sábado, 31 de maio de 2025

 

Ilha dos Valadares está de luto; morreu Marcílio Maia (Duca)



      Da esquerda para a direita: Dona Arlinda (esposa), Wilson (filho) e Wando (Neto)



Clarício de Araújo

A notícia do falecimento de Marcílio Gonçalves Maia, popularmente conhecido por Duca, 95 anos, ocorrido no final da noite de ontem (30), deixou os moradores da Ilha dos Valadares em luto. Pioneiro da Comunidade Católica, foi por longos anos, o responsável pela manutenção da antiga capela de
Nossa Senhora dos Navegantes, dedicando parte da sua vida às atividades religiosas locais.

Nascido na Vila de Medeiros, em Guaraqueçaba em 1929, chegou na Ilha dos Valadares no ano de 1957, com 28 anos. Aqui construiu sua família e angariou amizades, tornando-se conhecido nos meios esportivos, onde integrou várias equipes e também na área religiosa, atuando como membro da Associação Mariana da Catedral e ministro extraordinário da Sagrada Comunhão; fez parte de várias diretorias da Associação dos Moradores da Ilha.

quarta-feira, 21 de maio de 2025

 

Dom Edmar pastoreou a Igreja de Paranaguá por quase 10 anos

Por Clarício de Araújo

Nomeado pelo Papa Francisco em 25 de novembro de 2015, Dom Edmar Peron pastoreou a Diocese de Paranaguá por quase 10 anos. O bispo de 60 anos pediu sua renúncia do governo da Igreja particular sediada na cidade polo do Litoral do Paraná alegando que precisaria se afastar por questões particulares. Dom Edmar encaminhou a sua renúncia ao Papa Leão XIV que aceitou o pedido, protocolado no dia 20 deste mês, através da Nunciatura Apostólica no Brasil.

Em nota oficial, Dom Edmar declarou: “É preciso que outro continue a missão de ‘portar’ Jesus, e fazê-lo ser aclamado e amado. Já não tenho mais forças. Muitas vezes, meu sorriso camuflou a dor. Não me arrependo de ter agido assim. Mas chegou o momento de reconhecer que estou enfraquecido e preciso parar”. A Diocese de Paranaguá será temporariamente administrada por Dom Bruno Elizeu Versari, bispo de Ponta Grossa.

Dom Edmar ao longo desse tempo conduziu o povo católico concentrado nos quatorze municípios que integram o território diocesano, orientando e ensinando a fé dos apóstolos. A sua missão de pastor foi profícua. O bispo esteve sempre à frente das situações de cunho administrativos e pastorais, procurando direcionar a Igreja de forma que correspondesse aos Direitos Canônicos, sempre empregando seus conhecimentos doutrinais para a formação do povo de Deus.

Na Ilha dos Valadares ele promoveu a reforma da Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Navegantes, que incluiu o Altar, a Pia Batismal e o Presbitério, de forma teológica para a compreensão do verdadeiro sentido dos ofícios religiosos.

21/05/2025

terça-feira, 20 de maio de 2025

 

Fases da Vida

Por Clarício de Araújo

 

A nossa existência passa por transformações físicas e comportamentais; isso é do conhecimento geral. Quando criança, o corpo apresenta uma aparência viçosa, tal qual uma flor que acabou de desabrochar; nos chamam de criança linda, de “príncipe” ou “princesa” e outros adjetivos. 

Na adolescência, já um pouco mais “jeitoso” ou “jeitosa”, nos acham a coisa mais maravilhosa do mundo. Com ares de "mocinho" ou "mocinha"; nos apresentamos para a sociedade como alguém que deseja ocupar todos os espaços e aí, pretendemos conquistar um a um, seja no campo do amor, dos estudos e da família. Agora já somos “donos” de nós mesmos. Não admitimos interferências que podam a nossa liberdade e ai de quem se opor.

