sábado, 17 de maio de 2025

 

ARDOR MISSIONÁRIO

 

Em sua exortação apostólica “Evangelii Gaudium” (Alegria do Evangelho), o papa Francisco nos desperta para o anúncio do Reino de Deus, numa ação transformadora e missionária da Igreja em saída em direção das periferias. Se a Igreja inteira assumir esse dinamismo missionário, há de se atingir a todos, sem exceção.

A participação em alguma atividade interna ou movimento cristão sempre é louvável, porém, não deve limitar a ação evangelizadora, pois, permanecer alheio a esse chamado é negar a vocação dos batizados. Ficar apenas ligado a uma organização onde se ouve a Palavra, pode se considerar privilegiado, uma vez que se tem acesso fácil ao conhecimento do Reino, enquanto muitos irmãos sequer têm alguma oportunidade de conhecer Jesus. É preciso que o anúncio vá além das paredes da igreja e chegue aos pontos mais distantes e necessitados da presença de Cristo.

Para os apóstolos de hoje, o ardor missionário tem que se tornar um desafio incessante, como naqueles primeiros enviados, vivenciando o Evangelho com seus exemplos, com autenticidade pessoal e bastante empenho pela salvação das almas; que fique plantada em cada comunidade a semente do Reino com amor e que possa ser regada pacientemente até que ela cresça solidificada na fraternidade e dê frutos e ali, a luz de Cristo brilhe intensamente.

Os chamados para o serviço missionário, são enviados para atender a ordem do próprio Jesus: “ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura...” Portanto, a messe é grande e necessita de muitos operários. Que essa ordem não fique só no discurso, na retórica, mas que se cumpra efetivamente, sem se preocupar com resultados imediatos, pois isso não existe, mas com a certeza de que os “frutos” um dia serão colhidos.

 

(Clarício de Araújo Cardoso, acadêmico de Teologia)

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