domingo, 29 de dezembro de 2024

 

Procissão abre Ano Jubilar da Diocese de Paranaguá; Peregrinos da Esperança

 






Por Clarício Araújo

 

O bispo diocesano de Paranaguá, Dom Edmar Peron, abriu o Ano Jubilar – Peregrinos da Esperança, sábado (28), festa da Sagrada Família, com o ato litúrgico iniciado na Igreja Matriz da Ilha dos Valadares, seguido de procissão até a Catedral Diocesana onde foi realizada a missa com a participação de diversos padres. A celebração eucarística teve ainda a presença de fiéis de diversas paróquias, que lotaram as dependências do templo.

Segundo o Decreto do bispo, vários templo espalhados pelo território diocesano serão locais específicos para a peregrinação, onde as pessoas receberão as indulgências especiais durante o Ano Santo de 2025. Essa ação está em conformidade com a Bula do Papa Francisco sobre a proclamação do Jubileu Ordinário, cujo tema é “A Esperança não decepciona”, mensagem central do Ano Jubilar.

Em sua homilia, o bispo diocesano disse que o Papa Francisco está chamando a nossa atenção pra uma crise que nós nem sempre nos damos conta dela. A crise da esperança. A gente está se descuidando de cuidar da esperança cristã; este ano inteirinho, como foi o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que possamos recordar diante do altar nossa esperança em Jesus Cristo e o Ano Santo é para refazer os nossos laços de igreja, pois somos a Igreja do Senhor. O Ano Santo, segundo o bispo, é para nos ajudar a refazer as forças da penitência, que é fazer aquilo que deixamos de lado, como ler a Bíblia todos os dias, rezar, se reconciliar com aqueles que cortamos a relação e assim por diante.

“A graça do Jubileu é para que nós, participando do sacramento da Penitência (Confissão), possamos depois fazer penitência e em nossos corações surja o motivo de esforço de não pecar, isto é, que a gente deteste o pecado e ame a graça. É este o caminho penitencial do Ano da Esperança”, enfatizou Dom Edmar.                                                                                                                                                                                                                                                         


sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

 

Vereador Ricardo lança projeto “Visconde, restaurar é amar”

 












Por Clarício de Araújo Cardoso

 

O vereador eleito Ricardo dos Santos fez na manhã de hoje (27), na sala da presidência do “Palácio Carijó”, sede da Câmara Municipal, o lançamento do projeto “Visconde, restaurar é amar”, iniciativa de sua autoria que tem como objetivo a restauração do “Palácio Visconde de Nácar”, prédio este que já foi sede dos poderes Executivo e Legislativo de Paranaguá e que se encontra em situação crítica de abandono, a ponto de desabar. Neste encontro estiveram presentes vários vereadores e a imprensa local. O projeto ganhou até divulgação através de camisetas, que foram distribuídas durante o ato.

Ricardo fez uma apresentação através de vídeo mostrando a reforma realizada em 2004, quando ele era presidente daquele Poder, informando que depois disso o prédio foi desocupado e de lá para cá vem se deteriorando. De acordo com o parlamentar que está de retorno, o Palácio Visconde de Nácar tem um significado muito importante em sua vida pública, uma vez que foi ali que ele iniciou sua carreira política.

Ricardo disse que o projeto já existe e que há uma verba da Câmara ou se o prefeito preferir realizar um empréstimo para a restauração do referido prédio, terá todo apoio dos vereadores para que isso se concretize o mais rápido possível.

O valor da obra está orçado em torno de 15 milhões de reais. “O Visconde é nosso. Não podemos deixar que ele caia” pois se isso acontecer, vai ficar muito feio para Paranaguá, disse o vereador. O próximo passo, segundo Ricardo, é fazer o Termo de Referência e o de Licitação da obra para que esse projeto saia do papel.

 

sábado, 14 de dezembro de 2024

 

Rezar e Esperar

 

Por Clarício de Araújo Cardoso

 

A nossa condição humana nos faz querer as coisas de maneira imediata, como se tudo acontecesse em um toque de mágica. Porém nem tudo pode ser assim ou estar à nossa disposição; os nossos desejos e as nossas necessidades acontecerão no tempo de Deus e para isso é preciso confiar, rezar e esperar. Esta é a chave para aqueles que acreditam nas promessas de Jesus, uma vez que, as suas palavras não têm meio termo. Elas são absolutas e verdadeiras, pois Deus não brinca com as pessoas, não faz de conta.