Vem o tempo em que as coisas ficam sérias e entramos no período da maturidade; assumimos algumas tarefas e uma delas é o trabalho. Já fazendo planos para o futuro, enveredamos pelas trilhas de uma solidez financeira e constituição de uma nova família. O corpo agora apresenta mais robustez e os primeiros sinais de um tempo cuja tendência é começar a perder a aparência atrativa para dar lugar às marcas do tempo. Não há como disfarçar e a melhor maneira de conviver com ela é aceitar.

Por fim, chegamos a um ponto em que já concluímos quase todos os nossos objetivos; agora a realidade nos traz uma nova imagem: um corpo menos atraente e menos valorizado, no sentido de ser admirado.  As marcas do tempo vão se acentuando, mas no entanto, a capacidade de produzir ou de realizar um sonho ou uma meta não acaba na fase em que alguns insistem em chamar de fim de carreira, ou ainda pior, fim da vida. Há quem diga: "Para que você quer estudar, se o seu tempo já passou?".

Já bastante vividos, podemos não aparecer bem nas fotos, mas, o que importa na verdade é se sentir bem por dentro; somos gratos a Deus por que passamos por todas essas fases, tanto que agora temos como dizer: aos nove anos eu era assim; aos 15, desse jeito; aos 60, com essa cara que vocês me conhecem. São fases da vida.

Ainda bem que guardamos as fotos antigas para recordar os bons momentos que a vida nos ofereceu; as lembranças contam a nossa história mas não devolvem os áureos dias de um tempo que já se foi...

domingo, 18 de maio de 2025

 


AMAR DEVE SER UMA AÇÃO CONSTANTE

Clarício de Araújo

“Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros" é o mandamento de Jesus.

À primeira vista é uma prática bastante difícil de se executar, uma vez que os seres humanos têm por natureza o senso de defesa e preservação de si mesmo. Exemplificando: no caso de uma ofensa ou uma atitude grave, é comum a troca de ações e entre os oponentes, não obstante as pessoas sejam dotadas do espírito divino.

Porém, é justamente o Espírito de Deus que deve agir no coração daqueles que o temem e os fazem desviar-se do mal diante de uma situação embaraçosa; as possíveis contendas são objetos distantes de quem vive em oração e se acaso ocorrer uma oportunidade para isso, estes irão saber usar as palavras certas para conter a ira do seu opressor. Isso é uma luta entre o bem e o mal que só vence quem tem a espada da fé.

Portanto, amar deve ser uma ação constante para quem quer viver o Reino de Deus na Terra. Pois, se isso não acontecer, a nossa fé é em vão, fraca e recheada de ações mentirosas para disfarçar um coração vil. Amar o próximo enfim, exige despojamento do orgulho e da maldade; quem ama o seu semelhante se iguala ao Criador, não literalmente evidentemente, mas reflete o amor que Ele inspira, pois Deus é Amor.

 

sábado, 17 de maio de 2025

 

ARDOR MISSIONÁRIO

 

Em sua exortação apostólica “Evangelii Gaudium” (Alegria do Evangelho), o papa Francisco nos desperta para o anúncio do Reino de Deus, numa ação transformadora e missionária da Igreja em saída em direção das periferias. Se a Igreja inteira assumir esse dinamismo missionário, há de se atingir a todos, sem exceção.

A participação em alguma atividade interna ou movimento cristão sempre é louvável, porém, não deve limitar a ação evangelizadora, pois, permanecer alheio a esse chamado é negar a vocação dos batizados. Ficar apenas ligado a uma organização onde se ouve a Palavra, pode se considerar privilegiado, uma vez que se tem acesso fácil ao conhecimento do Reino, enquanto muitos irmãos sequer têm alguma oportunidade de conhecer Jesus. É preciso que o anúncio vá além das paredes da igreja e chegue aos pontos mais distantes e necessitados da presença de Cristo.

