O desenvolvimento da Ilha
dos Valadares
( 1968-2008)
Por Clarício de Araújo
A Ilha dos Valadares conheceu desenvolvimento, a
partir de 1968, quando era prefeito o professor Nelson de Freitas Barbosa, que
mandou construir as escadarias da Igreja Católica, obra essa que solucionou um
antigo problema da localidade: a erosão. A ilha ganhou novo aspecto e os
moradores, segurança, pois o perigo de desabamento das residências em volta da
antiga igrejinha desapareceu.
Depois veio a energia elétrica, pois até então, a
população servia-se de lampiões a querosene ou gás. Nelson Barbosa mandou
construir ainda, um Posto de Saúde e um Centro Social, denominado “Dona Ivone
Pimentel”, em homenagem à esposa do então governador do Estado, Paulo Pimentel.
Neste local funcionou uma escola de artesanato,
mantida pela prefeitura, com curso de peças em cerâmica, entalhe em madeira,
confecção de peças de couro e macramê. Também foi construído um reservatório
elevado de água e uma lavanderia, além da Estação Fluvial de Passageiros (Ponto
das Lanchas).
Na administração do prefeito José Vicente Elias,
quando da sua primeira passagem pela prefeitura, a ilha ganhou duas escolas,
ambas de madeira, uma na Vila Itiberê, denominada de “Gabriel de Lara” e outra
na Vila Sete de Setembro que ganhou o nome do bairro.
Em sua segunda gestão, mandou construir mais duas
unidades escolares, estas em alvenaria,
desta feita beneficiando a Vila Nova, com a denominação de “Graciela Elizabete
Almada Diaz” e no Sete, homenageando a Sra. Iracema dos Santos, que por muitos
anos dedicou-se ao ensino do artesanato; Mandou ainda construir dois postos de
Saúde nas referidas vilas, bem como a passarela ligando a ilha ao continente,
que recebeu o nome de “Antônio José Sant’Ana Lobo Neto” e o cemitério “São
Francisco de Assis”, localizado no Sete de Setembro.
O prefeito Waldir Salmon foi quem construiu o Posto
Policial Militar, denominado “Francisco Inácio de Assis”, assim como a sede da
Administração Regional; o primeiro trecho de pavimentação com pedras, indo do
pátio da Igreja Católica até a Administração Regional. Em 1993, na gestão de
Carlos Tortato, foi realizado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC), um
estudo técnico para a implantação do sistema de coleta, transporte e destinação
final dos resíduos sólidos ali gerados, pois, até então não havia uma
preocupação com o lixo doméstico.
Devido à falta de saneamento básico, os esgotos
corriam a céu aberto; o lixo espalhado misturava-se aos esgotos causando o
assoreamento das valetas que por sua vez, formavam lagoas onde proliferavam
todos os tipos de insetos. Esta gestão realizou também a construção do novo
prédio da escola “Gabriel de Lara” e do Posto de Saúde, passarelas com lajotas,
ligando alguns pontos da localidade, Usina de Reciclagem do Lixo (construída
pelo Provopar Estadual) e manilhamento de valetas.
NOVOS SERVIÇOS
A gestão do prefeito Mário Roque, mandou construir a
Praça Ciro Abalem, hoje o cartão de visita da ilha e motivo de orgulho da
comunidade insulana. Foram desenvolvidos serviços de canalização de todos os
córregos e valetas, pavimentação das principais vias de acesso. Também foram
construídas novas salas da aula, um novo posto da Polícia Militar, desta feita
na cabeceira da passarela, sendo o antigo prédio transformado em posto do Corpo
de Bombeiros; posto do Correio, Mercadinho de Frutas e Verduras, Mercadinho de
Peixe e a nova sede da Administração Regional, bem como creches nas duas
extremidades da ilha.
O prefeito Roque instalou dois módulos da Guarda
Municipal, sendo um na Vila Nova e outro no Sete de Setembro, bem como
incentivou o artesanato e a cultura local.
Nos últimos anos da sua administração, fez o
alargamento da passarela, aumentando em mais dois metros e meio. Com esse
feito, pode-se trafegar tranquilamente sem a necessidade de se deslocar para as
laterais da ponte para dar passagem aos veículos.
Além do mais, a administração Mário Roque apoiou todas
as atividades esportivas, culturais e religi0sas da ilha, através das Fundações
de Cultura e Turismo, respectivamente. Foram resgatadas as festas de Nossa
Senhora dos Navegantes (a procissão marítima) e a do Divino com suas bandeiras
e orações. O fandango também ganhou destaque com os Grupos “Mestre Romão” e
“Mestre Eugênio”.