segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

 

Rua da Praia, a nossa praia

Por Clarício de Araújo

 

Esses dias e consequentemente, as noites quentes me fazem lembrar de uma antiga canção denominada “Paranaguá”, inspiração do saudoso “Nhô” Belarmino, que com sua esposa Gabriela, formaram a famosa dupla do Paraná. Gravaram várias canções e a qual eu me refiro, diz em sua letra, “...nas suas ruas se vê tanta gente, nas noites quentes...” que fez grande sucesso, entre outras nas vozes afinadas do casal. Feitas as devidas referências, prendo-me ao fenômeno que faz todos procurarem um espaço adequado para amenizar a alta temperatura que incomoda nesses dias, se apresentado de forma desproporcional.

Desta forma, a opção é ir para a orla do rio Itiberê para se refrescar nas águas do mar, embora não seja um local adequado para isso ou simplesmente sentar-se na Praça Mário Roque ou ainda em um dos pontos comerciais e degustar as variedades de comidas ali oferecidas, sempre acompanhadas por bebidas refrescantes. E vendo os espaços praticamente tomados por centenas de pessoas de todas as idades foi que me veio a lembrança da música acima mencionada, pois a canção é um retrato fiel de uma realidade parnanguara neste período.

Ali também é um local de cultura, uma vez que grupos folclóricos ou artistas solos se apresentam, fazendo com que o público se contagie e acabe “participando” do show, pois, a grande maioria conhece ou já ouviu as canções interpretadas. Bonito ver gente de várias gerações prestigiando a nossa orla (Rua da Praia), embora não seja praia, mas para quem prefere gastar pouco, este lugar é para todos os efeitos, a nossa praia.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

 

“Pescadores de homens”

Por Clarício de Araújo

A ordem de Jesus aos pescadores (futuros discípulos) do lago de Genesaré, foi sem dúvida, um prenúncio daquilo que seria o início do anúncio do Reino: pregar o seu Evangelho a todas as pessoas; a pesca milagrosa no Mar da Galiléia sem dúvida é uma clara alusão à pesca dos seguidores de Cristo por toda a Terra, uma vez que Jesus quis que os seus primeiros servidores fossem além das terras de Israel. Por isso, ao dizer aos pescadores para lançarem as redes em águas mais profundas, não só se referia àquele momento (a pesca milagrosa) como também ao anúncio da sua Palavra, pois era preciso ir aonde houvessem mais pessoas sedentas de Deus. Como Pedro, devemos dar ouvidos ao que Jesus manda, pois dizer sim ao Senhor é a maneira de formar nossa vontade para se chegar a ser um apóstolo bom e fiel.

Portanto, lançar as redes em águas mais profundas significa ir além dos nossos espaços, pois, o Reino exige que não nos limetemos naquilo que é cômodo, ou apenas nos contentemos com um serviço simples, ou tão somente participemos das celebrações, mas que levemos o anúncio da Boa Nova onde haja a necessidade, pois todos os batizados são evangelizadores. O papa Francisco tem falado incessantemente em Igreja em saída, reforçando a importância da evangelização dos povos afastados. Isso vem de encontro ao pedido de Jesus: “lançai as redes em águas mais profundas”.

É preciso que tenhamos iniciativa para levar esse Jesus misericordioso para o mundo inteiro e ao nosso redor, pois há muitas pessoas querendo ouvir a Boa Nova e por falta de vontade ou preguiça, nos limitamos apenas celebrar a Eucaristia sem entretanto repartir esta alegria com aqueles que não têm a mesma oportunidade. Que o Evangelho de Jesus não nos limite ao espaço do Templo, mas que nos possibilite a fazer uma “pesca” profícua para o crescimento dos seguidores de Cristo, pois fomos convocados a ser “pescadores de homens”.

 

 

sábado, 8 de fevereiro de 2025

 

Ouvir a voz de Deus

Por Clarício de Araújo

As propostas sedutoras que a sociedade oferece, como corrupção, fraude, roubo, etc, fazem com que muitos deem ouvidos à essas tentações ao invés de trilhar os princípios morais, uma vez que tais propostas se apresentam atraentes e cheias de falsas vantagens. A Palavra de Deus no entanto vai nos dizer que tudo isso é mentira e será destruído no fogo do inferno, juntamente com o seu líder, o demônio.

Aquele que prefere andar pelo caminho do bem é tachado de “bobo” ou “inocente”, pois os adeptos do mal entendem que eles (os espertalhões) são sábios e estão aproveitando as chances oferecidas. Estão desfrutando de uma falsa oportunidade, mas esta, por certo não será eterna e um dia, cedo ou tarde se acabará, restando apenas as consequências dos malefícios, quais sejam, prisão, depressão, humilhação, dor...