Para os apóstolos de hoje, o ardor missionário tem que se tornar um desafio incessante, como naqueles primeiros enviados, vivenciando o Evangelho com seus exemplos, com autenticidade pessoal e bastante empenho pela salvação das almas; que fique plantada em cada comunidade a semente do Reino com amor e que possa ser regada pacientemente até que ela cresça solidificada na fraternidade e dê frutos e ali, a luz de Cristo brilhe intensamente.

Os chamados para o serviço missionário, são enviados para atender a ordem do próprio Jesus: “ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura...” Portanto, a messe é grande e necessita de muitos operários. Que essa ordem não fique só no discurso, na retórica, mas que se cumpra efetivamente, sem se preocupar com resultados imediatos, pois isso não existe, mas com a certeza de que os “frutos” um dia serão colhidos.

 

(Clarício de Araújo Cardoso, acadêmico de Teologia)

quarta-feira, 14 de maio de 2025



 

Exposição “Terra, Mar, Ar e Fogo” é aberta ao público; a mostra vai até junho

Texto e fotos: Clarício de Araújo  




A partir de hoje até o dia 13 de junho a Exposição “Terra, Mar, Ar e Fogo”, uma inciativa do grupo Benditas Todas as Mãos ficará aberta ao público das 8 horas às 17 horas (de segunda-feira a sexta-feira) e das 10 horas às 16 horas (sábado), na Casa Monsenhor Celso, no largo da Catedral, com entrada franca.

O vernissage aconteceu na noite de ontem (13) e contou com o prestígio de várias pessoas, entre populares e artistas, além do secretário de Cultura e Patrimônio Histórico Ivan Lapolli Filho e alguns integrantes daquela Pasta, bem como jornalistas. O secretário informou que esta exposição será levada para a cidade de Foz do Iguaçu.

O artista plástico Marcos Piantá que é o responsável pela organização, contou que o Bendita Todas as Mãos existe há 22 anos e ao longo desse tempo já realizou outros eventos, mas essa é a segunda exposição do grupo apoiada pela municipalidade e a primeira na atual administração municipal. Segundo ele, o incentivo da Secretaria de Cultura vai possibilitar mais exposições e poder mostrar os talentos de Paranaguá em outros municípios.

Os expositores são os seguintes: Marcos Piantá, Marciele Neves, Helber Jeison, Gil Gastaldon, Marcial Neves, Laércio Gomes e Gil Negromonte.

14/05/2025

segunda-feira, 12 de maio de 2025

 

O desenvolvimento da Ilha dos Valadares

( 1968-2008)

 

 

Por Clarício de Araújo

 

A Ilha dos Valadares conheceu desenvolvimento, a partir de 1968, quando era prefeito o professor Nelson de Freitas Barbosa, que mandou construir as escadarias da Igreja Católica, obra essa que solucionou um antigo problema da localidade: a erosão. A ilha ganhou novo aspecto e os moradores, segurança, pois o perigo de desabamento das residências em volta da antiga igrejinha desapareceu.

Depois veio a energia elétrica, pois até então, a população servia-se de lampiões a querosene ou gás. Nelson Barbosa mandou construir ainda, um Posto de Saúde e um Centro Social, denominado “Dona Ivone Pimentel”, em homenagem à esposa do então governador do Estado, Paulo Pimentel.

Neste local funcionou uma escola de artesanato, mantida pela prefeitura, com curso de peças em cerâmica, entalhe em madeira, confecção de peças de couro e macramê. Também foi construído um reservatório elevado de água e uma lavanderia, além da Estação Fluvial de Passageiros (Ponto das Lanchas).

Na administração do prefeito José Vicente Elias, quando da sua primeira passagem pela prefeitura, a ilha ganhou duas escolas, ambas de madeira, uma na Vila Itiberê, denominada de “Gabriel de Lara” e outra na Vila Sete de Setembro que ganhou o nome do bairro.

