ARDOR MISSIONÁRIO
Em sua exortação apostólica “Evangelii
Gaudium” (Alegria do Evangelho), o papa Francisco nos desperta para o
anúncio do Reino de Deus, numa ação transformadora e missionária da Igreja em
saída em direção das periferias. Se a Igreja inteira assumir esse dinamismo
missionário, há de se atingir a todos, sem exceção.
A participação em alguma atividade
interna ou movimento cristão sempre é louvável, porém, não deve limitar a ação
evangelizadora, pois, permanecer alheio a esse chamado é negar a vocação dos
batizados. Ficar apenas ligado a uma organização onde se ouve a Palavra, pode
se considerar privilegiado, uma vez que se tem acesso fácil ao conhecimento do
Reino, enquanto muitos irmãos sequer têm alguma oportunidade de conhecer Jesus.
É preciso que o anúncio vá além das paredes da igreja e chegue aos pontos mais
distantes e necessitados da presença de Cristo.
Para os apóstolos de hoje, o ardor
missionário tem que se tornar um desafio incessante, como naqueles primeiros
enviados, vivenciando o Evangelho com seus exemplos, com autenticidade pessoal
e bastante empenho pela salvação das almas; que fique plantada em cada
comunidade a semente do Reino com amor e que possa ser regada pacientemente até
que ela cresça solidificada na fraternidade e dê frutos e ali, a luz de Cristo
brilhe intensamente.
Os chamados para o serviço
missionário, são enviados para atender a ordem do próprio Jesus: “ide por todo
o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura...” Portanto, a messe é grande e
necessita de muitos operários. Que essa ordem não fique só no discurso, na
retórica, mas que se cumpra efetivamente, sem se preocupar com resultados
imediatos, pois isso não existe, mas com a certeza de que os “frutos” um dia
serão colhidos.
(Clarício de Araújo Cardoso,
acadêmico de Teologia)
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