É preferível viver com aquilo que Deus nos dá através de uma conquista justa e honesta do que obter bens através de artifícios ardilosos; ouvir a voz de Deus é fundamental para a nossa opção diante de tantas armadilhas que o mundo nos oferece incessantemente. O Senhor seja nosso Mestre e nos livre de toda a maldade.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

 

Eternamente no fogo da Geena

 

Por Clarício de Araújo

 

Medo das profecias, não no sentido de previsão, mas como advertência ou orientação, leva muita gente a fugir da verdade e simplesmente fazer as coisas erradas, que por fim, levam à uma vida de pecado que destrói a relação entre criatura e criador; esta prática faz com que os que têm a missão de anunciar o Reino de Deus sejam ignorados e até mesmo odiados, uma vez que falam aquilo que o Senhor determinou e não aquilo que entendem ou acham que é.

João Batista advertiu o rei Herodes que vivia maritalmente com sua cunhada e por isso foi decapitado, como forma de calar a voz de Deus. A sua advertência ainda causou uma oferta irrecusável que foi prontamente cumprida e festejada como fosse um troféu. A morte de João Batista é prova de quem anuncia a Palavra do Senhor a faz sem temer as consequências, pois, para o Reino de Deus, quem entrega seu espírito, este sim, ganha um prêmio inestimável na Jerusalém eterna.

Os detratores por certo irão prestar contas no Juízo Final e por conseguinte, receberão a merecida sentença; aos que viverem mediante as ordens do Senhor, estes terão um lugar no Reino, ao passo que aqueles que vivem segundo a carne, irão viver eternamente no fogo da Geena, conforme disse Jesus Cristo.

 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

 

A Eucaristia é insubstituível

Por Clarício Araújo

Se toda a vida da Igreja está no Santo Sacrifício da Missa e de forma mais específica na transubstanciação, ou seja, na presença real de Cristo na Eucaristia, fato este que só se vivencia no culto divino que se celebra todos os dias e principalmente no domingo, dia do Senhor, no qual Ele ressuscitou dos mortos. É de fundamental significado que participemos desta ação de graça. Não se deve ignorar ou dar menor importância para este dia, uma vez que é através dele que temos a oportunidade de estar unidos aos demais membros da comunidade e assim, oferecermos como família a nossa vida a Deus.

O domingo é portanto, um dia consagrado ao Senhor e nenhum outro motivo, exceto em especial contingência, pode ser justificativa para a falta ao culto divino. Não é aceitável principalmente para quem tem uma atividade específica dentro da Santa Missa esta atitude; aquele que assume a missão de servir a Casa do Senhor o faça de coração aberto e sem entremeios, qual seja, ou bem dá seu tempo a Deus ou aos deleites da vida. Isto não significa que não se tem o direito ao lazer, mas que isso se dê sem impedir a nossa presença na Eucaristia. Primeiramente o dever para com o sagrado e depois então, livres para as nossas atividades particulares. Portanto, a Eucaristia é insubstituível.

domingo, 2 de fevereiro de 2025


 

Procissão marítima encerra festa de N.S.ª dos Navegantes

Por Clarício de Araújo 

 




A festa em homenagem à Nossa Senhora dos Navegantes, mãe do homem do mar e padroeira da Ilha dos Valadares, teve o seu ponto alto no dia de hoje,2, com a procissão marítima percorrendo o rio Itiberê e se estendendo até o bairro do Rocio, onde centenas de embarcações acompanharam o cortejo religioso. O evento que é realizado há 57 anos contou com o apoio da Capitania dos Portos e teve a participação da Barcopar e Abaline.

A celebração eucarística aconteceu às 8 horas, presidida pelo pároco padre Binu Joseph, onde houve inicialmente a entrada dos integrantes das pastorais e movimentos religiosos da paróquia, seguida por um momento de animação com o grupo de jovens Jusi, e a coordenação do ato por Elisabete Costa Afonso e, finalmente o rito litúrgico que falou sobre a apresentação do menino Jesus no Templo. Em sua homilia padre Binu destacou a importância de Maria na vida da Igreja e para cada pessoa. Integrantes da Bandeira do Divino também prestaram sua homenagem à Nossa Senhora.


sábado, 1 de fevereiro de 2025

 

Ilha dos Valadares celebra amanhã, a 57ª Festa de N.S.ª dos Navegantes

Por Clarício de Araújo






A comunidade católica da Ilha dos Valadares, em Paranaguá, celebra amanhã, dia 2, a 57ª Festa em louvor à Nossa Senhora dos Navegantes, festa esta que teve início na localidade em 1968, quando a imagem da padroeira foi homenageada com uma procissão fluvial pelo rio Itiberê. As devoções à santa no território insular deu-se em função de uma doação feita por um senhor conhecido por “Bengo” e entregue à comunidade pelo senhor Moacir Rodrigues, que exercia a função de “inspetor de quarteirão” na ilha.

A programação da festa para amanhã consta de missa solene às 8 horas; procissão marítima partindo do trapiche do bairro Vila Bela até o trapiche do Rocio às 10 horas; almoço às 11 horas seguido de bingo e show artístico com o grupo de fandango “Mestre Eugênio”; às 18 horas, sorteio de prêmios. Durante o dia haverá venda de refrigerantes, doces e salgados, além de passeio no trenzinho para a petizada.

Clarício de Araújo Cardoso (MTE 0012869/PR)


  Ilha mais habitada do Paraná tem estrutura de cidade Por Clarício de Araújo Localizada na área urbana de Paranaguá, no litoral do Esta...