Em sua segunda gestão, mandou construir mais duas unidades escolares, estas  em alvenaria, desta feita beneficiando a Vila Nova, com a denominação de “Graciela Elizabete Almada Diaz” e no Sete, homenageando a Sra. Iracema dos Santos, que por muitos anos dedicou-se ao ensino do artesanato; Mandou ainda construir dois postos de Saúde nas referidas vilas, bem como a passarela ligando a ilha ao continente, que recebeu o nome de “Antônio José Sant’Ana Lobo Neto” e o cemitério “São Francisco de Assis”, localizado no Sete de Setembro.

O prefeito Waldir Salmon foi quem construiu o Posto Policial Militar, denominado “Francisco Inácio de Assis”, assim como a sede da Administração Regional; o primeiro trecho de pavimentação com pedras, indo do pátio da Igreja Católica até a Administração Regional. Em 1993, na gestão de Carlos Tortato, foi realizado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC), um estudo técnico para a implantação do sistema de coleta, transporte e destinação final dos resíduos sólidos ali gerados, pois, até então não havia uma preocupação com o lixo doméstico.

Devido à falta de saneamento básico, os esgotos corriam a céu aberto; o lixo espalhado misturava-se aos esgotos causando o assoreamento das valetas que por sua vez, formavam lagoas onde proliferavam todos os tipos de insetos. Esta gestão realizou também a construção do novo prédio da escola “Gabriel de Lara” e do Posto de Saúde, passarelas com lajotas, ligando alguns pontos da localidade, Usina de Reciclagem do Lixo (construída pelo Provopar Estadual) e manilhamento de valetas.

 

NOVOS SERVIÇOS

 

A gestão do prefeito Mário Roque, mandou construir a Praça Ciro Abalem, hoje o cartão de visita da ilha e motivo de orgulho da comunidade insulana. Foram desenvolvidos serviços de canalização de todos os córregos e valetas, pavimentação das principais vias de acesso. Também foram construídas novas salas da aula, um novo posto da Polícia Militar, desta feita na cabeceira da passarela, sendo o antigo prédio transformado em posto do Corpo de Bombeiros; posto do Correio, Mercadinho de Frutas e Verduras, Mercadinho de Peixe e a nova sede da Administração Regional, bem como creches nas duas extremidades da ilha. 

O prefeito Roque instalou dois módulos da Guarda Municipal, sendo um na Vila Nova e outro no Sete de Setembro, bem como incentivou o artesanato e a cultura local.

Nos últimos anos da sua administração, fez o alargamento da passarela, aumentando em mais dois metros e meio. Com esse feito, pode-se trafegar tranquilamente sem a necessidade de se deslocar para as laterais da ponte para dar passagem aos veículos. 

Além do mais, a administração Mário Roque apoiou todas as atividades esportivas, culturais e religi0sas da ilha, através das Fundações de Cultura e Turismo, respectivamente. Foram resgatadas as festas de Nossa Senhora dos Navegantes (a procissão marítima) e a do Divino com suas bandeiras e orações. O fandango também ganhou destaque com os Grupos “Mestre Romão” e “Mestre Eugênio”.

quinta-feira, 8 de maio de 2025

 

Depois de 122 anos, um outro Papa Leão

 



Por Clarício de Araújo

O dia 8 de maio de 2025 entra para a história. Data essa em que a Igreja Católica Apostólica Romana escolheu o seu novo chefe, o sucessor de Pedro para o comando do rebanho na trajetória terrena. Com o falecimento do Papa Francisco, foi então convocado um Conclave para eleger aquele que dirigirá a Igreja peregrina e tratando-se de um Conclave, que é a concentração dos cardeais para a votação, criou-se uma expectativa em torno do nome daquele que sairia do encontro, Papa.

O mundo ficou com as atenções voltadas para a chaminé da Capela Sistina, local onde os eleitores se encontravam, até que finalmente, a fumaça branca anunciou que já se tinha um eleito. Porém, embora a alegria de saber que havia um ocupante no trono de Pedro, persistiu a pergunta: “Quem será?” A resposta veio depois de algum tempo, quando o mestre de cerimônia do Vaticano dirigiu-se à sacada do Palácio Apostólico e anunciou: “Habemus Papam”. E finalmente ele leu o nome do escolhido.

