 de Março de 1980 e comandou a entidade até 11 de Maio de 1981.

 

De 1981 a 1983 – presidente Luiz Alves dos Santos; vice-pre-sidente Ciro Abalem; 1.º secretário Antônio Alexandre Silva; 2.º secretário Iara de Lourdes Vanolli Torres; 1.º tesoureiro Ewaldo Maia; 2.º tesoureiro Aristo Modesto do Rosário; orador Loacir As-sunção Silva. Gestão 1983 a 1985 - presidente Luiz Alves dos Santos; vice -presidente Ciro Abalem; 1.º secretário Antônio Alexandre Silva; 2.º secretário- Iara de Lourdes Vanolli Torres; 1.º tesoureiro Aristo Modesto do Rosário; 2.º tesoureiro Afonso Suave; orador Loacir Assunção Silva.

 

Gestão 1985 a 1987 - presidente Mário Pontes do Rosário; vi-ce-presidente Nelson Rodrigues da Veiga; 1.º secretário- Iara de Lourdes Vanoli Torres; 2.º secretário Loacir Assunção Silva; 1.º te-soureiro Antonio Batista Damaceno; 2.º tesoureiro Aristo Modesto do Rosário; orador Ciro Abalem. Esta diretoria foi alterada em 21 de março de 1986, sendo 1.º secretário Loacir Assunção Silva; 2.º secretário Aristo Modesto do Rosário; 2.º tesoureiro Marcílio Gon-çalves Maia e orador Luiz Alves dos Santos.

 

Gestão 1987 a 1988 – presidente Loacir Assunção Silva (1.º presidente eleito por voto secreto); vice-presidente Eugênio dos Santos; 1.º secretário Aristo Modesto do Rosário; 2.º secretário-Wilson Gonçalves Maia; 1.º tesoureiro Mário Pontes do Rosário; 2.º tesoureiro- David Godoy; orador Romeu Alves Maia.

 

Gestão 1988 a 1991 – presidente Romão Costa; vice-presiden-te Antonio Batista Damaceno; 1.º secretário Loacir Assunção Sil-va; 2.º secretário João Carlos Alves Rodrigues; 1.º tesoureiro Sueli Nascimento Balduino; 2.º tesoureiro Marina Mathias; orador Ciro Abalem.

 

Gestão 1991 a 1993 – presidente Celso de Souza; vice-presidente Saulo Rosa; 1.º secretário Romeu Alves Maia; 2.º secretário Clarício de Araújo Cardoso; 1.º tesoureiro Richard dos Santos; 2.º tesoureiro Iranor Lopes. Em 11 de outubro do mesmo ano, esta diretoria sofreu alteração, sendo vice-presidente Mario Pontes do Rosário; 1.º secretário- Clarício de Araújo Cardoso; 1.º tesoureiro- Angelino Bozza; 2.º tesoureiro- Iara de Lourdes Vanoli Torres; diretor de Patrimônio- Ruy Batista Teixeira; orador José Carlos Cordeiro do Nascimento.

 

Gestão 1993 a 1995 – presidente Clarício de Araújo Cardoso; vice-presidente João Carlos Alves Rodrigues; 1.º secretário Marco Antonio de Souza; 1.º tesoureiro José Carlos Cordeiro do Nascimento; 2.º tesoureiro Roberto Martins; diretor de Patrimônio Marcílio Gonçalves Maia; orador Paulo Roberto Pedreira de Souza.

 

Gestão 1995 a 1998 – presidente Romeu Alves Maia; 1.º secretário Clarício de Araújo Cardoso; 2.º secretário- Viarone Morais; 1.º tesoureiro- Aristo Modesto do Rosário; 2.º tesoureiro Nilson Padovani; orador Loacir Assunção Silva; diretor de Patrimônio Arnoldo Fernandes. No dia 5 de junho de 1996, passou a ser 2.º secretário- Loacir Assunção Silva; 1.º tesoureiro Nilson Padovani; 2.º tesoureiro Aldeci da Silva Alexandre e diretor de Patrimônio Antonio Calado Júnior.

quinta-feira, 6 de março de 2025

 

AÇÃO MUNICIPAL

 