Demoramos para entender a razão pela qual muitos pedidos não se realizam em nossas vidas. Deus sabe o que é melhor para nós, pois Ele conhece as nossas intenções e Ele faz aquilo que realmente precisamos e não o que achamos ser essencial ou necessário; muitos projetos para as nossas vidas estão nas mãos do Criador e no tempo que ele permitir, com certeza se realizarão de forma espetacular que até não acreditaremos que eles se concretizaram.

Mesmo que soframos em alguns momentos pela falta de um teto digno ou de uma condição de vida melhor, não podemos nos entregar ao desespero e nos maldizer, a ponto de culpar a Deus pela nossa momentânea “derrota” ou fracasso. Creia, a tempestade vai passar se colocarmos todas as preocupações no coração divino; jamais deveremos deixar nosso barco à deriva, mas entrega-lo para Aquele que domina os ventos e as ondas impetuosas, pois Ele nos conduz a um porto seguro. Basta se deixar envolver no seu amor e na sua paz. Rezar e esperar, com a paciência de Jó. O resto é por conta d’Aquele que tem o controle sobre todas as coisas.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

 

O domingo na Praça

 

Clarício de Araújo

 

O domingo estava convidativo para um passeio pelo centro da cidade; o azul do céu emoldurado pelas palmeiras e o manguezal do rio Itiberê era o belo cartão postal para quem procurava um lugar na Praça de Eventos. Algumas crianças e adultos procuravam se refrescar nas águas do histórico rio, o mesmo que em tempos idos foi caminho para a chegada dos primeiros povoadores que ali aportaram a fim de colonizar as novas terras do Sul.

Mas o dia na Praça era espetacular para desfrutá-lo sozinho ou acompanhado e se havia companhia, ele era perfeito para se expressar em palavras ou gestos o carinho pela pessoa amada, ainda que o sol escaldante incomodasse aqueles que se aventuraram a passar um domingo diferente; o vento leste que soprava, abrandava o calor que não poupou a pele branca, que em pouco tempo virou “pimentão”. Porém, a vontade de esquecer a rotina do dia a dia era maior que valia a pena ali permanecer até quase ao final da tarde.

O domingo na Praça foi proveitoso e recompensador, pois, além de contribuir para reposição das energias foi ainda motivo para um bate-papo descontraído com os amigos. As horas se tornam mais alegres e festivas, uma vez que os momentos ali vividos transmitiram ao coração um carrossel de emoções que ficam eternizadas na alma de quem se entrega à dimensão do amor, à vida e à natureza.

 

Eu e as minhas músicas

(Parte da minha história)

 

Clarício de Araújo

 

Como disse alguém: ‘recordar é viver’. Por isso eu vivo a recordar os tempos em que ouvia várias emissoras de rádio e entre elas, a que mais me marcou, foi a Rádio Atalaia de Curitiba. Por isso eu trago comigo muitas lembranças de um tempo dourado onde as canções embalavam os nossos sonhos. Este gostar de ouvir músicas me acompanha desde as minha infância, do velho toca-discos, do rádio e de trabalhar em rádio, como operador de som (sonoplasta) que fui. Hoje continuo a ouvir estas músicas através do computador no formato MP3. Graças a essa tecnologia pude recuperar inúmeras canções e até mesmo ter outras que ficaram perdidas no tempo.

Entretanto, o fato de ouvir as “velharias”, com dizem os jovens, não me prende ao passado de forma efetiva, mas me transporta apenas a um momento especial, pois, os dias em que vivenciamos alegres e acompanhados pelas letras e melodias saudáveis, jamais se apagarão das nossas memórias. Eles somente ficaram distantes no tempo, porém, vivos dentro de nós. E isso, o tempo não vai apagar.

Lembro bem dos títulos e das melodias que ecoavam do velho radinho ou da vitrolinha (toca-discos); do locutor que anunciava a canção: “Roberto Carlos, de Roberto e Erasmo, A Distância”, ou “Pholhas, de Satisteban e Malagutti, My Mistake...” E assim se passavam os dias, sempre ao som de belas composições que, em algum momento pareciam ser feitas pra gente... nos tocava e emocionava e por fim, era o mundo que imaginávamos.

Por isso essas canções são para mim, um acervo inestimável e mesmo que não digam nada para muitos, elas são parte da minha história que já dura setenta anos.

  Ilha mais habitada do Paraná tem estrutura de cidade Por Clarício de Araújo Localizada na área urbana de Paranaguá, no litoral do Esta...