Nesse dia 8 de maio de 2025, os católicos do mundo inteiro e enfim, toda a humanidade ficou conhecendo o novo mandatário da Igreja Católica: Robert Francis Prevost, um norte-americano de 69 anos, que veio a público e se manifestou pela primeira vez como Papa, cujo nome apostólico é Leão XIV. O último a ocupar o cargo, portanto, Leão XIII, esteve à frente da Igreja Romana de 1878 a 1903 permanecendo por 25 anos como chefe da instituição. Depois de 122 anos, um outro Papa Leão.

 

 

Igreja Católica tem novo líder; Papa Leão XIV

Por Clarício de Araújo

 


Foto: O Globo


Foi eleito no início da tarde hoje, 8, no horário de Brasília, o novo líder da Igreja Católica, o novo Papa, que na tradição da religião milenar é o sucessor de Pedro. O 267º bispo de Roma foi eleito com 98 votos de um colégio composto por 133 cardeais, após a quarta votação, o norte-americano de 69 anos, Robert Francis Prevost, com o nome apostólico de Leão XIV é o Romano Pontífice escolhido para governar o povo católico.

O anúncio foi proclamado para um público aproximado de 20 mil pessoas concentradas na Praça de São Pedro, cidade do Vaticano, pelo cardeal Dominique Mamberti.

quarta-feira, 7 de maio de 2025

 

Um canto à Ilha dos Valadares

Por Clarício de Araújo

 

Um canto à Ilha dos Valadares,

Terra que me viu crescer,

Viu minha infância florir

Também viu o meu amor por ti nascer.

Um canto à Ilha dos Valadares,

Onde eu vivi um tempo dourado,

Tive sonhos, tive decepções,

Lugar onde amei e fui amado.

Um canto à Ilha dos Valadares,

Do Pôr de Sol sobre o rio,

Dos barcos sem uso, no estaleiro,

Das tardes cinzas, tardes de frio.

Um canto à Ilha dos Valadares,

Lugar de frutas silvestres,

Das brincadeira infindas,

Ah! Tudo isso tu me destes.

Um canto à Ilha dos Valadares,

Onde fiz grandes amizades,

Onde realizei projetos, sonhos,

Hoje tudo é passado, tudo é saudade.

 

segunda-feira, 5 de maio de 2025

 

Encontro das 15 horas

Por Clarício de Araújo

Inesquecíveis tardes alegres passamos na Casa Elfrida Lobo, local onde o Centro de Letras de Paranaguá “Leôncio Correia” tinha a sua sede. O espaço era também uma parte da Fundação de Cultura e, portanto, o Centro de Letras desfrutava de algumas salas dessa instituição para as suas atividades sob a presidência do professor Oziel Prado Tavares. Anos depois eu vim a ocupar este posto tão bem administrado pelo saudoso mestre.

Ali convivíamos com Roberto Elias, Mozar de Moura, José Maria Farias de Freitas, Nelson Luiz Ferreira (Abacate) e tantos outros companheiros em bate-papos profícuos regados por deliciosos cafés preparados pelo Roberto. Eram sempre conversas voltadas para a cultura, porém havia muita descontração e troca de informações importantes e todos saiam bem abastecidos sobre as riquezas inestimáveis da Terra de Fernando Amaro. Isso era quase diário.

Com a mudança da sede do Centro para o Club Litterário essa prática se perdeu, ficando apenas as boas lembranças de um tempo memorável e as recordações de grandes amigos que por certo deixaram bons exemplos e um cabedal de conhecimentos. Aquelas tardes, sentados à mesa que mais parecia a de uma grande família, era só felicidade e a vontade de voltar, pois as conversas pareciam não ter fim, tão significativos eram aqueles encontros das 15 horas.

  Ilha mais habitada do Paraná tem estrutura de cidade Por Clarício de Araújo Localizada na área urbana de Paranaguá, no litoral do Esta...