Valadares passou a conhecer desenvolvimento, a partir de 1960, quando era prefeito, o saudoso professor Nelson de Freitas Barbosa, que mandou construir as escadarias da Igreja, obra esta que veio solucionar um antigo problema da localidade: a erosão. Graça a essa atitude, a ilha ganhou novo aspecto e os moradores segurança, pois o perigo de desabamento das residências em volta da antiga igrejinha desapareceu. Depois veio a energia elétrica, pois até então, a população servia-se de lampiões a querosene ou gás. Nelson Barbosa mandou construir ainda, um Posto de Saúde e um Centro Social, batizado de “Dona Ivone Pimentel”, em homenagem à esposa do então governador do Estado Paulo Pimentel. Neste local funcionou ainda uma escola de artesanato, mantida pela prefeitura, com cursos de cerâmica, entalhe em madeira, confecção de peças de couro e macramé. Também foi construído um reservatório elevado de água e uma lavanderia, além da Estação Fluvial de Passageiros (Ponto das Lanchas). Na administração do prefeito José Vicente Elias, quando da sua primeira passagem pela prefeitura, a ilha ganhou duas escolas, sendo uma na Vila Itiberê, denominada de “Gabriel de Lara” e outra na Vila Sete de Setembro que recebeu o nome do bairro, ambas de madeira.

 

Em sua segunda gestão, mandou construir mais duas unidades escolares, estas já em alvenaria, desta feita beneficiando a Vila Nova, com a denominação de “Graciela Elizabete Almada Diaz” e no Sete, homenageando a Sra. Iracema dos Santos, que por muitos anos dedicou-se ao ensino do artesanato; Mandou ainda construir dois postos de Saúde nas referidas vilas, bem como a passarela ligando a ilha ao continente, que recebeu o nome de “Antônio José Sant’Ana Lobo Neto” e o cemitério “São Francisco de Assis”, localizado no Sete de Setembro. O prefeito Waldir Salmon foi quem construiu o Posto Policial Militar, denominado “Francisco Inácio de Assis”, assim como a sede da Administração Regional, sendo Marco Aurélio Cechelero o primeiro, salvo engano, a ocupar o cargo de administrador, vindo depois, Nelson Luiz Ferreira (Abacate) e o primeiro trecho de pavimentação com pedras, indo do pátio da Igreja Católica até a Administração Regional. Em 1993, na gestão de Carlos Tortato, foi realizado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC), um estudo técnico para a implantação do sistema de coleta, transporte e destinação final dos resíduos sólidos ali gerados, pois, até então não havia uma preocupação com o lixo doméstico. Devido a falta de saneamento básico, os esgotos corriam a céu aberto; o lixo espalhado misturava-se aos esgotos causando o assoreamento das valetas que por sua vez, formavam lagoas onde proliferavam todos os tipos de insetos. Esta gestão realizou também a construção do novo prédio da escola “Gabriel de Lara” e do Posto de Saúde, passarelas com lajotas, ligando alguns pontos da localidade, Usina de Reciclagem do Lixo e manilhamento de valetas.

 

A gestão do prefeito Mário Roque, mandou construir a Praça Ciro Abalem, hoje o cartão de visita da ilha e motivo de orgulho da comunidade insulana. Foram desenvolvidos serviços de canalização de todos os córregos e valetas, pavimentação das principais vias de acesso. Também foram construídas novas salas da aula, um novo Posto da Polícia Militar, desta feita na cabeceira da passarela, sendo o antigo prédio transformado em Posto do Corpo de Bombeiros; Posto do Correio, Mercadinho de Frutas e Verduras, Mercadinho de Peixe e a nova sede da Administração Regional, bem como creches nas duas extremidades da ilha. A segurança não foi esquecida, pois o prefeito Roque instalou dois módulos da Guarda Municipal, sendo um na Vila Nova e outro no Sete de Setembro, bem como incentivou o artesanato e a cultura local. Por último, a administração Mario Roque entregou à  população insulana, o alargamento da passarela, aumentando em mais 2,5m. Com esse feito, pode-se trafegar tranquilamente sem o incômodo espreme-espreme de antes, principalmente quando por ali transitavam os veículos oficiais e até mesmo os particulares. Além do mais, a administração Mário Roque apoiou todos os movimentos esportivos, culturais e religiosos da ilha, através das fundações de Cultura e Turismo, respectivamente. Foram resgatadas as festas de Nossa Senhora dos Navegantes (a procissão marítima) e a do Divino com suas bandeiras e orações. O fandango também ganhou destaque com os Grupos “Mestre Romão” e “Mestre Eugênio”.

 

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